Cinéfilos Eternos: Comédia
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

GUY




O que dizer desse filme? Simplesmente delicioso.
Guy Jamet é uma espécie de Roberto Carlos, já velho, mas ainda encanta com seu carisma e suas românticas músicas.

Após a morte da mãe, Gauthier, um jovem jornalista, fica sabendo que é filho de Guy Jamet. Por uma carta. Mas ela também lhe pede que não revele nada. Ele resolve então fazer um documentário sobre o artista francês que, sem saber de nada, aceita.
Em uma ótima atuação, Alex Lutz, que tem apenas quarenta anos, faz o papel de Guy Jamet, bem mais velho. Cabelos brancos e rugas profundas e até manchinhas senis nas mãos e rosto, é difícil reconhecer o humorista de Estrasburgo.
Acostumado à televisão e ao teatro, Alex Lutz também atuou em cerca de vinte filmes, incluindo um ao lado de Jean Dujardin em Agente 117: Rio não responde mais, dirigido por Michel Hazanavicius.
A ideia do roteiro foi também de Lutz e desenvolvida por Anais Deban. Alex Lutz dirige o filme e ainda se revela um bom cantor. As músicas, feitas para o filme, são tão boas que viraram um CD de 43 minutos, todas cantadas por Alex.
Guy encerrou a Semana de Critica do Festival de Cannes 2018.
Gauthier acaba acompanhando Guy em tudo, em sua turnê, nos seus shows, frequenta sua casa, é até convidado um dia a cavalgar lado a lado com o pai que não sabe que ele é filho. Laços são criados, mas Gauthier precisa respeitar o pedido da mãe. Sempre atrás das câmeras. Além dessa linda história, o filme mostra a vida real de um personagem que normalmente está sob os holofotes, que tenta reviver seus momentos de glamour e ao mesmo tempo deseja ter uma vida comum.
"- De todas que já cantou, qual é a sua música preferida? "
"- Dadidou".

Deixo aqui o lindo vídeo:
O filme é dedicado "aos nossos pais".

*Disponível no My French Film Festival 2019.
IMDB: 6,7/ 10
Filmow: 2,9/ 5
Minha nota: 3,8/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Guy.
País: França.
Ano: 2018
Direção: Alex Lutz.
Roteiro: Anais Deban, Alex Lutz.
Elenco: Alex Lutz, Tom Dingler.
Por: Cecilia Peixoto.

Alex Lutz






sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

HOTEL JUDITH





Nem sempre os curtas recebem destaque em alguns festivais. Eu mesma acabo não vendo. Assim como gosto de livros grossos, onde eu acabe me envolvendo com os personagens, também gosto de filmes que me façam sentir uma espécie de imersão. É claro que um curta não tem nem tempo de produzir isso. Mas pensem em quanto pode ser criativo e difícil contar uma história inteira em poucos minutos! Postei outro dia um que não tinha nem 7 minutos. O My French Film Festival 2019 selecionou diversos curtas e dessa vez estou aproveitando para ver todos e me surpreendendo. Principalmente quando já está quase na hora que eu preciso dormir e não dá tempo de ver um longa, nada melhor que um rapidinho, não é?

O Judith Hotel é super badalado, dificílimo conseguir uma vaga. Antes de se alojar, a pessoa precisa responder um questionário sobre suas preferências, tipo que horas deseja jantar, o que deseja jantar e outras perguntas que a princípio o espectador não entende. Por que será que é tão procurado aquele hotel? Os hóspedes são bizarros, aliás você vai ver que o filme é bem bizarro também. Rémi, o personagem principal, foi para lá porque não consegue dormir, coitado. Oito anos sem dormir. Mas o Judith Hotel garante que tem uma solução para o caso dele.

"Seus problemas acabaram!"

*Disponível no My French Film Festival até o dia 18 de fevereiro.


IMDB: 7/ 10
Filmow: 3,7/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Judith Hotel.
País: França.
Ano 2018
Direção: Charlotte Le Bon.
Roteiro: Charlotte Le Bon, Timothée Hochet .
Elenco: Sarah Calcine, Guillaume Kerbusch, Suzanne Rault-Balet.

(Por: Cecilia Peixoto)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O PODER DE DIANE





O filme trata de uma maneira bem-humorada e agradável um assunto importante: ser barriga de aluguel.
Na trama, é Diane (Clotilde Hesme) quem decidiu oferecer seu corpo para abrigar o filho do seu grande amigo Thomas com seu parceiro. Aparentemente, Diane é uma mulher muito bem resolvida na vida, leve, alegre, descomplicada. Diane acredita no seu poder de decidir sobre seu corpo. sobre não precisar dar satisfações a ninguém. Ela resolve se mudar, durante a gestação, para uma casa de campo que era dos seus avós. Tudo ia bem, até que ela conhece Fabrizio. Acostumada a relacionamentos não duradouros, Diane acreditava que era feliz assim. Mas aos poucos vai se envolvendo com Fabrizio e sua maneira desprendida de ver as coisas vai se modificando.

Clotilde Hesme é uma atriz francesa conhecida por protagonizar os filmes Les amants réguliers, de Philippe Garrel e Les Chansons d'amour de Christophe Honoré. Fabien Gorgeart é roteirista e diretor dos curtas-metragens Un homme à la mer (2009), Le sens de l´orientation (2012) e Le diable est dans les détails (2016). Diane a les épaules é seu primeiro longa-metragem.
"Sem tentar ser moralista ou proselitista, o diretor usa o pretexto da barriga de aluguel para falar dos novos códigos de casais e da ruptura dos modelos familiares. Picante, emocionante, sexy, irritante, a brilhante Clotilde Hesme tem força para encenar todas essas emoções".
Barbara Théate, Le Journal du Dimanche.

O diretor consegue imprimir bastante naturalismo ao filme, é quase como se Diane. Fabrizio, Thomas e Jacques fossem também nossos amigos. Clotilde tem grande responsabilidade nessa sensação de familiaridade que o filme passa com a sua convincente interpretação. A questão que se propõe é até onde uma barriga pode ser considerada somente de aluguel? Dá para separar todos os sentimentos e sensações de ter um bebê, um ser humaninho, crescendo dentro de você, sem criar nenhum elo? E para a criança? Será que a criança sente a separação depois que nasce, depois que sai da "casinha"?
Curiosidade: Gorgeart aproveitou a gravidez real de Clotilde para os momentos em que ela exibe seu barrigão. Nada mais perfeito!
Diane a Les Épaules foi uma das atrações do Festival de Varilux 2018.
*Disponível no My French Film Festival 2019 até o dia 18/02.

IMDB: 6/ 10
Filmow: 3,3/ 5
Minha nota: 3,2 / 5

Ficha técnica:
Nome original: Diane a Les Épaules.
Outros nomes: Diane Has The Right Shape.
País: França.
Ano: 2017
Direção: Fabien Gorgeart
Roteiro: Fabien Gorgeart.
Elenco: Clotilde Hesme, Fabrizio Rongione, Thomas Suire, Grégory Montel.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

A EXCÊNTRICA FAMÍLIA DE GASPARD




Uma agradável surpresa esse filme. Gaspard conhece Laura e, a caminho do casamento de seu pai, propõe a ela que o acompanhe fingindo que é a namorada dele. O que parecia ser apenas uma comédia romântica, não que eu não goste, nos faz fazer algumas reflexões. Primeiro, a família excêntrica de Gaspard. Aliada com muito amor entre eles, nos faz questionar que a nossa "normalidade" também possa ser estranha para eles.
Gaspard e os dois irmãos cresceram em um ambiente pitoresco: um zoológico. Daí já podemos considerar que o ambiente em que eles viveram já lhes proporcionou uma "normalidade" diferente da nossa. A mãe morreu cedo e Gaspard e a irmã caçula tinham uma ligação muito forte. Ele é tipo um ídolo para Coline.Tanto que ela fica enciumada com a presença de Laura e vai demonstrar isso, implicando com ela.
A Excêntrica Família de Gaspard ou, no original, Gaspard Va Au Mariage, foi visto no Varillux 2018 e é o terceiro filme do diretor Antony Cordier. Seu primeiro longa-metragem, À Flor da Pele (2005), foi indicado ao César (o Oscar francês) de Melhor Primeiro Filme.
Cordier (que também assina o roteiro) disse que teve a ideia de fazer o filme inspirado num livro que ele tinha quando criança. A publicação contava a história de um homem que criou um zoológico na década de 1950. Uma das coisas que lhe chamou a atenção foram as fotos do livro, que mostravam ele e sua família convivendo com animais.
O patriarca da família, Max, é interpretado por Johan Heldenbergh e é um mulherengo inveterado, mas está realmente interessado em casar com Peggy (Marina Fois).
Entre os personagens exóticos do filme, quem mais se destaca é Coline, interpretada por Christa Théret, já que ela anda pelo zoológico com uma pele de urso. Cordier disse que se inspirou, para criar o personagem, em um conto italiano do século XV, e que também deu origem a Pele de Asno, filme de 1970 estrelado por Catherine Deneuve. Laura diz para Gaspard que será difícil enganar Coline, porque ela tem uma sensibilidade de um animal.
O outro irmão de Gaspard, Virgile, parece ser o mais sensato da família. Gaspard estava afastado de casa há bastante tempo. Percebe-se que ele não está muito à vontade de volta. Com o afastamento do irmão, Virgile precisou assumir a gerência dos negócios e preocupa-se com a situação financeira do zoológico. Afinal, e essa é outra questão do filme, quase ninguém hoje em dia quer ver mais animais enjaulados.
Para Cordier, os zoológicos estão obrigados a se reinventar. "Quando era criança, a gente ia ao zoológico e achava normal ver animais em gaiolas. Mas agora o público questiona isso. Os zoológicos têm que assumir uma nova função de preservar as espécies". Mais uma reflexão para a "normalidade", ela pode depender do contexto ou da época.
Gaspard (Félix Moati) tem um jeito doce e apaixonante. Foi, desde criança, o inventor da família. Sua invenção nº 1 era uma rolha de champanhe em que abria um paraquedas, quando impulsionada. Inúltil? Talvez, mas lindo. É a parte poética do filme.
O local agradável rende boas cenas e mesmo a família nos cativa, ainda mais quando vamos conhecendo a história deles na infância. A crítica ao filme (não minha) é ter escolhido a leveza em vez de se aprofundar nas discussões, em vez de ousar mais. Não vejo assim, acredito que não era a intenção de Cardier. O diretor já admitiu que se interessa mais por comédia do que por outros gêneros cinematográficos.
Há momentos muito bons, com toques dramáticos e românticos. O quanto a perda precoce da mãe fez os irmãos se apegarem ao lugar que lembrava a infância e, consequentemente, dela? O quanto a forte ligação entre eles também se originou dessa perda e o quanto tudo isso estava impedindo a todos de terem uma vida? Uma vida talvez "normal"?
Muita nudez, mas nenhuma cena sexual forte. Sempre a preferência pela leveza e o humor.
Disponível no My French Film Festival 2019 até o dia 18 de fevereiro.
IMDB: 6,2/ 10
Filmow: 3,5/ 5
Minha nota: 3,5/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Gaspard Va Au Mariage.
País: França.
Ano: 2017
Direção: Antony Cordier.
Roteiro: Antony Cordier.
Elenco: Félix Moati, Laetitia Dosch, Christa Théret, Marina Fois, Johan Heldenbergh, Guillaume Gouix.


(Por: Cecilia Peixoto)


quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

SEMENTES PODRES





Penso que esse filme fala principalmente sobre a nossa tendência de julgar os outros. Wael (Kheiron), ajudado por Monique (Catherine Deneuve) vive de pequenos golpes. Em um deles, cometido contra Victor (André Dussolier), ele se dá mal e é pego. Convencido por Monique, Victor resolve dar uma chance para Kheiron em vez de entregá-lo à polícia, desde que ele substitua um professor em um centro de adolescentes excluídos do sistema devido a mal comportamento: as "mauvaises herbes", ou "sementes podres".
O maior trabalho dele será fazer com que os seis jovens voltem no dia seguinte. São pessoas totalmente desmotivadas, cheias de problemas e será que logo alguém como Wael, que não é lá nenhum bom exemplo vai conseguir? Contando assim, parece que é um filme piegas, mas não é. Aos poucos, vamos conhecendo a vida de todos. É como se Wael, tentando entender cada um, se confrontasse com seu próprio passado. As cenas com a turma são intercaladas com as cenas de um Wael menino (Aymane Wardane) e sua difícil vida. Monique, que de início, parecia meio avoada, vai se revelando também.
Não, não é um dramalhão, muito pelo contrário, tem cenas bem divertidas, embora algumas brutais. É justamente essa capacidade de juntar o drama com a comédia que me envolveu.
Kheiron é um comediante, ator e diretor de cinema francês. Depois do Prêmio Cesar como Melhor Primeiro Filme em 2016 por "Nous Trois ou Rien", o comediante, que construiu uma reputação no mundo da comédia de stand-up, volta a desempenhar o papel principal em Mauvaises Herbes, que ele também assina o roteiro, além da direção.
Ainda que com alguns clichês, o filme aborda questões sociais e humanas importantes, fala sobre a força da empatia e nos convida a um novo olhar, antes de virarmos as costas para alguém.

IMDB: 7,2/ 10
Minha nota: 3,6/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Mauvaises Herbes
Outros nomes: Bad Seeds
País: França.
Ano: 2018
Direção: Kheiron.
Roteiro: Kheiron.
Elenco: Kheiron, Catherine Deneuve, André Dussolier, Aymane Wardane.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O MUNDO A SEUS PÉS






Apresentado na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes de 2018, Le Monde Est à Toi é o segundo longa de Romain Gavras, diretor francês nascido na Grécia e filho do grande Costa Gavras.

O filme mescla comédia e ação, é uma paródia sobre filmes de gangsters. O ponto forte é a trilha sonora de alta energia (Michel Sardou, Laurent Voulzy, Daniel Balavoine). É aquele filme meio "nada a ver" mas que te faz acordar e não tirar os olhos da tela.

Karim Leklou tem aquela cara de menino carente e ele é François no filme, um comerciante que tem um sonho de ter um grande negócio e viver em uma casa com piscina com seu amor de juventude, Lamya (Oulaya Amamra, César de Melhor Atriz Revelação por Divines).

Sim, a trilha sonora é de fazer "levantar do caixão" mas quem arrebata o filme é a personagem de Isabelle Adjani: Dany, a mãe de François é uma gangster de carteirinha, não poupa nem o filho, de quem roubou todo o dinheiro que ele economizou e perdeu em jogatinas, o dinheiro com o qual ele pretendia comprar sua casa e viver uma vida diferente da que ele foi criado.
Agora ele vai precisar se arriscar em uma missão que será levar uma soma alta para trazer drogas da Espanha. Poutine, o chefe do tráfico, oferece a ele essa chance de se refazer.
Ele parte acompanhado do seu ex-sogro, Henry (Vincent Cassel), recém saído da prisão e aficionado por histórias de conspiração e dois jovens meio aloprados, que trabalham para o Poutine. Mas as coisas não saem como o previsto e François é forçado a pedir a ajuda de sua mãe.
Os acostumados a ver filmes dramáticos ou românticos com a Adjani, vão se deliciar com esse papel dela, aos 63 anos, como uma chefe de quadrilha, astuciosa e egocêntrica. Já o Cassel faz um papel menor.
Vou confessar que não entendi algumas coisas, o roteiro é meio confuso, mas mesmo assim recomendo. Eu tenho uma relação de amor com o cinema francês, que para mim, mesmo quando é ruim é bom, rsrsrsrs. Mas a qualidade da direção, do elenco, das atuações e da trilha sonora e os personagens caricatos que oferecem ótimos momentos de comédia já são argumentos mais que suficientes para você ver. Mas sei que nem todos irão gostar...




IMDB: 6,7/ 10
Filmow: 3,1/ 5
Minha nota: 3,5/ 5


Ficha técnica: 
Nome original: Le Monde Est à Toi.
País: França.
Ano: 2018
Direção Romain Gavras.
Roteiro: Romain Gavras, Karim Boukercha, Noé Debré.
Elenco: Karim Leklou, Isabelle Adjani, Vincent Cassel, Oulaya Amamra.

domingo, 18 de novembro de 2018

UN PLUS UNE




Compositor francês viaja para a India para fazer as músicas de um filme. Logo na primeira noite, em que ele pretendia descansar, é realizado um jantar em sua homenagem, porque ele é muito famoso naquele país. Embora com uma dor de cabeça que não passa, a reunião mostrou-se mais interessante do que ele podia esperar, já que conhece a esposa do embaixador da França.
Através da amizade que se constrói entre os dois, ele, Antoine, ela, Anna, vamos passear pela India, seja naquele trânsito louco, seja de trem ou de barco, com destino ao encontro com a grande líder espiritual de lá, Amma. Tudo recheado com muitos diálogos. Anna explicando sua espiritualidade para um Antoine pragmático. Ele, colocando questões práticas que ela nunca se permitiu pensar. É evidente a atração entre os dois. Mas Anna ama seu marido e Antoine acaba de ser pedido em casamento pela namorada Alice, que, aliás, está chegando à India para se encontrar com ele.
Un + Une pode ser visto como só mais um filminho romântico, aliás há um outro filme dentro do filme: uma história de amor acontecida entre dois jovens indianos, um ladrão e uma bailarina, serve de inspiração para o tal diretor indiano que convidou Antoine para fazer a trilha sonora. Como eu ia dizendo, o filme poderia ser só mais uma comédia romântica qualquer, mas Claude Lelouch sempre teve uma maneira especial de contar histórias de amor. Junto ao belo cenário de um país que parece nos convidar a sonhar, com uma belíssima fotografia, embalados pela música de Francis Lai (o mesmo que fez a trilha de Un Homme et Une Femme), temos um casal maduro e que nos conquista a cada minuto. Antoine é bonito, confiante e divertido. Difícil não se envolver pelo seu belo sorriso. Anna é daquelas mulheres que não param de falar, mas longe de ser chata, ela é encantadora e charmosa, daquele tipo que você tem vontade de ouvir por horas e horas.
"-Minha religião é o amor", 
está escrito ao lado de Amma.

Mātā Amritanandamayī Devi, mais conhecida como Amma, é muito admirada dentro e fora da Índia e respeitada como uma humanitarista; muitos a reverenciam como uma Mahatma e uma santa viva: a santa dos abraços.
Lelouch já havia revelado sua intenção de fazer um filme que homenageasse e ao mesmo tempo mostrasse Amma ao mundo.
Assim como os abraços de Amma, Un Plus Une é também um filme generoso. É uma história de sorrisos, de agradecimentos, mesmo com todos os desencontros da vida. Um exemplo disso foi o fato de Antoine só ter conhecido o pai recentemente e longe disso causar estranheza nele, ficou feliz.
Jean Dujardin declarou ter ficado muito comovido com o encontro com Amma. O ator é mais conhecido pelo seu papel em O Artista, pelo qual recebeu o Oscar de Melhor Ator, aliás, ele foi o primeiro ator francês a receber um Oscar de Melhor Ator.
Elsa Zylberstein manifestou sua vontade de voltar à India para rever Amma e disse que foi tocada por ela de uma forma permanente.
IMDB: 6,2/ 10
Filmow: 3,2/ 5
Minha nota: 3,4/ 6

Ficha técnica: 
Nome original: Un + Une
País: França.
Ano: 2015
Direção: Claude Lelouch.
Elenco: Jean Dujardin, Elsa Zylberstein, Christopher Lambert, Alice Pol.





O abraço de Claude Lelouch e Amma

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

AQUI EM CASA TUDO BEM




Quem não amaria comprar uma casa numa linda ilha na Itália? Alba (Stefania Sandrelli) e Pietro (Ivano Marescotti) puderam realizar esse desejo e seus filhos guardam uma boa recordação de Ischia: uma bela casa em um lugar encantador, cheio de ruelas românticas e com o mar maravilhoso como vista. Aposentados e já morando na ilha, o casal quer realizar outro sonho: reunir a família toda para comemorar suas Bodas de Ouro. A princípio, como toda reunião familiar, tudo são flores. O evento é marcado ainda com a volta de Paolo (Stefano Accorsi), um dos filhos, escritor reconhecido, que estava há muito tempo morando fora.

A balsa chega com os convidados, não falta alegria e coisas para lembrar e comemorar. Chegam os filhos, Paolo solteiro, Carlo (Pier Francesco Favino) com sua esposa e sua filha mais nova e Sara (Sabrina Impacciatori) com seu marido e filho também. A ex de Carlo também foi convidada e vem com a filha mais velha dele e um amigo da filha. Tios, tias, primos e primas, uma festa só.
O clima fica meio tenso quando acabam as comemorações e todos se encaminham para o cais para voltar para suas casas mas são surpreendidos com a notícia de que não haverá balsa, devido ao mau tempo.
É certo que sempre em meio aos parentes existem alguns que não são muito desejáveis, dá para se tolerar em um encontro familiar, mas agora, devido ao imprevisto, todos terão que ficar mais tempo na ilha napolitana. Há que se acomodar todos na casa, providenciar lençóis, comida, bebida e se preparar para lidar com os desconfortos e pior: os prováveis conflitos. A mulher atual de Carlo, por exemplo, não entende porque a ex dele foi convidada e não poupa alfinetadas e agressões. Não deixa nem mesmo ele se aproximar da filha adolescente. Um parente apresenta a mulher grávida e tem a visível pretensão de resolver seus problemas financeiros naquela reunião.
O cinema italiano gosta muito de se utilizar de questões familiares. Gabriele Muccino é um diretor italiano que também faz filmes americanos: À Procura da Felicidade, Sete Vidas, Pais e Filhas, entre outros. Stefania Sandrelli é uma atriz italiana que fez vários filmes dirigidos por Bertolucci, Ettore Scola, Mario Monicelli, muitos diretores famosos. Atuou em O Último Beijo, também dirigido por Gabriele Muccino, onde Stefano Accorsi era o protagonista. Gostei muito da atuação de Pierfrancesco Favino (As Crônicas de Nárnia).
Apesar dos "barracos", um filme agradável, tenso em alguns momentos, divertido em outros. E vamos ver que as adversidades e as verdades reveladas talvez tenham servido para consertar algumas coisas. Será? Eu sei que fiquei só imaginando dar uma festa e os convidados não poderem ir embora depois. Cheguei até a me arrepiar, hahaha.

IMDB: 6,1/ 10
Filmow: 3,8/ 5
Minha nota: 3,7/ 5

Ficha técnica:
Nome original: A Casa Tutti Bene.
Outros títulos: There Is No Place Like Home.
País: Itália. 
Ano: 2018
Direção: Gabriele Muccino.
Roteiro: Paola Mammini, Paolo Costella, Paolo Genovese.
Elenco: Stefano Accorsi, Stefania Sandrelli, Pierfrancesco Favino, Carolina Crescentini, Elena Cucci, Claudia Gerini, Gianpaolo Morelli, Valeria Solarino, Gianmarcco Tognazzi.

domingo, 26 de agosto de 2018

REAPRENDENDO A AMAR





Não vejo a Carol como uma pessoa que se fechou no seu mundinho. Aliás, que delícia de mundinho: nenhuma preocupação financeira, saúde, uma linda casa, amigas divertidas, bons vinhos, boa comida e bons livros. OMG, como eu gostaria de poder usufruir dessa "vidinha". Junte a isso bons filmes, de vez em quando uma viagem.
Carol tinha e exata consciência que as coisas passam. Viúva, filha crescida. Como muitas pessoas que tiveram a sorte de ter um bom casamento, ela não pensa em ter outro. Quando o seu cachorro morre, ela também entende como mais uma passagem da vida. Mas a faz se confrontar mais uma vez com a solidão, mas de uma maneira serena, nada de desespero. Eu considero que uma pessoa envelhece de verdade quando começa a correr agoniada atrás do tempo que considera perdido.
É verdade que algumas coisas que nos acontecem nos fazem ficar mais abertas para outras. Ou talvez tenha sido coincidência Carol ter prestado atenção no jovem limpador de piscinas (Martin Starr) e ter se iniciado ali uma amizade improvável. Uma amizade que a levou ao seu passado, quando cantava, e a lembrar de quando era jovem e cheia de vida e a ter vontade de ter momentos como aqueles novamente. Tem uma passagem no filme onde ela canta lindamente num bar de karaokê. O acaso a fez também conhecer outra pessoa. Bill (Sam Elliott) também é viúvo e está claramente flertando com ela.
A verdade é que a vida está cheia de oportunidades de amar, acho que o filme quer mostrar isso. Não necessariamente a pessoa precisa encontrar um novo relacionamento, se acontece é muito bom. Mas saber apreciar o que está em volta é também muito bom. As várias possibilidades de amar e de preencher sua vida. Não ficar presa ao passado, ruim ou bom, mas também não deixar pra trás a sua essência, porque você continua sendo a mesma pessoa, só que em outra fase da vida.
Um filme que faz refletir e bem humorado ao mesmo tempo. "Eu o Verei em Meus Sonhos" é o título original. Sim, sonhar é bom, mas fazer do dia a dia uma continuação dos sonhos é ainda melhor.

IMDB: 6,7/ 10
Filmow: 3,6/ 5
Minha nota: 3,4/ 5

Ficha técnica:
Nome original: I'll See You in My Dreams.
Pais: EUA
Ano: 2015
Direção: Brett Haley.
Roteiro: Brett Haley, Marc Basch.
Elenco: Blythe Danner, Martin Starr, Sam Elliott.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CAMINO A MARTE





Emilia (Tessa Ia, de Depois de Lucia) tem uma doença terminal mas não quer acabar sua vida em um hospital. Ajudada pela sua melhor amiga, Violeta (Bad Girls), elas resolvem fazer uma viagem. Não, não é aquele filme apelativo sobre os últimos dias de uma adolescente e as lições de amor que ela deixou, esqueça isso! Um contratempo impedirá talvez as duas amigas de chegarem à Balandra, o local pretendido: um furacão de grandes proporções se aproxima. O road movie ainda contará com um ingrediente inusitado: as meninas acabam conhecendo e dando carona para um cara que se diz um alienígena e que veio com a missão de acabar com a humanidade. Violeta não quer ele perto, acha que ele pode ser um louco perigoso, mas Emilia simpatiza com ele. Elas resolvem chamá-lo de Mark, o mesmo nome da tempestade tropical que se anuncia. "Mark" diz que seu trabalho é estudar a evolução planetária, que o ser humano é uma das poucas espécies inteligentes a experimentar emoções primitivas e que, pelo bem do universo, a humanidade deve desaparecer.
Indo para Marte ou para Balandra, a verdade é que o filme vai nos fazer embarcar juntos em uma agradável aventura. Cada momento da história é marcado pelos lugares mais belos da Península de Baixa Califórnia, situada a oeste do México, graças à fotografia de Guillermo Garza.
Mark verá sua convicção sobre os humanos abalada quando se apaixona por Emilia. Essa, por sua vez, tem a oportunidade de viver um amor antes de morrer.
De qualquer forma, a viagem se tornará uma jornada de auto-conhecimento para os três personagens.
Humberto Hinojosa Ozcariz é um diretor e roteirista mexicano, conhecido pelo seu filme Oveja Negra (2009) e o mais recente Paraiso Perdido (2016). Ele também é responsável pela série Luís Miguel, que virou febre na América Latina, sobre a vida do cantor mexicano com mãe desaparecida e pai vilão.

IMDB: 5,5/ 10
Filmow: 3,5/ 5
Minha nota: 3,5/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Camino a Marte.
País: México.
Ano: 2017
Direção: Humberto Hinojosa Ozcariz
Roteiro: Anton Goenechea, Humberto Hinojosa Ozcariz.
Elenco: Tessa Ia, Camila Sodi, Luis Gerardo Méndez.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

RICKY





Katie é a mãe solteira de Lisa e trabalha numa fábrica, onde conhece Paco, que passa a morar com elas no apartamento de baixa renda.
Katie engravida de Paco e nasce Ricky.
O bebê transforma toda a rotina da família.
A pequena Lisa, de 6 anos, está amuada, porque não é mais o centro das atenções.
Ricky chora dia e noite, afetando o relacionamento do casal.

Até aí, nada demais, não é? Não poderia haver história mais comum.
Mas de comum não há nada em Ricky, o bebê e mais novo membro da família.
É aí que esse diretor, que está se tornando um dos meus prediletos, nos surpreende.

A loucura do filme cresce pouco a pouco e, ao mesmo tempo, qual é a diferença entre um filho normal e um filho diferente? O amor de mãe será menor ou maior?
Ou talvez uma mãe se sinta especial por ter um filho especial?

O foco todo do filme, na verdade, está em Lisa, que se sente em segundo plano por um irmão que chama cada vez mais atenção.
Vemos nas cenas finais, ao som da bela canção The Greatest, de Cat Power, o sorriso voltar a surgir no rosto dela.
Você precisa ver esse filme com a mente aberta e dar asas à sua imaginação.
IMDB: 5,8/ 10
Minha nota: 3/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Ricky.
País: França.
Ano: 2009
Direção: François Ozon
Roteiro: François Ozon
Elenco: Alexandra Lamy, Sergi López, Mélusine Mayance

terça-feira, 17 de julho de 2018

FLORES PARTIDAS



Don Johnston (Bill Murray) é um bem-sucedido empresário, solteiro e mulherengo. O nome do personagem é uma alusão ao famoso personagem espanhol, tido como símbolo da sedução e da libertinagem.
O filme começa com ele sendo abandonado por Sherry (Julie Delpy), que o acusa de indiferença.

A conquista profissional e as diversas conquistas amorosas não parecem fazer dele uma pessoa realizada, ou ainda, é como se ele chegasse ao fim da linha e não encontrasse nada lá. A sua falência existencial é visível.
Seu vizinho Winston (Jeffrey Wright) é o seu oposto, com uma família estruturada, mulher e cinco filhos, está sempre ocupado, se dividindo entre eles, seus empregos e sua paixão por jogos e romances policiais.
Quando Don recebe uma carta anônima em papel cor-de-rosa, dizendo que ele tem um filho de 19 anos, Winston o convence a ir em busca das mulheres com quem teve um relacionamento no passado para investigar. 
O amigo lhe dá todo o apoio logístico para a empreitada, até mesmo a trilha sonora, incluindo jazz etíope, que o acompanha.
A apatia de Don não se altera, mas embora ele se recuse, acaba seguindo todas as instruções do Winston.

Inicia-se assim um "road movie", mas em direção ao passado. Como se Don tentasse ainda uma última cartada, a de encontrar algum significado ou familiaridade com o mundo à sua volta.
Ele vai em busca então das possíveis mães (Sharon Stone, Frances Conroy, Tilda Swinton, Jessica Lange) do seu possível filho, sempre com um ramos de rosas cor-de-rosa, conforme a recomendação do amigo-detetive.
Sim, o elenco é estupendo, mas a participação é passageira.
Como passageiros foram os seus romances.
Ele procura no passado algo que dê sentido ao seu presente.
Mas em vão...
Seus encontros são como flores partidas, sem encanto.

Coincidência ou não, há sempre um rapaz com idade aproximada daquele que poderia ser seu filho, nos lugares onde ele vai.
Também com o espectador a relação do protagonista é passageira, o filme termina nos deixando com a vontade de ver mais, de conhecermos mais cada história.
Mas o desenlace se parte, como as flores do título.
E não nos resta outro recurso que chegarmos às nossas próprias conclusões.
Recomendo.


IMDB: 7,2/ 10
Filmow: 3,6/ 5
Minha nota: 3,7/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Broken Flowers
País: EUA
Ano: 2005
Direção: Jim Jarmusch.
Roteiro: Bill Raden, Sara Driver, Jim Jarmusch.
Elenco: Bill Murray, Jessica Lange, Sharon Stone, Julie Delpy, Tilda Swinton, Frances Conroy, Jeffrey Wright.

GEMMA BOVERY - A VIDA IMITA A ARTE



Um delicioso filme francês, com cheiro de pão, com um erotismo na medida certa, sem cair na vulgaridade.
Mesmo com a beleza da linda Gemma, que se chama Gemma também na vida real, quem rouba todas as cenas do filme é o personagem Martin Joubert.
Martin (Fabrice Luchini) é uma dessas pessoas encantadoras que é capaz de encontrar um significado até em uma pedra, porque consegue ver além das coisas.
A história de Gemma não seria nada se não fosse por toda a associação que Martin percebe entre ela e a Emma Bovary. 
Martin consegue roubar da vida de outras pessoas o que falta na sua rotina.

E ao mesmo tempo, ele as presenteia com uma vida que elas não sonhariam em ter.
Não sabemos se ele fica envolvido e atraído sexualmente por ela ou simplesmente é um espectador da história que se desenrola embaixo dos seus olhos.
Ao ponto de temer pelo desenlace, pois para ele, tudo está caminhando para o mesmo fim do romance Madame Bovary. pelo qual ele é apaixonado.
Junte-se a isso tudo uma bela paisagem da Normandia e uma trilha sonora agradável.

IMDB: 6,4/ 10
Filmow: 3,5/ 5
Minha nota: 3,5/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Gemma Bovery
País: França.
Ano: 2015
Direção: Anne Fontaine.
Roteiro: Anne Fontaine, Pascal Bonitzer, Posy Simmonds.
Elenco: Gemma Arterton, Fabrice Luchini

OS NOMES DO AMOR



Le Nom des Gens é um filme leve e ao mesmo tempo profundo.
Porque é sobre as coisas não ditas e também sobre as coisas que se faz para tentar mudar a vida.

Não poderia haver um casal que combinasse menos!

Ele, Arthur Martin (Jacques Gamblin), filho de mãe judia, conservador, contido, desde cedo aprendeu a evitar as palavras, o confronto. 
Ela, Bahia Benmahmoud (Sara Forestier), é uma extrovertida filha de pai argelino, com uns incríveis olhos azuis, comprometida com os seus ideais políticos e, ao contrário de Arthur, não tem limites para conseguir o que quer, até mesmo usar os seus encantos físicos e sexuais para converter os homens às suas idéias.

À primeira vista é uma comédia romântica típica, onde os opostos se atraem.
Tem umas cenas improváveis, digamos, até bobas, mas o filme vai crescendo.
As pitadas de humor servem para conduzir com suavidade temas importantes como o holocausto, como o abuso infantil e as marcas que deixam.
E sobre a escolha de se aceitar a vida como ela é ou tentar transformá-la.

As figuras do passado se confrontam de uma maneira inteligente e bem humorada com as figuras do presente desse casal , ele, meio-judeu e ela, meio-muçulmana.
Linda a cena na praia, tanto pela fotografia quanto pelo gesto de Bahia, salvando os caranguejos e pela admiração que ela acaba por despertar em Arthur, com o seu desprendimento e espontaneidade.
Os Nomes do Amor é um filme sobre a intolerância que rege o mundo, sobre o preconceito, sobre os falsos rótulos que se colocam nas pessoas, gerando tanto sofrimento desnecessário.
É lindo também quando Bahia diz que os mestiços são o futuro da humanidade.

Prêmios: César de Melhor Atriz (Sara Forestier) e César de Melhor Roteiro.

IMDB: 7,2/ 10
Filmow: 3,8/ 5
Minha nota: 3,8/ 5

Ficha técnica: 
Nome original: Le Nom des Gens
Outros títulos: The Names of Love
País: Bélgica
Ano: 2010
Direção: Michel Leclerc.
Roteiro: Baya Kasmi, Michel Leclerc.
Elenco: Sara Forestier, Jacques Gambli.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

A CHEFA


Devolvida por vários lares de adoção, ela transforma a rejeição em sucesso, tornando-se milionária, uma mulher vencedora nos mundos dos negócios, ainda que inescrupulosa. Quando ela é presa por negociar informações confidenciais do mercado para ganhar dinheiro, perde tudo o que tem e terá que se reinventar. Para isso, ela conta com a ajuda de sua ex-assistente, Claire, e sua filha Rachel.
Michelle Darnell, figura central da trama, foi idealizada por McCarthy há mais de 15 anos. Habituada a não criar laços sentimentais e a mandar, ela transforma num inferno a vida dos que a rodeiam e em sucesso tudo que idealiza. Ingredientes perfeitos para ser invejada e odiada ao mesmo tempo.

Comédia previsível? Sim, mas cumpre o seu papel. O filme, dirigido pelo marido de Melissa e com a parceria dos dois no roteiro vai te tirar boas risadas. A atriz segue impecável nessa produção, que tem boas cenas com Kristen Bell e também com o anão mais famoso de Hollywood, Peter Dinklage. Com direitos a algumas cenas comoventes, por conta de Ella Anderson.
Ponto para as mulheres, que são as figuras principais do filme. Nada de mais, uma história simples para criar diversão, mas consegue.
IMDB: 5,4/ 10
Filmow: 2,8/ 5
Minha nota: 2,9/ 5

Ficha técnica:
Nome original: The Boss
País: EUA
Ano: 2016
Direção: Ben Falcone.
Roteiro: Ben Falcone, Melissa McCarthy.
Elenco: Melissa McCarthy, Kristen Bell, Peter Dinklage, Ella Anderson, Kathy Bates.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

SIMPLESMENTE MARTHA



Bella Martha, nome original do filme da diretora Sandra Nettelbeck, é uma produção alemã, lançada em 2001, que conta a história de Martha Klein, a obstinada e perfeccionista chef de cozinha de um refinado restaurante de Hamburgo.
Prepare seus sentidos. A fotografia inspirada de Michael Berthl nos coloca no clima de uma cozinha de primeira linha, com os ingredientes sendo cortados e preparados com enorme capricho. Dá quase para sentir o cheirinho das deliciosas iguarias preparadas por Martha e por seus auxiliares.
"Não se pode pensar direito, amar direito, dormir direito, se não se jantar direito", observou uma vez a escritora Virginia Woolf.
Ao longo do filme, a relação entre saborear a vida e os alimentos vai se tornando cada vez mais clara. Martha se agarra no concreto das receitas, no sensorial dos gostos e cheiros, da limpeza e ordem externa. Quem sabe se para não olhar para sua vida pessoal, que é sem graça e solitária. Séria e compenetrada, ela cobra de sua equipe a mesma dedicação e, consciente do seu trabalho, não admite nenhuma crítica por parte dos clientes. O que causa alguns problemas para a dona do restaurante, que faz um acordo com ela: se ela quiser manter o emprego, tem que concordar em fazer terapia.
Mas Martha não se desliga de suas receitas e combinações nem durante suas sessões com o terapeuta:
"As trufas são perfeitas com qualquer prato com pombo, pois o delicado sabor da ave…"
Ele lhe pergunta o que a levou lá, ela responde que foi sua patroa que mandou. "E por quê ela te mandou fazer terapia?", pergunta ele. "Não faço a menor ideia", responde ela. A nossa Chef acaba ensinando receitas para ele. Ao provar um doce que ele fez, ela diz que está diferente e lhe explica que ela fica atenta ao ingrediente que ele não usou. O que seria uma boa dica para esse terapeuta, não é? Que tal ele prestar mais atenção ao que ela não fala?
Quando um acidente leva sua irmã, Martha se vê com a difícil tarefa de cuidar de sua sobrinha de oito anos. Não vai ser nada fácil, porque além dela ser totalmente envolvida com o trabalho, ela não sabe lidar com Lina. A única coisa que ela sabe fazer é cozinhar e a sobrinha se recusa a comer.
A entrada de Mario (Sergio Castellito) na história e na cozinha de Martha, já que a dona do restaurante está preocupada com o andamento das coisas vai trazer desconfiança por parte de Martha e descontração para a equipe. O Sou Chef é um extrovertido cozinheiro italiano, que coloca músicas e faz todo mundo dançar.
O filme consegue dosar drama e comédia na medida certa e é obrigatório para os amantes de "food movies". Está bem que é meio clichê, mas isso não tira o seu "sabor". Conquistou 14 prêmios e outras cinco nomeações e teve um remake americano, o filme Sem Reservas, com Catherina Zeta-Jones e Aaron Eckart.
IMDB: 7,3/ 10
Minha nota: 3,5/ 5.

Ficha técnica:
Nome original: Bella Martha.
Outros nomes: Mostly Martha.
País: Alemanha/ Itália.
Ano: 2001
Direção: Sandra Nettelbeck
Roteiro: Sandra Nettelbeck, Bettina Helmi, Michael Berti,
Elenco: Martina Gedeck, Sergio Castellito, Maxine Foerste, Ulrich Thomsen, August Zirner, Diego Ribon. Participação de Sandra Nettelbeck.

Cena do filme Sem Reservas,
com Catherina Zeta-Jones e Aaron Eckart.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A NOITE QUE MINHA MÃE MATOU MEU PAI




Uma família moderna, onde os ex convivem com os atuais numa boa. Angel é casado com Isabel e eles têm uma filha. Mas Angel também tem uma filha com sua ex e Isabel um filho com seu ex.
Angel é diretor de cinema e Susana, mesmo sendo sua ex, ainda dá seus pitacos. Bem, na verdade tudo o que Angel escreve passa por ela, que modifica várias coisas e faz parte da direção dos filmes. Isso não incomoda em nada a Isabel, que é atriz. Tudo o que Isabel quer é ser a protagonista do filme, mas seu marido e sua ex parecem não confiar muito nela para o papel. Eles querem muito convencer o ator argentino Diego Peretti, interpretado pelo próprio, a aceitar o papel de ator principal. Para isso eles resolvem oferecer um jantar para ele. Tudo transcorria bem entre os quatro, Isabel, Angel, Susana e Diego, até que o ex de Isabel, Carlos, aparece sem ser convidado. Acompanhado de uma jovem, Alex, que não cabe em si quando vê o ator Diego.
Bem, embora, Angel tivesse pedido à anfitriã Isabel que desse um jeito de despachar o ex e a eufórica namorada, não teve jeito, eles acabaram se juntando ao grupo e a conversa tão importante não ia pra frente.
Tudo seria só um contratempo desagradável se Carlos não tivesse passado mal de repente e morrido. Aí a coisa degringolou de vez.
Segredos acabaram sendo revelados, suspeitas surgiram, a coisa foi se complicando de uma maneira...
... que só vocês vendo!
O filme da diretora Inés París (Miguel y William) promete situações inusitadas e umas boas risadas.
La Noche que Mi Madre Mató a Mi Padre participou da 19ª Edição do Festival de Málaga.
IMDB: 6,3/ 10
Minha nota: 3,4/ 5

Ficha técnica:
Nome original: La Noche que Mi Madre Mató a Mi Padre.
Outros nomes: The Night My Mother Killed My Father
País: Espanha
Ano: 2016
Direção: Inés París.
Roteiro: Inés París.
Elenco: Belén Rueda, Eduard Fernández. Diego Peretti, Maria Pujalte, Patricia Montero, Fele Martinez.