O paralelo 38 é uma linha imaginária que marca a divisão entre os territórios comunistas e capitalistas da Coreia: Coreia do Norte e Coreia do Sul. Apesar de os dois países terem uma história e cultura comuns e da assinatura do Tratado de Pan-munjom, eles são, hoje, inimigos em constante ameaça de conflito.
Chul-Woo é norte-coreano. Casado e com uma filha pequena, ele é pescador e leva uma vida simples, mas feliz. Levava, na verdade, até a manhã que sua rede se enroscou no motor do seu barco e ele não conseguiu voltar. Acaba passando a tal linha proibida e pego por guardas da fronteira da Coreia do Sul. Tudo que Chul-Woo, interpretado magistralmente por Seung-beom Ryu, deseja é consertar seu motor e poder voltar para sua família. Mas o serviço secreto o toma por um espião e tem início a visão do inferno na sua vida, com ameaças e torturas. Se ele não é um espião, o sistema pode salvá-lo do regime de onde ele vive, promessas de um emprego, de uma casa e de todas as regalias que o capitalismo pode lhe oferecer. Jin-Woo, um agente secreto encarregado de proteger a integridade física do suposto espião acredita nele, mas não tem o poder de mandá-lo de volta.
Após a separação, enquanto a Coreia do Sul modernizou sua indústria e virou um dos principais países exportadores da Ásia, a Coreia do Norte manteve o sistema comunista de governo, com rígido controle sobre os meios da produção.
A rede de desconfiança é jogada sobre Chul-Woo, querem que ele confesse ser o que não é. E agora como voltar para a sua terra, mesmo que deixem? Porque também o outro lado talvez não acredite na sua lealdade.
O filme mostra os dois lados da Coreia, sem tomar partido. Quando o pescador conhece uma prostituta sendo maltratada na rua , ele pergunta a Jin-Woo: "se aqui tem oportunidade para todos, porque ela está passando por isso? Eu a ouvi falando com a família dela, ela é uma pessoa boa". O protetor dele responde: "Quando a luz é boa, a sombra cresce mais. A liberdade não é garantia de felicidade." Chul-Woo não tinha muita coisa, mas não sentia falta de nada. A busca incessante por maiores remunerações, incentivando o competitivismo e o consumo desenfreado seria realmente a garantia de uma vida melhor?
Por outro lado, o direito de migrar deveria ser respeitado, cada um deveria poder sair e morar onde quisesse.
A paz não é alcançada por causa da ignorância e ganância de alguns. E um povo inteiro sofre.
"Quando o peixe é pego na rede, a vida acaba para ele". Chul-Woo sabia disso, como pescador. E agora ele tinha caído na rede, será que ele conseguirá sair com vida?
Reflexivo, tocante, doloroso, como a maioria dos filmes de Kim Ki-duk. O diretor coloca sempre em seus filmes assuntos da atualidade.
IMDB: 7,3/ 10
Minha nota: 4,2/ 5
Minha nota: 4,2/ 5
Ficha técnica:
Nome original: Geumul
Outros nomes: Ag, The Net.
País: Coreia do Sul
Ano: 2016
Direção: Kim Ki-duk
Elenco: Lee Won Geum, Seung-beom Ryu,
Nome original: Geumul
Outros nomes: Ag, The Net.
País: Coreia do Sul
Ano: 2016
Direção: Kim Ki-duk
Elenco: Lee Won Geum, Seung-beom Ryu,

Nenhum comentário:
Postar um comentário