Nathalie é uma professora de filosofia apaixonada pelo trabalho. Percebe-se que ela consegue transmitir essa paixão para os seus alunos. Fabien, um ex-aluno, tem uma admiração especial por ela e ela por ele. Eles estão sempre trocando livros e ideias. Seu marido e seus dois filhos divertem-se um pouco com esse entusiasmo dela e dizem que Fabien é o filho que ela queria ter. Nathalie orgulha-se de estar sempre aberta às mudanças, enquanto Heinz, também professor, é muito conservador. Mas tudo caminha em harmonia, trabalho e família, a não ser pela mãe, que sofre de depressão e está sempre dando trabalho.
Mas um dia, para seu espanto, o aparentemente moderado marido lhe comunica que conheceu outra pessoa e que vai sair de casa.
“Eu imaginei que você ia me amar para sempre", ela diz.
Depois de 25 anos de casada, os filhos já com suas vidas, Nathalie vai perceber que sua liberdade sempre foi teórica e que agora dispõe dela na prática e precisa saber o que fazer com ela. Pela primeira vez, ela não tem que cuidar de ninguém e pensar só em si própria pode não ser uma tarefa fácil.
Nathalie é confrontada com várias provas, além do divórcio. Em meio a tantas coisas se desmoronando ao mesmo tempo, Nathalie terá que procurar um abrigo dentro de si mesma. O que ela consegue fazer corajosamente. Em nenhum momento o filme é piegas ou desalentador. A nossa personagem mostra que é preciso seguir em frente. Ela não sabe se o que está por vir será melhor ou pior. A perda de laços e o confronto com o tempo de validade das coisas, dos sentimentos, não são fáceis de encarar. E ela não finge isso. Mas a forçam a se reinventar.
O longa foi premiado com o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim de 2016. O cinema de Mia é aquele que dá a impressão que nada está acontecendo na história, ela não se preocupa com o ritmo, passeia tranquilamente pelas suas tomadas, sem pressa, captando com naturalidade o dia a dia dos personagens, ao ponto de nos sentirmos íntimos deles, parece que acordamos com eles, tomamos café com eles, ... Também nós, junto com Nathalie, interpretada com grande habilidade pela diva Isabelle Huppert, revisitamos nossas memórias, refletimos sobre nossas perdas e nossos ganhos, filosofamos um pouco com ela, fumamos um cigarro, quem sabe um baseado? Também nós terminamos o filme com um olhar, misto de apreensão e curiosidade, sobre o que está por vir.
IMDB: 7/ 10
Minha nota: 3,9/ 5
Ficha técnica:
Nome original: L'avenir
Minha nota: 3,9/ 5
Ficha técnica:
Nome original: L'avenir
País: França, Alemanha.
Ano: 2016
Direção e roteiro: Mia Hansen-Løve
Elenco: Isabelle Huppert, André Marcon, Roman Kolinka.
Ano: 2016
Direção e roteiro: Mia Hansen-Løve
Elenco: Isabelle Huppert, André Marcon, Roman Kolinka.

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