Cinéfilos Eternos

quinta-feira, 31 de maio de 2018

LA LUNA



"Buscando pela primeira lembrança que tenho de minha mãe, o que me veio à mente foi uma imagem do tempo em que tinha dois ou três anos: eu estava sentado na cesta pregada ao guidom de uma bicicleta, estava de costas para a estrada e de frente para minha mãe, que dirigia. Eu olho para minha mãe e vejo seu rosto. Atrás dela eu vejo a lua. Eu confundo o rosto muito jovem de minha mãe com o rosto muito velho da lua. Esta primeira memória era muito misteriosa. Quando ela veio a mim, não consegui compreender o significado...perguntei a mim mesmo porquê tive precisamente essa lembrança. Então filmei La Luna, em parte para tentar compreender essa associação. Preciso dizer que, após concluir o filme, essa lembrança estava até mais misteriosa."
Bernardo Bertolucci



Sonhar... sonhar parece ser, em todos os níveis do filme, o objeto primordial. Todas as sequências do filme parecem aludir ao irreal. O sonho, como uma representação em um 
teatro privado, permite a permutação de papéis ao mesmo tempo que permite que não se assuma nenhum deles.
A relação edipiana é o centro do filme.

Na primeira cena vemos Caterina com seu bebê e ela lambe o mel derramado na pele dele. Mas esse momento de total intimidade entre mãe e filho é interrompido por Giuseppe, o marido, que chega pra roubar a atenção de Caterina. Os dois se lançam em uma dança bizarra, Giuseppe com uma faca em uma mão e um peixe morto em outra, em um claro jogo de sedução e que horroriza Joe, que sai correndo, chorando, preso a um novelo de lã, que pode ser comparado ao cordão umbilical.

Outra cena que fica marcada na mente de Joe é quando ainda bebê, está com a mãe em uma bicicleta, no cestinho da frente, de costas para a estrada e de frente para a mãe, que o olha amorosamente e na frente dele então só existe a mãe, o amor da mãe, até que por trás dela aparece a imagem da lua e essa imagem, o "rosto" da lua se confunde com o rosto de sua mãe, a lua, que representa a mãe, o feminino, a lua, la luna, ...Joe parece jamais se recuperar da imagem de Caterina ao luar e da promessa desse sonho sem fim.

Mais tarde, já morando em Nova Iorque e sempre carente das atenções da mãe que vive em turnês porque é uma cantora de ópera, Joe tenta convencê-la a que deixe que ele vá à Itália no lugar de Douglas. Ele lhe diz: "posso fazer todas as coisas que o papai faz...posso fazê-las melhor!".

Essa rivalidade é providencialmente resolvida com a morte de Douglas. Literalmente, ele sai de cena!
Caterina decide não cancelar sua turnê e parte para a Itália com Joe.Mas ela fica devastada ao descobrir no aniversário de 15 anos de Joe que ele é um viciado em heroína. 


Tem uma cena que é a primeira incestuosa do filme em que Caterina, na angústia de acalmar o filho que está em uma crise de abstinência, o masturba, mas embora choque, mesmo sendo por cima da roupa dele, não vemos ali nenhum prazer que o ato produza nela, só mesmo um amor desesperado que tenta vencer aquele momento a qualquer custo.


A cena do mel aparece de novo simbolizada no papel invertido, que é quando Joe lambe o rosto sujo da mãe em um quarto de hotel.


Joe irá descobrir que o seu verdadeiro pai é Giuseppe e está vivo. Caterina acredita que o encontro dele com o pai possa ajudá-lo, assim como ela mesma procura na figura de um antigo professor o apoio paterno de que está precisando, ela que até então projetava na ópera e em Verdi essa paternidade.

A heroína aplaca em Joe uma tensão que é insuportável, intolerável, uma busca que não tem nome. 
Será necessário que se introduza nesse cenário de mãe e filho um terceiro elemento, uma terceira pessoa, para que se quebre essa corrente de amor e ódio.


Numa versão diferente de Édipo que mata o pai e fica com a mãe, aqui é preciso resgatar a figura do pai para aproximar mãe e filho de novo.

Giuseppe ainda mora na mesma casa com a mãe, um novelo de lã de novo se desenrola entre a mãe e ele, pressupondo novamente o cordão umbilical, a eterna ligação entre mães e filhos.
Bertolucci nega que o filme é autobiográfico embora admita que a cena na bicicleta é baseada na memória dele. 
O filme "La luna" parece representar um claro desejo de Bertolucci de revisitar locais e situações de seus outros filmes e quem sabe de seu passado? Uma viagem em direção ao útero materno talvez?

Em "La luna", o diretor plantou lembranças de todos os seus filmes mais importantes. O novelo de lã pode ser talvez interpretado também como uma teia de aranha, como as teias de mentira que precisam ser desembaraçadas no seu filme "A estratégia da aranha". O maternal representa o lugar do sonho e talvez do próprio cinema.

Polêmico, provocante? Sim, mas também um belíssimo filme.
E com uma ótima interpretação de Jill Clayburgh e trilha sonora de Enio Morricone, o filme nos deixa importantes reflexões.

"O papel do inconsciente tornou-se central em minha reflexão: nossas escolhas estão condicionadas pelo inconsciente. Pensei no título da ópera de Verdi, La forza del destino e tive vontade da dar a La luna um outro título, A força do inconsciente." Bernardo Bertolucci

IMDB: 6,6- 10
Minha nota: 4- 5


Ficha técnica:

Nome original: La Luna
País: Itália
Ano: 1979
Direção: Bernardo Bertolucci.
Roteiro: Bernardo Bertolucci, Franco Arcalli.
Elenco: Jill Clayburgh, Matthew Barry

terça-feira, 29 de maio de 2018

LE CHALET




Estreou na Netflix no mês passado a estreia da série francesa de suspense Le Chalet.
Você vai se encantar e ao mesmo tempo se arrepiar com o lindo vilarejo nos Alpes franceses. Eu ontem passei à noite por uma rua que estava com três lâmpadas queimadas após ter visto o penúltimo episódio e confesso que me passou um frio pela espinha. 

Valmoline seria o típico lugar onde eu gostaria de passar o resto dos meus dias. Aqueles bosques, as ruas sem calçadas, as casas todas de madeira com flores pelas janelas, ... aparentemente um sonho de paz.

Mas o que era para ser uma reunião de verão agradável e romântica, além de um casamento, começa a ficar tenso, porque logo que eles chegam um acidente com a ponte e um problema nas comunicações os deixa isolados. 

Mesmo tendo alguns furos e ficando previsível do meio para o fim, Le Chalet consegue prender bem a atenção e instigar. 
E o melhor de tudo é que dá para ver toda rapidinho, porque só tem 6 episódios.

IMDB: 6,9/ 10
Minha nota: 3,5/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Le Chalet
Outros nomes: The Chalet
País: França
Ano: 2017

Direção: Camille Bordes-Resnais.

Roteiro: Alexis Lecaye, 
Camille Bordes-Resnais.
Elenco: Chloé Lambert, Eric Savin, Manuel Blanc, Mathieu Simonet.

NINGUÉM DESEJA A NOITE





Com base em uma história real, o filme protagonizado por Juliette Binoche abriu o Festival de Berlim em 2015,
Esposa de Robert Peary, explorador norte-americano a quem se credita o título de primeiro homem a atingir o Polo Norte, Josephine decide seguir o mesmo caminho em busca do marido, a quem não via há dois anos. 
Gabriel Byrne é Bram Trevor, o seu guia.

É uma jornada de vida ou morte, através da neve e de condições climáticas praticamente impossíveis de suportar. Mas Josephine está disposta a tudo, ela pensa que pode ser talvez a última vez que veja Robert.
Dona de fortes convicções sobre a vida e o seu trabalho, Josephine terá que lidar com uma vida selvagem e descobre que, frente ao desafio de sobreviver, os seus conceitos sobre o ser humano não valem muita coisa. Por exemplo, não se imaginava capaz de desenvolver uma relação tão forte de afeto com a esquimó Allaka (Rinko Kikuchi).


A diretora disse ter se inspirado para compor as paisagens árticas e o comportamento dos esquimós no documentário clássico de Robert Flaherty., “Nanook do norte” (1922). O filme, porém, teve poucas sequências rodadas nas paisagens geladas da Noruega. O restante das filmagens aconteceu em estúdios na cidade espanhola de Tenerife e na Bulgária. Aí é que entram realmente a imaginação e o talento dos atores, pois todo aquele gelo e neve foram criados em estúdio e na verdade estava o maior calor em Tenerife, revela Binoche.
Como pode, não é? E eu achando as paisagens deslumbrantes!

IMDB: 6,3/ 10
Minha nota: 3,5/ 5


Ficha técnica:
Nome original: Nadie Quiere la Noche
Outros nomes: Nobory Wants the Night, Endless Night
País: Espanha, França, Bulgária
Ano: 2015
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Miguel Barros.
Elenco: Juliette Binoche, Gabriel Byrne, Rinko Kikuchi.

O explorador Robert Peary, que conquistou pela primeira vez
o Polo Norte.

Josephine Peary

segunda-feira, 28 de maio de 2018

NÃO ME ABANDONE JAMAIS




Se em um futuro próximo criassem clones dos seres humanos? Eles seriam menos humanos? Não somos de certa maneira "clones" de nossos pais? Por mais que a rebeldia nos faça lutar contra isso, somos sempre geneticamente ou moldados pelo ambiente e pela sociedade clones uns dos outros. Isso nos faz menos humanos? Não temos todos os mesmos direitos de viver e amar?
Kathy (Carey Mulligan), Ruth (Keira Knightley) e Tommy (Garfield) são amigos íntimos que cresceram juntos num internato inglês. Em um lindo e melancólico cenário, vamos acompanhar suas vidas, seus anseios, seus medos e ansiedades. Eles têm conforto, boa alimentação e boa educação, no internato dirigido com mãos de ferro por Miss Emily (Charlotte Rampling). 
Rivalidades ameaçam acabar com a amizade entre os três amigos mas a vida mostrará que eles têm muito mais motivos para se apoiarem, para não se abandonarem jamais.
Kathy, Ruth e Tommy foram criados sem nenhum contato com o mundo exterior na adorável, porém misteriosa escola. Será que já vimos de tudo?

Baseado em um livro escrito por Kazuo Ishiguro, o drama nos faz pensar até que ponto a humanidade pode assumir escolhas que possam ser consideradas questionáveis em prol da sua própria salvação.
O diretor, Mark Romanek, é conhecido por dirigir videoclipes de Madonna, Fiona Apple, Beck e Sonic Youth, entre outros, além do longa Retratos de uma obsessão.
O filme, a princípio, parece ser uma história sobre amor, amizade, mas vai muito além disso. É uma história sobre destinos, sobre aceitar o destino. Em vários momentos, a câmera focaliza um pássaro. O pássaro, que é o símbolo da liberdade. Temos escolhas? Que liberdade será essa? A liberdade do corpo de seguir para onde quiser? Ou a liberdade da alma que sabe que cumpriu seu propósito?
IMDB: 7,2/ 10
Minha nota: 3,8/ 5


Ficha técnica: 

Nome original: Never Let Me Go
País: EUA, Reino Unida da Grã-Bretanha, Irlanda do Norte.
Ano: 2010
Direção: Mark Romanek.
Roteiro: Alex Garland, Kazuo Ishiguro.
Elenco: Carey Mulligan, Keira Knightley, Andrew Garfield, Charlotte Rampling.

LONGE DESTE INSENSATO MUNDO




Carey Mulligan interpreta Bathsheba Everdene, uma jovem independente e determinada, órfã de pai e mãe e que herda a fazenda do tio. 

Três homens querem casar com ela:

Gabriel Oak (Matthias Schoenaerts) foi o primeiro a se apaixonar por ela e a fazer o pedido. Na época ela ainda não tinha herdado nada e ele tinha uma pequena propriedade hipotecada e 200 ovelhas.
Bonito e divertido, ele promete cuidar dela e lhe dar um piano,flores, pássaros, ...

William Boldwood (Michael Sheen), fazendeiro e seu vizinho, rico, almejado pela maioria das moças casadoiras.

O sargento Troy (Tom Sturridge), desinibido e sedutor.

A nossa protagonista precisa resolver esse dilema e também outras questões de sobrevivência.
Gabriel perde suas ovelhas e por consequência as suas terras e acaba trabalhando na fazenda de Bathsheba. Se torna o braço direito dela, sempre atento e eficiente no trabalho.
Enquanto isso, o até então reservado Boldwood, que no passado teve alguma desilusão amorosa e até então não se interessava por mulher nenhuma, vê em Everdene a esperança de ser feliz.
O Sargento Troy tinha uma noiva, mas no dia do casamento ela não apareceu. Ele também vai parar na fazenda e esbarra com Bathsheba.
Atrevido, ele a elogia, ela o manda embora, mas percebe-se que ficou perturbada.
Num outro encontro,ele se exibe pra ela num jogo com sua espada e lhe pede que não se mova. A espada passa rente a ela várias vezes, 50 tons de farda vermelha, é evidente a excitação dela. Ele a beija e depois se vai. Que mulher resistiria a isso?

Romance em dose tripla, ambientado na Dorset de 1870, em um tempo em que as pessoas se apaixonavam com apenas um olhar e que era diferente uma moça que não queria se casar e que administrava uma fazenda. O filme precisa ser visto como uma produção de época que é, com uma encantadora fotografia e uma ótima interpretação da Carey Mulligan,

Adaptação do romance de Thomas Hardy, ao estilo Orgulho e Preconceito, é para os fãs de filmes de época e de bons romances clássicos. Corajoso o Vinterberg por se aventurar por esse gênero também.

Curiosidades:

1 - A obra já foi adaptada no longa Longe Deste Insensato Mundo (1967), com Julie Christie, e no telefilme Far from the Madding Crowd (1998);
2 - A atriz Carey Mulligan canta uma das canções da trilha sonora, "Let No Man Steal Your Thyme".


IMDB: 7,1/ 10
Minha nota: 3,6/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Far From the Madding Crowd
País, EUA, Irlanda do Norte, Reino Unido da Grã-Bretanha.
Ano: 2015
Direção: Thomas Vinterberg.
Roteiro: Thomas Hardy, David Nicholls.
Elenco: Carey Mulligan, Matthias Schoenaerts, Michael Sheen, Tom Sturridge.

Outra adaptação, de 1967, com a
atriz Julie Christie.





DE TANTO BATER, MEU CORAÇÃO PAROU



A história:
As pressões da vida às vezes nos levam por caminhos que não são os nossos. Foi o que aconteceu com Thomas Seyr (Romain Duris), que fazia parte dos negócios escusos de seu pai (Niels Arestrup).
A mãe de Thomas foi uma grande pianista e ele herdou os seu talento. Ele sente uma forte motivação para retomar seus estudos de piano e procura uma professora chinesa para prepará-lo para uma audição. A professora, além de não falar nada em francês, vai fazer com que Thomas perceba que precisará aprimorar o seu caráter também se quiser ser um grande músico, porque a arte não combina com aquelas baixas qualidades.
Conciliar as cobranças do seu trabalho com suas aspirações se mostrará uma tarefa bem árdua, que talvez seu coração não suporte.

O filme:
Vencedor do César de melhor filme em 2006, Melhor Diretor, entre outros prêmios. Este filme é um remake do filme norte-americano Fingers de James Toback, com Harvey Keitel e Jim Brown nos principais papéis.
A música é composta pelo grande Alexandre Desplat, que também recebeu o Cesar de Melhor Música Original.
É um filme bem cru e seco, mas não deixa de ser tocante.

O diretor: 
Nascido em Paris em 30/04/1952, Jacques Audiard é um realizador, argumentista e antigo montador francês. 
Prêmios: Palma de Ouro ( Dheepan), César de Melhor Filme e de Melhor Diretor(O Profeta, De Tanto Bater, Meu Coração Parou), César de Melhor Roteiro Original (O Profeta), César de Melhor Primeiro Filme (Quando os Homens Caem), César de Melhor Adaptação ( Ferrugem e Osso, De Tanto Bater, Meu Coração Parou), Prêmio de Roteiro ( A Self Made Hero).

Os atores:
Romais Duris nasceu em Paris em 28/05/1974.
Foi por acaso e relutante que ele se tornou ator. Descoberto no final do curso de artes aplicadas pelo diretor Cédric Klapisch, com quem acabou trabalhando em vários filmes. Mas também trabalhou com outros diretores e recebeu vários prêmios e indicações.

Niels Arestrup: por seu trabalho no filme recebeu o Cesar de Melhor Ator Coadjuvante. É um ator francês de cinema e teatro, nascido em Montreuil, em 08/02/1949
IMDB: 7,3/ 10
Minha nota: 3,7/ 5

Ficha técnica:
Nome original: De Battre mon Coeur s'est Arrêté.
Outros nomes: The Beat that My Heart Skipped.
País: França;
Ano: 2005
Direção: Jacques Audiard.
Roteiro: Jacques Audiard, James Toback, outros.
Elenco: Romain Duris, Niels Arestrup

A LOUVA-A-DEUS



Os louva-a-deus ou cavalinho-de-deus são insetos da ordem Mantodea. São predadores agressivos, caçam em geral de emboscada, facilitada por suas capacidades de camuflagem.
Jeanne Deber é uma serial killer, apelidada de A Louva-a-Deus. Depois de 25 anos, crimes idênticos aos cometidos por ela começam a acontecer, só que ela está presa. Ela se oferece a ajudar a polícia a descobrir quem é o "imitador", mas impõe uma condição: que a investigação seja comandada pelo seu filho policial, Damien.

A série policial francesa promete bons momentos e alguns sustos, tem algumas cenas bem fortes. O melhor de tudo é que são só seis episódios, então dá para ver a série toda em uma tarde, ou uma noite.
Uma complicada relação vem à tona. Damien é forçado ao confronto com uma mãe que não vê desde os dez anos de idade, ele não a aceita, não só pelos bárbaros crimes mas também por ela não ter hesitado por uma vida que o excluía. Além de tudo, Damien está em uma situação desconfortável, já que ninguém da sua equipe, além dos seus superiores, sabem que ele é filho da Louva-a-Deus. Nem mesmo a sua bela esposa, Lucie. para quem ele disse que a mãe era morta. Lucie quer muito ter um filho, mas Damien teme transmitir seus genes.
Damien se vê a cada vez mais envolvido em uma história que gostaria de esquecer, mas ao mesmo tempo não consegue evitar um interesse em descobrir os motivos de Jeanne, A mãe, ajudando, tem a oportunidade de rever o filho e uma leve esperança de obter o seu perdão. Ou não. Quem sabe talvez se tudo não é habilmente arquitetado por ela e por motivos não tão nobres? Afinal, ela nunca demonstrou arrependimento.
Quer saber? Vai ter que ver, prepare-se para não querer desgrudar os olhos da série.
IMDB: 7,5- 10
Minha nota: 3,7- 5

Ficha técnica:
Nome original: La Mante.
País: França.
Ano: 2017
Direção: Laurent Alexandre.
Elenco: Carole Bouquet, Fred Testot, Pascal Demolon, Manon Azem,