Cinéfilos Eternos: Niels Arestrup
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

DE TANTO BATER, MEU CORAÇÃO PAROU



A história:
As pressões da vida às vezes nos levam por caminhos que não são os nossos. Foi o que aconteceu com Thomas Seyr (Romain Duris), que fazia parte dos negócios escusos de seu pai (Niels Arestrup).
A mãe de Thomas foi uma grande pianista e ele herdou os seu talento. Ele sente uma forte motivação para retomar seus estudos de piano e procura uma professora chinesa para prepará-lo para uma audição. A professora, além de não falar nada em francês, vai fazer com que Thomas perceba que precisará aprimorar o seu caráter também se quiser ser um grande músico, porque a arte não combina com aquelas baixas qualidades.
Conciliar as cobranças do seu trabalho com suas aspirações se mostrará uma tarefa bem árdua, que talvez seu coração não suporte.

O filme:
Vencedor do César de melhor filme em 2006, Melhor Diretor, entre outros prêmios. Este filme é um remake do filme norte-americano Fingers de James Toback, com Harvey Keitel e Jim Brown nos principais papéis.
A música é composta pelo grande Alexandre Desplat, que também recebeu o Cesar de Melhor Música Original.
É um filme bem cru e seco, mas não deixa de ser tocante.

O diretor: 
Nascido em Paris em 30/04/1952, Jacques Audiard é um realizador, argumentista e antigo montador francês. 
Prêmios: Palma de Ouro ( Dheepan), César de Melhor Filme e de Melhor Diretor(O Profeta, De Tanto Bater, Meu Coração Parou), César de Melhor Roteiro Original (O Profeta), César de Melhor Primeiro Filme (Quando os Homens Caem), César de Melhor Adaptação ( Ferrugem e Osso, De Tanto Bater, Meu Coração Parou), Prêmio de Roteiro ( A Self Made Hero).

Os atores:
Romais Duris nasceu em Paris em 28/05/1974.
Foi por acaso e relutante que ele se tornou ator. Descoberto no final do curso de artes aplicadas pelo diretor Cédric Klapisch, com quem acabou trabalhando em vários filmes. Mas também trabalhou com outros diretores e recebeu vários prêmios e indicações.

Niels Arestrup: por seu trabalho no filme recebeu o Cesar de Melhor Ator Coadjuvante. É um ator francês de cinema e teatro, nascido em Montreuil, em 08/02/1949
IMDB: 7,3/ 10
Minha nota: 3,7/ 5

Ficha técnica:
Nome original: De Battre mon Coeur s'est Arrêté.
Outros nomes: The Beat that My Heart Skipped.
País: França;
Ano: 2005
Direção: Jacques Audiard.
Roteiro: Jacques Audiard, James Toback, outros.
Elenco: Romain Duris, Niels Arestrup

domingo, 20 de maio de 2018

À BEIRA-MAR



Todo dia Vanessa observava, da varanda da linda suite do resort onde estava hospedada, aquele barco que ia e que voltava, ... "como era possível, ela pensava, um ser humano repetir todos os dias a mesma ação e não ser possuído por um tédio avassalador? Como aquele pescador encontrava forças para no dia seguinte acordar e de novo se aventurar por aquelas águas?" Já Vanessa mal tinha forças para sair da cama. É certo que aquele local à beira-mar, em uma tranquila cidade da França, proporcionava uma vista deslumbrante. Roland, seu marido, escritor, tinha resolvido passar uns tempos por lá em busca da inspiração que andava em algum lugar recôndito. Mas Vanessa não parecia nada perceber. Nada importava para ela.



Talvez Roland, mais do que encontrar motivação para escrever seu romance, tivesse alguma esperança de remendar o seu relacionamento com a esposa. "Um dia já fomos muito felizes", confidencia ele ao dono do café/ bar do local, onde ele passava seus dias, bebendo, fazendo hora para voltar para aquele quarto de hotel onde nada além do desalento o esperava.


A proximidade com o casal do quarto ao lado, recém-casados, muda um pouco a rotina de Roland e Vanessa. Opostamente, o jovem e vibrante casal fica junto a maior parte do tempo e eles estão no auge do apetite sexual. Quando Roland descobre que há um buraco na parede entre os dois quartos e que Vanessa anda observando Lea e François, ele se anima um pouco e pensa que isso poderá aproximá-lo dela sexualmente.

Mas "o coração tem razões que a própria razão desconhece" e Vanessa tem na verdade outros planos...

No terceiro filme sob sua direção, Jolie escolheu um tema bastante intimista. Com um elenco bem reduzido, mas muito bem escolhido, como Mélanie Laurent, também atriz e diretora e Melvil Poupaud para o casal de vizinhos e o ótimo Niels Arestrup, além dela mesma e Brad Pitt, ainda seu marido na época. As locações de uma beleza surpreendente e o charmoso toque francês agradam aos apreciadores de cenas sutis, com poucos diálogos, onde, apesar do amor pressentido, parece haver um muro intransponível entre o casal americano. Que segredos guardarão eles? Será apenas a rotina de 14 anos juntos? O dono do bar, que perdeu sua esposa no ano anterior e convive com a lembrança dela, diz para Roland que eles estão apenas começando. E o aconselha: "dê-lhe muito amor". O jovem casal francês se pergunta: será que ficaremos assim?

A arte imita a vida? Angelina Jolie convidou Brad Pitt para atuar com ela em "By the sea" para tentar salvar seu casamento. Pelo menos foi o que a atriz revelou durante uma entrevista ao portal 'Hollywood Reporter'. Direta, Jolie explicou que o cinema sempre foi importante na conexão com o ex. "Nos conhecemos trabalhando juntos e foi uma boa parceria. Eu queria que fizéssemos mais coisas juntos. Pensei que seria uma boa maneira para nos comunicarmos melhor”, disse, referindo-se ao sucesso "Sr. e Sra. Smith", de 2004.

IMDB: 5,3- 10
Minha nota: 3,5-5

Ficha técnica:
Nome original: By the Sea
País: EUA
Ano: 2015
Direção e roteiro: Angelina Jolie.
Elenco: Angelina Jolie, Brad Pitt, Mélanie Laurent, Melvil Poupaud, Niels Arestrup.
O ex-casal, na vida real.