Cinéfilos Eternos: Ryan Gosling
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domingo, 27 de janeiro de 2019

O PRIMEIRO HOMEM




“É um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade.”
Com essas palavras, que ficaram na história, Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua.
O filme é baseado no livro O Primeiro Homem: A Vida de Neil Armstrong, do historiador James R. Ransen, que trabalhou minuciosamente para fazer jus à importância de Neil: entrevistou mais de 120 pessoas, teve acesso a documentos privados da família Armstrong e gravou mais de 50 horas de entrevista com ele. O resultado é uma biografia rica em detalhes que apresenta a infância de Neil, os bastidores da missão especial Apolo 11, os percalços da fama e a trajetória do astronauta depois da NASA.
Em julho de 1969, mais precisamente no dia do meu aniversário (não vou dizer de quantos), o mundo parou para assistir à primeira pessoa a pisar na superfície de outro corpo celeste que não a Terra.
Protagonizado por Ryan Gosling, em uma interpretação fria e contida, pelo que deverá ser mais uma vez criticado, mas que parece que era exatamente como os amigos o descreviam, Armstrong, discreto e avesso a discussões, foi alçado ao estrelato no instante em que deu aquele primeiro passo na Lua. A mítica em torno do homem se expandia conforme o mundo inteiro acompanhava a saga que definiria a nossa história.
A adaptação do livro é dirigida por Damien Chazelle (La La Land e Whiplash). Já li comentários que o filme é chato. Com duração de 133 minutos, tenho certeza que agradará às pessoas fascinadas por história,pelo espaço e por grandes personalidades. Eu nem senti o tempo passar. Eu li até que o erro foi focar muito na vida do Armstrong. Ué, não é sobre ele o filme??? Pelo contrário, Chazelle teve que cortar várias partes do livro. A edição do livro contém ainda dois cadernos repletos de fotos de Armstrong, sua família e colegas de trabalho, cedidas pelo biografado. Interessante, não é?
Contrariando às expectativas, o filme ficou de fora das indicações às principais categorias do Oscar 2019, recebendo apenas indicações técnicas: melhores Efeitos Visuais, Edição de Som, Mixagem de Som e Direção de Arte.
Algumas cenas podem ser ficcionais, como a da pulseira da filha. Bem, dizer que algumas cenas podem ser ficcionais pode ser considerado um eufemismo para muitas pessoas. Isso porque uma grande parte não acredita nessa história que o homem foi à Lua.
"Durante os anos de corrida espacial, os EUA sempre estiveram um passo atrás da extinta União Soviética, a URSS. Foram os soviéticos os primeiros a enviar astronautas para fora da Terra, a construir estações espaciais, a lançar satélites. 
O jogo só mudaria no dia 20 de julho de 1969, quando o comandante da missão americana Apollo 11, Neil Armstrong, invadiu as televisões do mundo em uma transmissão ao vivo da primeira caminhada humana em solo lunar. 
Apesar das fotografias e pedras coletadas, há quem diga que a aventura lunar não passou de uma produção cinematográfica no deserto de Nevada (EUA), um embuste na disputa por corações, mentes e dinheiro entre os dois blocos da Guerra Fria".

Bem, a intenção do filme não é dar razão nem aos céticos e nem aos que acreditam, mas sim mostrar os fatos relatados. Damien não toma nenhuma posição, apesar que achei que foi bem enfatizado o fato dos americanos estarem cobrando na época os milhões e milhões gastos no projeto em vez de serem usados para matarem a fome. A pressão que eles estavam sofrendo e a obrigação de mostrar resultados. Pessoas morreram também. Era preciso mostrar a importância do sacrifício dessas pessoas.
As teorias mais paranoicas inclusive apontam para a presença de Stanley Kubrick, que, um ano antes da chegada da Apollo 11 à Lua, havia filmado o épico 2001 – Uma Odisseia no Espaço. A lenda urbana do envolvimento de Kubrick com os filmes da Apollo 11 entreteve o diretor ainda em vida – a ponto de ele vestir o personagem Danny, em O Iluminado, com um suéter em referência à mais memorável missão espacial norte-americana. Hahahaha.
Mas então, o foco no filme é contar a história pessoal de Armstrong, até porque todo mundo já sabe como a história da corrida para ir à Lua termina. First Man é também uma verdadeira experiência sonora e visual. Chazelle consegue criar uma tensão até mesmo nas cenas que já sabemos que serão bem sucedidas. Issó é um grande mérito. O diretor também consegue passar a tensão da decisão do astronauta por fazer uma viagem que tinha uma grande chance de não ter volta, a tensão da despedida dele da família e apesar de tudo, da coragem de sua esposa, Karen, interpretada pela atriz Claire Foy.
O Presidente dos EUA, na época o Nixon, tinha discurso preparado, caso houvesse um desastre com a Apollo 11:
"— O destino quis que os homens que foram explorar a Lua em missão de paz descansem em paz. Que cada ser humano que olhe para a Lua afora ou nas noites que virão saiba que existe um canto de outro mundo que será sempre da humanidade." A agenda do presidente norte-americano também incluía telefonemas para as viúvas com as condolências do governante dos Estados Unidos. Após as despedidas, seria dada a ordem ao controle da missão para cortar as comunicações. O cerimonial da agência espacial norte-americana ainda previa um enterro no mar para os dois astronautas.

E você, faz parte dos que acreditam ou não que Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua?
IMDB: 7,5/ 10
Filmow: 3,7/ 5
Minha nota: 3,8/ 5

Ficha técnica:
Nome original: First Man.
País: EUA
Ano: 2018
Direção: Damien Chazelle
Roteiro: Josh Singer, Nicole Perlman. 
Elenco: Ryan Gosling, Claire Foy, Corey Stoll, Jason Clark, Kyle Chandler, Brady Smith, Brian d'Arcy James.


(Por: Cecilia Peixoto)


quarta-feira, 18 de julho de 2018

ENTRE SEGREDOS E MENTIRAS



Vi ontem esse filme e confesso que me incomodou, tenso praticamente o tempo todo. Fui dormir com aquele mal-estar, com aquela sensação ruim, tentando entender o que realmente aconteceu, como se fosse possível, já que a própria polícia não conseguiu provar nada.
Saber que um criminoso desse tipo continua vivo, levando uma vida normal, se é que foi ele, não é?, porque também se não foi, estamos cometendo uma grande injustiça.
O filme começa com um romance maravilhoso entre David (Ryan Gosling) e Katie (Kirsten Dunst), ele, um milionário herdeiro de um império imobiliário, embora de negócios escusos, ela, uma moça simples e sensível. 
Eles se casam e aos poucos, o que parecia ser um conto de fadas se torna um pesadelo para Katie, devido à alma doentia de David.

O filme é baseado em fatos reais e é isso que impressiona mais! Eles se conheceram em 1971 e em 1982 Katie desapareceu e nunca mais foi encontrada. Não é spoiler, gente, é um filme sobre um acontecimento real.
Jarecki fez mais de 100 horas de entrevistas com pessoas próximas ao empresário, que na vida real se chama Robert Durst, para fazer o filme.
A fotografia é cheia de contrastes, porque embora de cores frias a maior parte do tempo, nos presenteia com a beleza do lago onde eles têm uma casa para o fim-de-semana.
Entre Segredos e Mentiras é baseado em fatos reais, mas vai além deles, ao exibir a sua versão sobre essa poderosa família nova-iorquina.
O resultado é um filme intenso, com poderosas atuações e uma bela trilha sonora.
Mas que, como disse no início, incomoda.


IMDB: 6,3/ 10
Filmow: 3,3/ 5
Minha nota: 3,4/ 5


Ficha técnica:
Nome original: All Good Things
País: EUA
Ano: 2011 
Direção: Andrew Jarecki
Roteiro: Marc Smerling, Marcus HincheyElenco: Ryan Gosling, Kirsten Dunst, Frank Langella

Robert Durst e Kathleen Durst





quarta-feira, 23 de maio de 2018

A GAROTA IDEAL



Pense em um rapaz bonito, de boa família, trabalhador e que está sempre ajudando as pessoas. Lars Lindstrom é assim. Mas também é meio esquisito. Sua família são o seu irmão e sua cunhada grávida, ele mora nos fundos da casa deles, mas embora a mulher do seu irmão esteja sempre convidando-o para participar das refeições da família, ele sempre dá um jeito de escapar e ficar sozinho em casa. As pessoas em geral também estão sempre querendo arrumar uma namorada para ele. Mas Lars é um solitário. Sua timidez é maior que tudo.
Um dia, chega uma encomenda na casa dele. Uma boneca inflável. Sim, dessas que as pessoas compram para fazer sexo. Mas não é o caso de Lars. Ele quer ter uma namorada, uma companhia. Ele se arruma todo antes de abrir a caixa, quer dizer, antes de se apresentar a ela.
Tem início uma transformação em Lars. Ele passa a participar dos programas da família, ir a festas do pessoal do trabalho. Seu irmão está consternado e envergonhado, acha que ele precisa ser internado, mas a sua cunhada e a Drª Dagmar pensam o contrário, que todos precisam fazer o jogo dele. E, por incrível que pareça, toda a comunidade acaba aceitando tudo muito bem. Bianca, a namorada estrangeira de Lars, participa de todos os eventos sociais, vai à Igreja... Bianca dorme na casa do irmão de Lars, porque segundo ele não fica bem ele ficar sozinho com a moça.

Fica claro no filme que Lars passa por uma situação de conflito e angústia, por isso precisou da Bianca. Acontece que a mãe de Lars morreu no parto e a a aproximação do parto da cunhada está mexendo muito com ele. Lars diz que a mãe de Bianca também morreu no parto. A companheira imaginária é então uma maneira do fechado Lars de externar seus sentimentos. A psicóloga foi muito profissional para entender e conduzir a questão.
A delusão que Lars está passando não é um sentimento que o aprisiona, mas antes que o liberta. Não tão claramente, quantas vezes também precisamos nos utilizar desse recurso? A pessoa que coloca roupinhas de criança em cachorros ou gatos também não está se utilizando da delusão? Quando amamos um parceiro, imaginando nele qualidades que ele não possui, não estamos acaso sofrendo de delusão?
O filme mostra como, ao contrário do bullyng, a ausência de julgamentos e a valorização da pessoa provocam resultados positivos.

IMDB: 7,3/ 10
Minha nota: 3,7/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Lars and the Real Girl
País: EUA
Ano: 2007
Direção: Craig Gillespie
Roteiro: Nancy Oliver
Elenco: Ryan Gosling, Emily Mortimer, Paulo Schneider.


terça-feira, 22 de maio de 2018

DOIS CARAS LEGAIS



Quem imaginava ver o antipático Russell Crowe e o lindo Ryan Gosling, que sempre faz uns papéis bem densos, juntos, em um filme policial ao estilo "pastelâo"?
Pois é...

Jackson Healy (Crowe) é um investigador particular decadente e violento. Holland March (Ryan) é um detetive particular medroso e atrapalhado.
Uma atriz pornô é assassinada. Uma outra atriz que participou do mesmo filme que ela, Amelia (Margaret Qualley) , filha de uma importante funcionária da Justiça (Kim Basinger) desapareceu.
O namorado dela também morreu e também o produtor do filme.
Healy é contratado para protegê-la. Holland para encontrá-la, o que coloca em risco a vida dela.

Os dois têm em comum a investigação sobre Amelia e apesar de serem dois péssimos exemplos de pessoa, um brigão, outro alcóolatra, eles são capazes de tudo para agradar a filha de 13 anos de Holland, Holly, que também decide ir a fundo na investigação desse crime.


A dupla improvável promete tirar boas risadas do espectador, por incrível que pareça. 
O toque de ternura fica por conta de Holly.

Afinal, eles são uns caras legais? É o que se pergunta ela o tempo todo.


IMDB: 7,4/ 10
Minha nota: 3,2/ 5

Ficha técnica:
Nome original: The Nice Guys
País: EUA
Ano: 2016
Direção: Shane Black
Roteiro: Shane Black, Anthony Bagarozzi
Com: Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Margaret Qualley, Kim Basinger.