segunda-feira, 30 de julho de 2018
AS BOAS MANEIRAS
Nossa, que filme mais louco e mais lindo, mais bizarro e poético ao mesmo tempo...
Fala sobre a solidão...
sobre a rejeição...
a solidão de viver só
a solidão de ser diferente
a solidão de um segredo inconfessável
a solidão de ser abandonado
Fala sobre como as convenções
podem ser colocadas acima dos sentimentos.
Fala sobre o medo.
Sobre o amor, um amor que pode ser tão grande
que transforma o medo em entrega
Um amor tão grande que transforma
seu maior desejo em renúncia
Um amor tão grande
que vira uma dança...
O filme conta a história de Ana que contrata uma pessoa, Clara, para cuidar do bebê que está esperando. Ana vive sozinha e Clara também é uma pessoa solitária, ela está sem emprego e devendo o aluguel do seu quartinho, então o emprego vem a calhar, já que precisa dormir no apartamento. Mesmo antes do filho de Ana nascer, a jovem grávida precisa de cuidados, principalmente de companhia e amor. Clara vai se ver envolvida numa estranha relação, que vai modificar a sua vida para sempre!
Uma espécie de fábula que vai mostrar que "as boas maneiras" passam muito longe pelas regras de etiquetas e são mais ditadas pelo coração.
E eu paro por aqui, porque o filme deve ser uma descoberta do espectador, mas infelizmente a maioria das críticas está entregando a história, o que tira muito do sabor, até o poster é um spoiler.
Os diretores conseguiram com muito talento e criatividade juntar vários gêneros de uma forma muita harmoniosa. Além da direção, ainda são responsáveis pelo roteiro. Uma grata surpresa!
IMDB: 7/ 10
Filmow: 3,6/ 5
Minha nota: 3,7/ 5
Ficha técnica:
Nome original: As Boas Maneiras.
Outros títulos: Good Manners, Les Bonnes Manières.
País: Brasil, França.
Ano: 2017
Direção: Juliana Rojas, Marco Dutra.
Roteiro: Juliana Rojas, Marco Dutra.
Elenco: Marjorie Estiano, Isabel Zuaa, Miguel Lobo, Cida Moreira.
sábado, 28 de julho de 2018
UMA QUESTÃO PESSOAL
Una questione privata é um romance de Beppe Fenoglio, publicado em abril de 1963, dois meses após a morte do autor. Uma das obras mais importantes da literatura italiana. Giuseppe (Beppe) Fenoglio era filho de um partisan e teve uma vida privilegiada. Desde pequeno mostrou-se um garoto inteligente e aluno modelo. Era apaixonado pela língua inglesa e chegou a traduzir algumas obras para o italiano. Acredito que o personagem Milton tenha a ver com ele, que também era partigiano e também serviu na Divisão de Langhe.
O termo "partisan (a)", em francês e "partigiano (a)", em italiano, refere-se aos membro de uma tropa irregular formada para se opor à ocupação e ao controle estrangeiro de uma determinada área. Os partisans operavam atrás das linhas inimigas. Tinham por objetivo atrapalhar a comunicação, roubar cargas e executar tarefas de sabotagem. O termo ficou conhecido durante a Segunda Guerra Mundial para se referir a determinados movimentos de resistência à dominação alemã.
Paolo e Vittorio Taviani não foram os primeiros a a realizar uma adaptação para o cinema da obra. Antes deles:
Em 1996, direção Giorgio Trentin,
Em 1982, direção Alessandro Cane.
Em 1993, direção Alberto Negrin.
Em 1998, direção Guido Chiesa.
Foi o último filme dos Irmãos Taviani, como são chamados, consagrados internacionalmente ao receberem o Palma de Ouro em 1977 por Padre Padrone e realizadores de outras obras inesquecíveis como César Deve Morrer e A Noite de São Lourenço. Não faltam obras notáveis no cinema simultaneamente político e poético dos irmãos. Vittorio Taviani morreu em abril passado, aos 88 anos, deixando um grande legado.
A história: 1943, durante a guerra de libertação nas Langhe, colinas do sul do Piemonte, o militar Milton encontra-se dividido entre a luta contra os nazi-fascistas, a amizade com os companheiros da brigada e seu amor secreto por Fulvia.
Minhas considerações (ou o que eu percebi do filme):
Milton não caminha só por aquelas colinas. Junto com ele seguem as lembranças da mulher amada, o romance com ela, ele chega a ouvir a música que intitulou como a deles, de tanto que ouviram juntos: Somewhere over the rainbow. Uma massa de neblina o envolve e de repente ele vê, como se fosse um sonho, a casa de Fulvia. Ele, ela e Giorgio, amigos inseparáveis, quantas recordações daquela casa...
Ele tenta se aproximar, olhar mais de perto, ele sabe que Fulvia não está lá, quase todos abandonaram suas casas durante a guerra, mas é uma maneira de se sentir mais perto dela. Uma pessoa o interrompe dos seus devaneios, é a caseira. Ela o reconhece, ele pede para entrar na casa por alguns minutos, ele precisa só de alguns minutos para sentir o perfume do passado. Ela deixa, conversam, sem querer ou não ela dá a entender a Milton que Fulvia e Giorgio podem ter se amado.
Milton é uma boa pessoa, é um bom combatente, mas a partir da visita àquela casa, ele não consegue pensar em outra coisa. Apesar de tanta coisa estar acontecendo, afinal é a guerra, inocentes morrendo, até crianças! Mas ele só pensa nas últimas palavras que ouvia sobre Fulvia. Ele pede licença para ir em outra divisão onde está Giorgio, ele precisa saber do amigo se ele o traiu, ele precisa saber se Fulvia não o amava. como ele pensava. Mas Giorgio foi capturado pelos fascistas. A obsessão dele por Fulvia passa entre tentar resgatar a todo custo o amigo, até porque ele deseja o confronto e o pensamento que o incomoda de que talvez seja melhor deixar o Giorgio para lá. A ideia de que Giorgio possa ter tido um relacionamento com Fúlvia o destrói.
Assim como as colinas, a mente de Milton está nebulosa. Ele luta entre seus ideais humanitários e suas questões pessoais. O mesmo amor que lhe dava coragem para continuar naquela guerra, que lhe dava forças para continuar vivo, agora é um amor perdido.
Milton, como eu mencionei no início, me parece ser um personagem inspirado no próprio autor do livro, o Fenoglio. Ele é o narrador e protagonista ao mesmo tempo. Eu li alguns comentários de pessoas que viram o filme e não gostaram, acharam que não tem história. Porque realmente o filme não entrega nada, percebemos que nem o próprio narrador possui as respostas que nos fazemos: a verdade sobre a Fúlvia, ela amava Milton? ela amava Giorgio? ela não amava nenhum dos dois?, Giorgio traiu o amigo?, o que aconteceu com o Giorgio afinal? O próprio final de Milton fica em aberto.
O título é perfeitamente consistente com o filme, já que é a questão privada de Milton que move todo o romance. Os espaços do filme são todos abertos, assim como todas as verdades e os destinos dos personagens. Por isso, nem todos irão gostar.
IMDB: 5,8/ 10
Filmow: 2,7/ 5
Minha nota: 3,5/ 5
Ficha técnica:
Nome original: Una Questione Privata
Outros nomes: Rainbow: A Private Affair.
País: Itália/ França.
Ano: 2017
Direção: Paolo e Vittorio Taviani.
Roteiro: Paolo Taviani, Vittorio Taviani, adaptação do livto de Boppe Fenoglio.
Elenco: Luca Marinelli, Valentina Bellè, Lorenzo Richelmy.quinta-feira, 26 de julho de 2018
A NOITE DEVOROU O MUNDO
Quem diria que eu ia ver um filme com zumbis. Pesquisando, descobri que os zumbis não são completamente míticos, olha que assustador! Há rituais necromânticos, em particular ligados à religião do vodu haitiano, com a intenção de invocar os zumbis. Zumbis também são bem reais entre outras espécies animais, cujos comportamentos dos espécimes infectados podem ser drasticamente modificados e controlados por patógenos hospedeiros. A figura dos zumbis humanos ganhou destaque no gênero de filme de terror principalmente graças ao filme de 1968 "Night of the Living Dead", de George A. Romero.
Sam vai até o apartamento de sua ex para reaver umas fitas- cassetes que está precisando, o que ele não sabia é que tinha uma festa lá, com muita bebida. Ela diz pra ele onde está a caixa com as fitas e pede que ele a aguarde lá, mas Sam acaba dormindo. Quando ele acorda e sai do quarto, ele encontra um apartamento vazio, todo quebrado e com sangue por toda parte. Ainda confuso, ele descobre um terrível acontecimento: a cidade de Paris está tomada por zumbis famintos. Ele vai se trancar no prédio e começar a criar estratégias para se proteger. Toda a ação desse filme se passa nesse prédio, de onde se vê a Torre Eiffel.
A Noite Devorou o Mundo, embora com o clima de terror, é um filme sobre solidão e escolhas. Será Sam o único sobrevivente dos humanos? E terá sido sorte ele ter um lugar para se proteger, mas somente para isso? A sua vida dessa maneira valerá realmente a pena? Sam descobre que no prédio também ficou um zumbi, ele está preso no elevador, não oferece perigo, mas mesmo assim Sam deveria matá-lo. Mas a solidão é tão grande que ele decide mantê-lo "vivo". Alfred, o zumbi também solitário, todos o abandonaram ali, é interpretado pelo genial ator Denis Lavant. Alfred é diferente dos outros zumbis, ele ainda mantém resquícios de civilidade.
Essa parte me lembrou de um outro filme, macabro por sinal, que vi há muitos anos, tenho quase certeza que é com o ator Sam Neill, mas não encontro mais: uma mulher vai a uma festa e lá pelas tantas, já alcoolizada, sai com um homem que conheceu, que a leva para a sua casa, bem no meio de uma ilha deserta. Ele a mantém refém e ela acaba matando o tal homem e o escondendo em um freezer. Mas ela não sabe sair dali e a solidão começa a consumi-la de tal maneira que faz com que ela veja no desconhecido congelado uma companhia. Lembrei também de Gravidade, já pensou ficar perdida no espaço?
Destaque também para a parte comovente do filme, que tem a participação da iraniana Golshifteh Farahan.
O filme será considerado talvez parado para os que esperam perseguições e cenas sangrentas assustadoras o tempo todo. Mas o foco é o psicológico do protagonista. Até quanto tempo Sam aguentará aquela situação sem enlouquecer? E o quanto ele realmente está seguro ali?
Sam terá que fazer a escolha de ficar ali, onde se sente protegido, catando as comidas que restam dos outros apartamentos, colocando diversas vasilhas no terraço do prédio à espera da água das chuvas, verificando e reforçando as portas e janelas o tempo todo, na mais profunda solidão, ou procurar uma saída, tentar achar um lugar onde talvez não hajam zumbis, mas correndo o risco de vida. É uma alegoria, acredito, à vida de todos nós. Sempre digo que muitas pessoas para não morrerem, deixam de viver. Porque se Sam optar por ficar ali na sua ilusória segurança, ele também não estará praticamente se tornando um zumbi?
Dominique Rocher, que também assina o roteiro, dirige com muita criatividade e sensibilidade esse seu primeiro longa, que é baseado em um livro de mesmo nome e que fez muito sucesso no Festival Varilux 2018.
IMDB: 6/10
Filmow: 3,2/ 5
Minha nota: 3,5/ 5
Ficha técnica:
Nome original: La Nuit a Dévoré le Monde.
Outros títulos: The Night Eats the World.
País: França.
Ano: 2018
Direção: Dominique Rocher
Roteiro: Dominique Rocher
Elenco: Anders Danielsen Lie, Golshifteh Farahani, participação especial de Denis Lavant.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
LA TRÊVE
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Heiderfeld, um lugar encantador...As Ardenas, em francês Ardennes, é uma região de colinas montanhosas partilhada principalmente pela Bélgica e Luxemburgo, mas estende-se também à França. Heiderfeld é uma pequena cidade nas Ardenas belgas. Perto de lá fica o rio Semois.
Poucos moradores, casas deliciosas, clima maravilhoso, até então tudo perfeito. O policial Yoann Peeters morou lá alguns anos quando jovem e sabe bem o que é isso. E é para lá que resolve voltar com sua filha, em busca de tranquilidade e mais proximidade com ela, após a morte de sua esposa, que o deixou profundamente abalado.
Mas duas coisas estão tirando a paz dos moradores. A primeira, é o tal progresso querendo chegar à força, com a construção de uma represa, que para se concretizar precisa desapropriar várias residências, moradores de muitos anos, cujo valor que a companhia deseja indenizá-los não cobre o preço do afeto e apego que têm pelas casas e fazendas. A outra coisa é a ocorrência de um crime inédito no local: o corpo do jovem jogador de futebol Driss Assani é encontrado no rio Semois e o que a princípio parecia suicídio revela-se como um assassinato.
A investigação da morte caberá ao policial recém-chegado, Yoann Peeters, acompanhado por Sebastian Drummer, um jovem e inexperiente policial.
O crime se revelará bem mais complicado do que parecia a princípio.
"Todos são capazes de matar", diz Peeters.
Os métodos de Yoann não são muito bem aceitos na comunidade. Fora isso, muitos segredos irão aflorar. O silêncio de alguns também não os torna responsáveis?
O caso promete muitas reviravoltas e vai abalar inclusive a sanidade de Peeters.
No elenco também como o jovem Kevin, filho da Prefeita, o também cantor Thomas Mustin, mais conhecido como Mustii, do álbum The Darkest Night e que atuou também recentemente no filme Raw e no Troca de Rainhas.
Não sei se terá continuação, mas o último episódio é conclusivo.
IMDB: 7,8/ 10
Filmow: 3,7/ 5
Minha nota: 3,7/ 5
Ficha técnica:
Nome original: La Trêve
Outros nomes: A Treva, The Break.
País: Bélgica
Ano: 2016
Direção: Matthieu Donck
Roteiro: Matthieu Donck, Benjamin d'Aoust, Stéphane Bergmans.
Elenco: Yoann Blanc, como Yoann Peeters, Guillaume Kerbush, como Sébastian Drummer.
terça-feira, 24 de julho de 2018
JEAN DE FLORETTE e A VINGANÇA DE MANON
Um tema comum na vida atual, um dissimulado que se faz passar por amigo e que amarga qualquer vitória do outro, até que aquela inveja toda vai minando, vai envolvendo o invejado e conspira para tudo dar errado. Isso quando ele próprio, o invejoso, não resolve dar uma mãozinha ao fracasso do outro. Pessoas que querem tirar o brilho dos outros para poderem aparecer elas mesmas. E quanto mais você é bom com essas pessoas, mais elas te odeiam intimamente. Porque mais medíocre elas se sentem. São os famosos "espertinhos".
Jean de Florette (Gérard Depardieu) herdou a casa da mãe após a morte dela e resolve largar seu emprego burocrático na cidade grande e morar no campo com sua família, sua esposa e sua filha pequena. Ele tem vários sonhos de prosperar naquela localidade. Tem várias ideias que quer colocar em prática. Comer o que plantar, criar coelhos, são apenas algumas metas do fabuloso Jean, que, mesmo corcunda, não tem medo do trabalho e é sempre doce com sua linda família. Aimee Cadoret, sua esposa, o respeita e o apoia. Interpretada por Élisabeth Guignol, na época do filme casada com Gérard e de sobrenome ainda Depardieu, e com quem teve dois filhos: o ator Guillaume e Julie. A pequena Manon também ajuda como pode o adorado pai.
Ugolin, interpretado por um Daniel Auteuil impagável, é o vizinho invejoso. Feio e sozinho no mundo, tem apenas o seu padrinho César (Yves Montand), eles são os últimos descendentes da imponente família Soubeyran. Ele tem apenas uma paixão: criar cravos, ter um campo de cravos. Mas para isso ele precisa de muita água. Incentivado pelo padrinho, ele quer comprar o terreno de Jean, onde tem uma nascente. Mas o corcunda nem pensa em sair de lá, otimista, já se imagina rico, vivendo no meio de suas abóboras e coelhos. Para tentar dissuadi-lo da ideia e ainda conseguir pagar um preço inferior, Ugolin resolve bloquear a passagem da água da nascente que Jean desconhece. Sempre apoiado e incentivado pelo padrinho, que amarga, além de tudo, um fracasso sentimental.
A partir daí, o pobre Jean fica praticamente a mercê das chuvas, mas ele não desiste, trabalha de sol a sol, dá pena ver aquele homem tão trabalhador. E o Ugolin e seu Papi só rindo das desventuras dele. Jean é ingênuo e vê em Ugolin um amigo. Já a pequena Manon olha para Ugolin sempre com olhos desconfiados.
O filme de Claude Berri é uma adaptação da obra de Marcel Pagnol. Quando Marcel tinha 13 anos de idade, um camponês da sua Provence natal lhe contou a história de Manon. Manon teve a sua saga levada para o cinema pelo próprio Pagnol em 1952. Dez anos depois, insatisfeito com o resultado, Pagnol teve vontade de contar, por escrito, a história de Manon e de seu pai. O desejo deu origem a dois dos romances mais populares da França na segunda metade do século 20 – Jean de Florette e Manon des Sources, díptico reunido sob o título de L’Eau des Collines (A Água das Colinas). A Versátil lançou o box com o filme Jean de Florette e sua continuação A Vingança de Manon. um drama inesquecível com grandes interpretações dos astros Gérard Depardieu, Yves Montand e Daniel Auteuil. Com uma história envolvente, ótimos diálogos e linda fotografia, Berri realizou um filme memorável que traduz toda a riqueza do universo literário inconfundível de Marcel Pagnol.
Em A Vingança de Manon, ela já é uma moça com cerca de uns 18 anos. Bonita e tímida, ela está disposta a se vingar de Le Papet e Ugolin. Esse último apaixona-se irremediavelmente por ela, sem saber dos seus planos de vingança. Interpretada pela atriz Emmanuelle Béart, filha do poeta Guy de Béart, em sua estreia no cinema. Aqui também teremos na vida real um futuro casal: Emmanuelle foi casada com Daniel Auteuil de 1993 a 1995, com quem teve uma filha, Nelly Auteuil. Atuou com ele em outros filmes, como Une Femme Française. Por A Vingança de Manon, Emmanuelle Béart ganhou o César de Melhor Atriz Coadjuvante.
A continuação de Jean de Florette, focada agora em Manon, uma camponesa de modos quase selvagens, embora culta vai mostrar um Ugolin ainda asqueroso, mesmo que digno de pena. O personagem tem suas fraquezas às vezes e algumas (poucas) crises de consciência. Que são rapidamente dissipadas pelo tio, que quer que ele tenha sucesso e se case, para dar continuidade ao clã dos Souberayn. Há que se destacar que César e Ugolin não são os únicos vilões da história. O obstinado Jean de Florette, criado na cidade, inteligente e mesmo simpático a todos, nunca passou de um forasteiro na localidade e assim eles silenciaram, mesmo sabendo ou desconfiando dos planos dos Souberayn. Outra coisa é que a ignorância local e da época fez com que eles acreditassem que ter um corcunda perto dava azar.
O filme Jean de Florette foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme de língua não inglesa; no BAFTA, teve 10 indicações, vencendo os de melhor filme, melhor ator, Daniel Auteuil, melhor roteiro adaptado e melhor fotografia.
Uma adaptação cinematográfica digna de se ver e inesquecível, um deslumbre de cores e natureza com um roteiro que envolve o amoralismo, a hipocrisia e a torpeza ao lado do entusiasmo e bondade de Jean de Florette. A trilha sonora também é outra coisa a ser elogiada, com La Forza del Destino, de Giuseppe Verdi. E, claro, as excelentes interpretações. Uma grata surpresa para quem ainda não viu.
FILME 1: JEAN DE FLORETTE
IMDB: 8,1/ 10
Filmow: 4,4/ 5
Minha nota: 4,5/ 5
Ficha técnica:
Nome original: Jean de Florette.
País: França, Austrália, Itália, Suiça.
Ano: 1986
Direção: Claude Berri.
Roteiro: Gérard Brach, adaptação da obra de Marcel Pagnol.
Elenco: Gérard Depardieu, Yves Montand, Daniel Auteuil, Élisabeth (Depardieu) Guignol, André Dupont, Margarita Lozano.
FILME 2: A VINGANÇA DE MANON
IMDB: 8/ 10
Filmow: 4,4/ 5
Minha nota: 4,2/ 5
Ficha técnica:
Nome original: Manon des Sources
Outros nomes: Manon of The Spring.
País: França, Itália, Suiça.
Ano: 1986
Direção: Claude Berri.
Roteiro: Claude Berri, Gérard Brach, adaptação da obra de Marcel Pagnol.
Elenco: Yves Montand, Daniel Auteuil, Emmanuelle Béart, Élisabeth (Depardieu) Guignol, Hippolyte Girardot, André Dupont, Margarita Lozano.
Marcadores:
Claude Berri,
Daniel Auteuil,
Década 1981-1990,
Drama,
Élisabeth Guignol,
Emmanuelle Béart,
Franceses,
Gérard Depardieu,
Marcel Pagnol,
Yves Montand
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