Cinéfilos Eternos

quarta-feira, 20 de março de 2019

MUSAS DO CINEMA FRANCÊS DE A a Z


Adèle Exarchopoulos

Atriz francesa de ascendência grega, nasceu em Paris. Com apenas 18 anos, protagonizou um dos filmes mais controversos da década. Alguns filmes em que atuou: Azul é A Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche), Amor e Ódio (Rose Bosch), Chez Gino (Samuel Benchetrit), Faces de Uma Mulher (Arnaud Pallières), Os Anarquistas (Elie Wajeman).

Nasceu: 22/11/1993



                                 Adèle Haenel

A atriz francesa foi indicada duas vezes ao prêmio César de Melhor Atriz Promissora ; em 2008 por sua atuação em Lírios D'Água( 2007) e em 2012 por Os Amores da Casa de Tolerância (2011). 
Em 2014, Haenel recebeu o prêmio César de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em Suzanne . 
Em 2015, ela ganhou o César Award de Melhor Atriz por atuação no filme Amor à Primeira Briga.

Nasceu: 01/01/1989


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                     Anna Karina

Descrição




Anna Karina ou Hanna Karin Blarke Bayer é uma atriz dinamarquesa. Começou a carreira como modelo, até que conheceu Jean-Luc Godard (com quem se casaria mais tarde), passando a atuar em filmes, até se tornar uma das atrizes-símbolo da Nouvelle vague. Em 1967, Serge Gainsbourg a homenageou com seu único filme musical, “Anna”.


Alguns filmes em que atuou: O Demônio das Onze Horas (Jean-Luc Godard), Viver a Vida (Jean-Luc Godard), Uma Mulher é Uma Mulher (Jean-Luc Godard), O Estrangeiro (Luchino Visconti), Band à Parte (Jean-Luc Godard).

Nasceu: 22/09/1940




                     Anne Wiazemsky



A atriz francesa Anne Wiazemsky, nascida na Alemanha,  ficou conhecida por ter estrelado filmes da Nouvelle Vague e por ter sido casada por 12 anos com o cineasta Jean-Luc Godard. Além de atriz, foi escritora. 

Alguns filmes onde atuou: A Grande Testemunha (Robert Bresson), Teorema (Pier Paolo Pasolini), Weekend à Francesa (Jean-Luc Godard), A Chinesa (Jean-Luc Godard), L'Enfant Secret (Philippe Garrel).

Nasceu: 14/05/1947 

Faleceu:05/10/2017




                     Audrey Tautou



Uma das mais emblemáticas atrizes do cinema francês nas últimas décadas, Audrey Justine Tautou nasceu em Puy-de-Dôme, localidade de Auvergne e foi criada em Montluçon.

Alguns filmes onde atuou: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet), O Albergue Espanhol (Cédric Klapisch), Eterno Amor (Jean-Pierre Jeunet), Coisas Belas e Sujas (Stephen Frears), Coco Antes de Chanel ( Anne Fontaine).

Nasceu: 09/08/1976




                    Brigitte Bardot

Brigitte Anne-Marie Bardot é uma ex-atriz e atual ativista francesa. Conhecida por suas iniciais, BB, é considerada um dos maiores símbolos sexuais dos anos 50 e 60. Tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública.

Alguns filmes onde atuou: E Deus Criou a Mulher (Roger Vadin), O Despreso (Jean-Luc Godard), Viva Maria! (Louis Malle), A Verdade (Henry-georges Clouzot), Masculino-Feminino (Jean-Luc Godard).

Nasceu: 28/09/1934

                             
         Catherine Deneuve

Catherine Deneuve, nome artístico de Catherine Fabienne Dorléac, é uma atriz francesa, considerada um modelo de elegância e beleza gálica e uma das mais respeitadas atrizes do cinema francês e mundial.

Alguns filmes onde atuou: A Bela da Tarde (Luis Buñuel), Os Guarda-Chuvas do Amor (Jacques Demy), Repulsa ao Sexo (Roman Polanski), Duas Garotas Românticas (Jacques Demy), O Último Metrô (François Truffaut).

Nasceu: 22/10/1943.



              Catherine Frot

Catherine Frot é uma atriz francesa. Dez vezes indicada ao Prêmio César, ela ganhou os prêmios de Melhor Atriz para Marguerite (Xavier Giannoli) e melhor atriz coadjuvante por Un Air de Famille (Cédrick Klapisch).

Outros filmes onde atuou: O Reencontro (Martin Provost), Os Sabores do Palácio (Christian Vincent), Odette Toulemonde (Éric-Emmanuel Schmitt).

Nasceu: 01/05/1956.


                    Cécile de France

A atriz belga foi descoberta pelo agente Dominique Besnehard, quando foi, aos dezessete anos para Paris estudar Artes e Teatro.

Foi ndicada quatro vezes ao Prêmio César e venceu duas vezes: em 2003, quando recebeu o prêmio de revelação feminina por Albergue Espanhol e em 2006, o prêmio de melhor atriz por Bonecas Russas, ambos dirigidos por Cédrick Klapisch.

Outros filmes onde atuou: Além da Vida (Clint Eastwood), Um Lugar na Platéia (Danièle Thompson), O Garoto da Bicicleta (Irmãos Dardenne).


Nasceu: 17/07/1975.



Charlotte Gainsbourg

Charlotte Lucy Gainsbourg é uma atriz e cantora franco-inglesa. É filha do ator, compositor e cantor francês Serge Gainsbourg e da atriz Jane Birkin. Cresceu numa família ligada ao teatro e à música.
Alguns filmes onde atuou: Ninfomaníaca (Lars von Trier), Promessa ao Amanhecer (Éric Barbier), l'Effrontée (Claude Miller), Samba (Olivier Nakache, Éric Toledano), Sonhando Acordado (Michel Gondry), Charlotte For Ever (Serge Gainsbourg), 3 Corações (Benoît Jacquot).
Nasceu: 21/07/1971.


                         
               Claude Jade


A atriz francesa tornou-se conhecida principalmente devido à sua participação no ciclo de filmes de François Truffaut sobre Antoine Doinel: Beijos RoubadosDomicílio Conjugal e Amor em Fuga. Claude Jade estrelaria em um dos papéis principais, Christine Darbon. Christine agradou ao personagem, ao diretor e ao público, e a bela francesinha ia ganhando reconhecimento internacional. A atriz participou também no filme do inglês Alfred Hitchcock 'Topázio' (1969, interpretando o personagem de Michèle Picard, filha de um agente secreto e esposa de um periodista) e, nesse mesmo ano, contracenou com o cantor Jacques Brel em 'Mon Oncle Benjamin', de Edouard Molinaro. 

Nasceu: 08/10/1948

Faleceu: 01/12/2006.




             
Corinne Marchand


Corinne Marchand é uma atriz francesa, que muito conhecida por interpretar Cléo em Cléo de 5 à 7 (Agnès Vardá), que lhe rendeu o prêmio Suzanne Bianchetti.

Outros filmes onde atuou: Lola, A Flor Proibida (Jacques Demy), Borsalino (Jacques Deray), O Perfume de Ivonne (Patrice Leconte), O Passageiro da Chuva (René Clément).

Nasceu: 04/12/1937.
              Emmanuelle Béart

Emmanuelle Béart é uma atriz francesa. É filha do poeta Guy Béart e de Geneviève Galéa. 

Alguns filmes onde atuou: A Vingança de Manon (Claude Berri), A Bela Intrigante (Jacques Rivette), 8 Mulheres (François Ozon), Os Destinos Sentimentais (Olivier Assayas), Ciúme - O Inferno do Amor Possessivo (Claude Chabrol).

Nasceu: 14/08/1963.

           
Emmanuelle Bercot





Emmanuelle Bercot é uma atriz francesa, diretora de cinema e roteirista. Seu filme Clément foi exibido na seção Un Certain Regard no Festival de Cannes de 2001. Seu filme On My Way (Ela Vai) de 2013 estreou em competição no 63º Festival Internacional de Cinema de Berlim.Alguns filmes onde atuou: Mon Roi ( Maiween), De Cabeça Erguida (Emmanuelle Bercot), Polisse (Maiween), Quando tudo Começa ( Bertrand Tavernier).

Por Mon Roi (Meu Rei), ela recebeu o prêmio de Melhor Interpretação Feminina, em Cannes.

Nasceu: 06/12/1967.



             Emmanuelle Devos
Emmanuelle Devos é uma atriz francesa, vencedora do prêmio César em 2002, por sua performance em Sobre Meus Lábios ( Jacques Audiard).

Alguns filmes onde atuou: Violette (Martin Provost), Reis e Rainhas (Arnald Desplechin), Apenas um Suspiro (Jérôme Bonnel).

Nasceu: 10/05/1964.



                 Emmanuelle Riva


Emmanuelle Riva, nome artístico de Paulette Germaine Riva, foi uma atriz francesa, também conhecida como um dos símbolos do amor da Nouvelle vague. É conhecida por suas atuações nos filmes Hiroshima Meu Amor (Alain Resnais), Léon Morin, O Padre (Jean-Pierre Melville), Thérèse Desqueyroux (Georges Franjou) e Amor (Michael Haneke).Nasceu: 24/02/1927
Faleceu: 27/01/2017.


            Emmanuelle Seigner

Emmanuelle Seigner Polanski é uma atriz de origem francesa. É casada desde 1989, com o diretor polonês Roman Polanski, com quem tem dois filhos. Iniciou a carreira de modelo aos quatorze anos de idade. 

Descrição

Emmanuelle Seigner Polanski é uma actriz de origem francesa. É casada desde 1989, com o diretor polonês Roman Polanski, com quem tem dois filhos. Iniciou a carreira de modelo aos quatorze anos de idade. 


Alguns filmes onde atuou: Lua de Fel (Roman Polanski), O Mal Obscuro (Mario Monicelli), Detetive (Jean-Luc Godard), Uma Primavera Com Minha Mãe (Stéphane Brizé), A Pele de Vênus (Roman Polanski).

Nasceu: 22/06/1966.



            Eva Green




A atriz e modelo francesa  começou sua carreira no teatro por volta dos 14 anos, antes de fazer sua estreia no cinema em Os Sonhadores (2003), uma adaptação polêmica que é dirigida por Bernardo Bertolucci É uma das mais lindas e talentosas mulheres da atualidade e um dos rostos mais disputados do mundo para campanhas publicitárias. Ficou conhecida também por interpretar a personagem Vanessa Ives na série Penny Dreadful.

Alguns outros filmes onde atuou: 007 - Cassino Royale (Martin Campbell), O Lar das Crianças Peculiares (Tim Burton), Baseado em Fatos Reais (Roman Polanski), Arsène Lupin - O Ladrão Mais Charmoso do Mundo (Jean-Paul Salomé).

Nasceu: 06/07/1980.



              Fanny Ardant


Fanny Marguerite Judite Ardant é uma atriz do cinema e do teatro francês.
Em princípio dos anos 1980, conhece o diretor François Truffaut com quem inicia uma relação sentimental, que duraria até a morte do cineasta, em 1984. Tem uma filha com Truffaut chamada Josephine e mais duas de outros relacionamentos.

Em 1981, alcança fama internacional com A mulher ao lado, dirigida por Truffaut e atuando ao lado de Gérard Depardieu. Por este filme, recebeu sua primeira indicação ao César, o prêmio mais importante do cinema francês.

DescriçãoFanny Marguerite Judite Ardant é uma atriz do cinema e do teatro francês.Em princípio dos anos 1980, conhece o diretor François Truffaut com quem inicia uma relação sentimental, que duraria até a morte do cineasta, em 1984. Tem uma filha com ele, chamada Josephine e mais duas de outros relacionamentos. Em 1981, alcança fama internacional com A mulher ao lado, dirigida por Truffaut e atuando ao lado de Gérard Depardieu. Por este filme, recebeu sua primeira indicação ao César, o prêmio mais importante do cinema francês.



Outros filmes onde atuou: 8 Mulheres (François Ozon), Callas Forever (Franco Zeffirelli), Os Belos Dias (Marion Vernon), De Repente, Num Domingo (François Truffaut), O Divã de Estaline (Fanny Ardant).

Nasceu: 22/03/1949.



              Françoise Dorléac


Françoise Paulette Louise Dorléac foi uma atriz francesa.  Apesar de curta carreira, trabalhou com cineastas como François Truffaut, Roman Polanski, René Clair, Jacques Demy, Ken Russell e Philippe de Broca. Faleceu vítima de acidente de automóvel próximo a Nice, com apenas 25 anos de idade.

Irmã de Catherine Deneuve.

Alguns filmes onde atuou: Duas Garotas Românticas (Jacques Demy), Um Só Pecado (François Truffaut), O Homem do Rio (Philippe de Broca), Armadilha do Destino (roman Polanski), A Ronda do Amor (roger Vadin).

Nasceu: 21/03/1942

Faleceu: 26/06/1967.





                Irène Jacob



Irène Marie Jacob é uma atriz franco-suíça.

Considerada uma das mais destacadas atrizes francesas de sua geração, Irène conquistou reconhecimento internacional por seus trabalhos com o diretor polonês Krzysztof Kieslowski, de quem protagonizou A Dupla Vida de Véronique and Trois couleurs: rouge. Ela passou a representar a imagem da sofisticação europeia, por seu "estilo de atuação que é ao mesmo temo clássico, pensativo e melancólico".Alguns outros filmes onde atuou: Othello (Oliver Parker), Adeus, Meninos (Louis Malle), The Prophecy (Eldar Ryazanov).

Nasceu: 15/07/1966.





            Isabelle Adjani


Isabelle Yasmine Adjani é uma atriz francesa; foi indicada duas vezes ao Óscar e premiada cinco vezes com o César, o mais importante troféu do cinema francês.Foi casada com o diretor Bruno Nuytten e com o ator Daniel Day-Lewis e tem um filho com cada um.
Alguns filmes onde atuou: Camille Claudel (Bruno Nuytten), A Rainha Margot (Patrice Chéreau), Possessão
 (
Andrzej Żuławsk), Diabólica ( Jeremiah S. Chechik), Nosferatu - O Vampiro da Noite (Werner Herzog), A História de Adèle H. (François Truffaut).
Nasceu: 27/06/1955.







              Isabelle Carré



Isabelle Carré é uma atriz francesa. Ela já apareceu em mais de 70 filmes desde 1989. Ela ganhou um César Award de Melhor Atriz por seu papel em Se souvenir des belles choses (Isabelle Breitman), e foi indicada mais seis vezes.

Alguns filmes onde atuou: La Femme Défendue (Philippe Harel), Anna M. (Michel Spinosa), O Refúgio (Françoise Ozon), Les Sentiments (Noémie Lvovskv), Medos Privados Em Lugares Públicos (Alain Resnais).Nasceu: 28/05/1971.


              Isabelle Huppert


Isabelle Ann Huppert é uma atriz francesa, aclamada como uma das melhores da história do cinema francês e europeu. Vencedora de prêmios como CésarBAFTA e em Cannes, além de receber indicações a inúmeros prêmios críticos e de academias, tal como a vitória do Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama em 2017, pelo papel de Michèle LeBlanc no filme Elle (Paul Verhoeven), que também lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz.Alguns outros filmes onde atuou: A Professora de Piano (Michael Hameke), Minha Mãe (Christophe Honoré), 8 Mulheres (François Ozon), Madame Bovary (Claude Chabrol), Loulou (Maurice Pialat).Nasceu: 16/03/1953.




Jean Seberg


Jean Seberg, foi uma atriz estado-unidense. Ela chegou a Paris, vinda dos Estados Unidos em 1957 e participou de uma seleção para escolher a atriz que faria o papel principal de "Joana D'Arc", de Otto Preminger. Foi a escolhida entre mais de oito mil candidatas e a partir daí sua carreira deslanchou.Casou-se quatro vezes e confessou nunca ter sido feliz com nenhum dos seus maridos. 


atriz vinha passando por uma forte depressão quando foi encontrada morta dentro de seu carro às margens do rio Sena em Paris. O motivo da morte foi uma superdose de barbitúricos.

Alguns outros filmes onde atuou: Acossado (Jean-Luc Godard), La Ligne de Démarcation (Claude Chabrol), Bom dia, Tristeza (Otto Preminger).     

Nasceu: 13/11/1938

Faleceu: 30/08/1979.



             
Jeanne Moreau



Jeanne Moreau foi uma atriz e cantora francesa. Filha de um barman francês e de uma bailarina britânica, teve formação de uma atriz clássica no conservatório, pela passagem pela Comédie-Française e pelo Teatro Nacional Popular.

Alguns filmes onde atuou: Jules e Jim - Uma Mulher Para Dois (Françoise Truffaut), Ascensor Para O Cadafalso (Louis Malle), Os Amantes (Louis Malle), A Noite (Michelangelo Antonioni), A Noiva Estava de Preto (François Truffaut), Badaladas à Meia-Noite (Orson Welles).

Nasceu: 23/01/1928

Faleceu: 31/07/2017.




        Julie Delpy




Julie Delpy é uma atriz, roteirista e diretora de cinema, bem como uma cantora e compositora, de nacionalidade franco-americana. Filha do ator Albert Delpy e da atriz Marie Pillet.Foi duas vezes nomeada para o Oscar de melhor roteiro adaptado, pelos roteiros dos filmes Antes do pôr-do-sol e Antes da meia-noite, tendo também recebido, pelo último, uma nomeação para o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical. Ela também recebeu três nomeações ao César, o prêmio máximo do cinema da França: a primeira em 1987, como melhor atriz revelação, por Sangue ruim (Leos Carax), depois em 1988, na mesma categoria, por Béatrice (Bertrand Tavernier), e, por fim, em 2008, na categoria de melhor roteiro original, por 2 dias em Paris. Pela atuação em Antes do pôr-do-sol, ela foi recompensada com o Empire Award de melhor atriz.

Nasceu: 21/12/1969.





         Juliette Binoche



Juliette Binoche é uma atriz e dançarina francesa. Vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e de outros prêmios de prestígio no cinema. A mãe de Juliette é de descendência polaca, e os seus avós maternos de origem polaca e católica estiveram presos em Auschwitz. A atriz declarou corajosamente ter sofrido três agressões sexuais ao longo de sua vida, aos 7, 18 e 21 anos. 

Alguns filmes onde atuou: Chocolate (Lasse Hallstrom), O Paciente Inglês (Anthonhy Minguella), Perdas e Danos (Louis Malle), A Liberdade é Azul (Krzysztof Kieślowski), A Insustentável Leveza do Ser (Philip Kaufman), Sangue Ruim (Leos Carax), Acima das Nuvens (Olivier Assayas).

Nasceu: 09/03/1964.




            Juliette Gréco


Marie-Juliette Gréco é uma cantora e atriz francesa. considerada a musa do existencialismo nos anos 50. 
Militante da Resistência Francesa, sua mãe sobreviveu ao Campo de Concentração de Ravensbruck, onde reencontrou uma das filhas, Charlotte, que foi presa pela Gestapo, em 1943, junto com Juliette, sendo que Juliette foi libertada antes da irmã.
Alguns filmes onde atuou: Orfeu (Jean Cocteau), Estranhas Coisas de Paris (Jean Renoir), Quando Leres Esta Carta (Jean-Pierre Melville).
Nasceu: 07/02/1927.


          Léa Seydoux





Léa Seydoux é uma atriz francesa. Com performances premiadas no cinema e televisão.

Em 2013 foi premiada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes pelo filme La vie d'Adèle (Azul é a Cor Mais Quente) repartida com a atriz Adèle Exarchopoulos e o realizador Abdellatif Kechiche. Foi a primeira vez na história do festival que atores ganharam o prêmio de melhor filme junto com o diretor.

Alguns outros filmes onde atuou: A Bela Junie (Christophe Honoré), É Apenas o Fim do Mundo (Xavier Dolan), Belle Épine (Rebecca Zlotowski), Saint Laurent (Bertrand Bonello), Le Roman de Ma Femme (Jamshed Usmonod).

Nasceu: 01/07/1985.




         Lou de Laâge



Lou de Laâge é uma atriz francesa, nascida em Bordeaux. Filha de pai jornalista e mãe pintora, passou sua infância entre Bordeaux e Montendre. Recebeu o Prêmio Romy Schneider (prêmio oferecido anualmente aos jovens expoentes – feminino e masculino – do cinema francês)  por Les Innocentes (Agnus Dei, de Anne Fontaine). Ela também foi indicada duas vezes ao Prêmio César.

Alguns outros filmes onde atuou: Respire (Mélanie Laurent), A Espera (Piero Messina), La Nouvelle Blanche Neige (Laurent Bénégui), Aconteceu em Saint-Tropez (Danièle Thompson).

Nasceu: 27/04/1990.




               
Ludivine Sagnier

Ludivine Sagnier é uma atriz e modelo francesa, que aparece em filmes desde 1989. Ela foi indicada para dois prêmios César de Melhor Atriz Coadjuvante em Swimming Pool (François Ozon). Ela tem uma filha, Bonnie, com o ator Nicolas Duvauchelle e duas filhas, Ly Lan  e Tàm, com seu atual parceiro, o cineasta Kim Chapiron .Alguns outros filmes onde atuou: 8 Mulheres (François Ozon), A Pequena Lili (Claude Miller), Gotas d'Água em Pedras Escaldantes (Franços Ozon), Amor e Turbulência (Alexandre Castagnetti).
Nasceu: 03/07/1979.







      Marie-Georges Pascal


Marie-Georges Pascal, nome artístico de Marie-Georges Faisy, foi uma atriz francesa. Trabalhou em cinema, televisão e teatro. Ela declarou que teve uma infância que mais tarde descreverá como "muito dura" e "muito triste" Seus pais, que sonhavam vê-la se tornar uma intérprete de concerto, a forçaram desde cedo a passar longas horas trabalhando no piano todos os dias . Aos dezesseis anos, ela resolveu se distanciar da família e sua estatura alta , aliada aos belos olhos azuis e cabelo castanho avermelhado lhe proporcionaram a encontrar rapidamente um trabalho de modelo. Mas depois, por razões de sobrevivência, ela acaba aceitando papéis em filmes eróticos.
Alguns filmes onde atuou: As Uvas da Morte (Jean Rollin), Les Petites Filles Modèles (Jean-Claude Roy), Je Suis Frigide...Pourquois? (Max Pécas).
Nasceu: 02/10/1946
Faleceu: 09/11/1985.



              Marion Cotillard

Marion Cotillard é uma atriz francesa  e segundo o site PureMedias. a mais bancável do século XXI. Os filmes estrelados pela atriz arrecadaram mais de $3 bilhões nas bilheterias mundiais e venderam mais de 37 milhões de ingressos na França, de 2001 a 2014. 
Ela tem papel ativo em causas ecológicas, sendo também porta-voz do Greenpeace desde 2002.
É garota-propaganda da bolsa Lady Dior desde 2008 e já apareceu em mais de 300 capas de revistas, entre elas estão VogueMarie ClaireElleVarietyHarper's BazaarVanity Fair, Madame Figaro, Glamour, Grazia, WThe Hollywood Reporter e Wall Street Journal Magazine. A atriz também foi escolhida para ser a capa da primeira edição da Dior Magazine, em Setembro de 2012.
Por sua interpretação de Édith Piaf em "Piaf - Um Hino ao Amor" (2007) de Olivier Dahan, a atriz conquistou vários prêmios de cinema como o César, o BAFTAGlobo de Ouro e o Oscar de Melhor Atriz. No Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde o filme premiado estreou, Marion obteve 15 minutos de ovação de pé dos presentes.
Alguns outros filmes onde atuou: Meia-Noite em Paris (Woody Allen), Ferrugem e Osso (Jacques Audiard), Até a Eternidade (Guillaume Canet), É Apenas o Fim do Mundo (Xavier Dolan), Dois Dias, Uma Noite (Irmãos Dardenne), Um Instante de Amor (Nicole Garcia).
Nasceu: 30/09/1975.

Mélanie Laurent

Mélanie Anné Laurent é uma atriz, cantora, diretora e escritora francesa. Conhecida pelo grande público por ter atuado no filme Bastardos Inglórios, do diretor Quentin Tarantino, no papel de Shosanna Dreyfus.
Alguns outros filmes onde atuou: Não se Preocupe, Estou Bem (Philippe Lioret), pelo qual recebeu o César de Melhor Atriz Revelação, O Concerto (Radu Mihãileanu, Toda Forma de Amor (Mike Mills), Trem Noturno Para Lisboa (Bille August).
Filmes dirigidos por ela: Respire, Imersão, Os Adotados, Galveston, De Moins en Moins.
Nasceu: 21/02/ 1983.



Mireille Darc


Mireille Darc foi uma atriz e modelo francesa. Atuou em diversas produções cinematográficas, com destaque para a sua interpretação em 1967 em Weekend à Francesa, filme de Jean-Luc Godard.
Foi uma das atrizes mais populares do cinema francês dos anos 1960 e 1970.
Alguns outros filmes onde atuou: Louro Alto do Sapato Preto (Yves Robert), Um Homem e Duas Mulheres (Roger Kahane), Borsalino (Jacques Deray), Les Bons Vivants (Georges Lautner).
                                  Nasceu: 15/05/1938
                                  Faleceu: 28/08/2017.



   Sandrine Bonnaire


Sandrine Bonnaire é uma atriz e diretora francesa. Escritora também. É casada com Guillaume Laurant, e tem um filho com o ator norte-americano William Hurt.

Alguns filmes onde atuou: Mulheres Diabólicas (Claude Chabrol), Um Homem Meio Esquisito (Patrice Leconte), Os Renegados (Agnès Vardas), Aos Nossos Amores (Maurice Pialat).

Dirigiu: O Nome Dela é Sabine. 

                               Nasceu: 31/05/1967.



                             

     Sandrine Kiberlain


Sandrine Kiberlain é uma atriz e cantora francesa. Foi casada por dez anos com o ator Vincent Lindon, com quem tem uma filha, Suzanne.
Alguns filmes onde atuou: A Viagem do Meu Pai (Philippe Le Guay), Violette (Martin Provost), Les Patriotes (Eric Rochant), A Outra Mulher (Daniel Auteuil), Quando se Tem 17 anos (André Techiné), Mademoiselle Chambon (Stéphane Brizé).

       Nasceu: 25/02/ 1968.
           Sophie Marceau


Sophie Danièle Sylvie Maupu é uma atriz, roteirista e cineasta francesa. Ainda adolescente Marceau alcançou popularidade com seus filmes iniciais La Boum e La Boum 2 (Claude Pinoteau), recebendo um prêmio César de Melhor Atriz Revelação. Foi casada com o diretor Andrzej Zulawski, com o produtor de cinema Jim Lemley e com o ator Christopher Lambert.
Alguns outros filmes onde atuou: Sexo, Amor e Terapia (Tonie Marshall), Um Reencontro (Lisa Azuelos), O                       Fantasma do Louvre (Jean-Paul Salomé).
                               Nasceu: 17/11/1966.
                     Stéphane Audran


Stéphane Audran, nome artístico de Colette Suzanne Jeannine Dacheville, foi uma atriz francesa. Conhecida por suas atuações em filmes como A Festa de Babette (Gabriel Axel), Agonia e Glória (Samuel Fuller), foi premiada no BAFTA.  Foi casada com o diretor Claude Chabrol , com quem tem um filho, Thomas Chabrol e com o ator Jean-Louis Trintignant.
Alguns outros filmes onde atuou: O Açougueiro (Claude Chabrol), O Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel), A Mulher Infiel (Claude Chabrol), A Lei de                         Quem    Tem o Poder (Bertrand Tavernier).
                                  Nasceu: 08/11/1932
                                  Faleceu: 27/03/2018.



                           HOMENAGEM ESPECIAL:
                                     
Agnès Varda
            "Eu não sou uma lenda, eu ainda estou viva."


Cineasta e fotógrafa belga, radicada na França. É também professora na European Graduate School. Suas fotografias, filmes e instalações abordam questões referentes à realidade no documentário, ao feminismo e ao comentário social. Foi casada de 1962 a 1990 com o diretor Jacques Demy. 
                                Nasceu: 30/05/1928.
Marie-Juliette Gréco, conhecida por Juliette Gréco é uma cantora e atriz francesa. Foi casada com Michel Picolli por 10 anos. EraEraAlguns filmes onde atuou: Nasceu: 07/

quarta-feira, 13 de março de 2019

JOVEM MULHER







A princípio é apenas uma história de uma jovem mulher que se encontra desorientada e perdida após haver terminado o relacionamento de dez anos. Mas vai ganhando contornos, força, a câmera sempre colada na personagem, mostrando sua inquietação, seu desamparo, a imprevisibilidade que a faz explodir a qualquer coisa... e de repente não é apenas a história de uma jovem mulher, é a história de Paula, de todas as Paulas, de todas as mulheres, que precisam se descobrir como pessoas, como mulheres que são, repensar as suas certezas, encontrar o seu lugar no mundo.

Eu disse "explodir a qualquer coisa"? Bem, simplifiquei demais a situação de Paula. Foram dez anos de relacionamento e ela não consegue se ver sem ele. O psiquiatra fala em liberdade e Paula mais uma vez explode, como um furacão. Quem disse que ela quer a porcaria dessa liberdade? À sua confusão sentimental, junta-se a falta de dinheiro e de um lugar para morar. E a incompreensão de como uma pessoa como Joachim Deloche, um fotógrafo famoso com um apartamento enorme, pode deixá-la assim na rua, como um saco de lixo. Ela pensa que não faria isso nem com um estranho que batesse em sua porta. Paula não tem família, apenas um relacionamento complicado com uma mãe de quem diz que se perdeu, não tem para onde ir, não tem emprego. ainda por cima nessa cidade que ela odeia: Paris. Quando ela conhece Ousmane, que tenta lhe dizer algumas coisas positivas sobre a cidade, ela replica que tudo que ele diz não faz nenhuma diferença para eles, não os ajuda em nada.

"Paris não gosta de nós", diz Paula.
O primeiro longa com Léonor Serraille na direção recebeu o Caméra d’Or na edição 2017 do Festival de Cannes e é um filme de uma mulher para as mulheres. Léonor soube fazer o retrato de uma jovem carente, que precisa amadurecer, controlar suas oscilações de humor, se adaptar à sua nova realidade, enfrentar sua solidão e encontrar seus espaços, não só fisicamente, mas emocionalmente, em uma Paris completamente alheia às suas necessidades. A atriz praticamente novata, Laetítia Dosch ( prêmio Lumiere e uma indicação ao César). exala talento, entregando perfeitamente uma personagem que sofre, que precisa se desconstruir e se reconstruir, mas sem abrir mão do bom humor. Ah, como eu entendo a Paula. geniosa e muitas vezes com razão, ela precisa procurar uma necessária placidez e fazer um exercício diário para não perder sua sanidade.
Mas no fim ela entende, mesmo que a duras penas, que nem sempre o caminho mais fácil e mais confortável é o mais seguro. Palmas para essa atriz!

IMDB: 6,6/ 10
Filmow: 3,4/ 5
Minha nota: 3,5/ 5
Ficha técnica:
Nome original: Jeune Femme ou Montparnasse Bienvenue.
País: França.
Ano: 2017
Direção: Léonor Serraille.
Roteiro: Léonor Serraille, Bastien Daret, Clémence Carré.
Elenco: Laetítia Dosch, Souleymane Seye Ndiaye. Grégoire Monsaingeon.


(Por: Cecilia Peixoto)

sábado, 9 de março de 2019

O BANQUETE


Sinopse:
Na época do Impeachment de Fernando Collor de Mello, um grupo de intelectuais se encontra em um jantar: uma grande atriz, um jornalista famoso, um advogado e sua esposa, uma crítica de teatro, um colunista e uma jovem atriz e modelo. O jornalista Mauro escreveu um artigo contra Collor e corre o risco de ser preso naquela noite. No jantar regado a muito vinho, conforme a tensão aumenta com a iminência da prisão, vários segredos públicos e privados vêm a tona.
Com direção de Daniela Thomas, premiada cineasta, diretora teatral, dramaturga, iluminadora, cenógrafa e figurinista brasileira , filha de Ziraldo e irmã do compositor Antonio Pinto, o filme, apesar do delicioso vinho servido fartamente e das iguarias, não é de fácil digestão.
Em 2017, em seu primeiro trabalho solo (foi parceira de Walter Salles em filmes como “Terra Estrangeira” e “Linha de Passe” ), o filme Vazante provocou muitas polêmicas. O longa foi um dos concorrentes no 50º Festival de Brasília, no início do último mês de setembro, e, na noite seguinte à sua exibição, foi alvo de duras críticas, inclusive à diretora e a toda sua equipe de produção, durante um debate com outros nomes do cinema brasileiro, por levantar a questão da "fragilidade branca".
Em sua defesa, Daniela diz ter colocado nas telas a sua visão de mundo e que, em nenhum momento, quis defender qualquer tipo de militância, mas sim, contar histórias que ouvira de seus antepassados, enfatizando a questão da miscigenação violenta que formou a nossa sociedade. "Eu realmente não fiz o filme que seria um retrato do que o movimento negro quer ver representado na grande tela, hoje", pontua.
Em O Banquete, na minha opinião, a Daniela deveria ter se aprofundado mais no plano político. São os anos 90 presididos então por Fernando Collor. Mas ela não ousou. O jantar, que a princípio pareceu ser um agrado da anfitriã (Drica Moraes) ao casal de amigos que estava completando dez anos de casados, tem mais o objetivo de mostrar a futilidade e a decadência da elite brasileira. Mauro (Rodrigo Bolzan), o homenageado, está prestes a ser preso por ter escrito e assinado uma carta pública contra o presidente. Em uma clara referência a Otavio Frias Filho, diretor na época do Jornal Folha de São Paulo. Também inspirada em "O Banquete", de Platão, a conversa gira sobre a natureza e as qualidades do amor. Nora, a anfitriã, propõe mesmo aos convidados que naquela noite reflitam sobre o amor tendo “Baco como juiz”, embriagando-se de vinho. Será o amor um bom sentimento?
O filme é desenvolvido de forma teatral, com interpretações e diálogos exagerados, em um ambiente único e fechado, tendo como cenário uma linda sala e uma mesa arrumada de forma luxuosa. Maria, que foi acompanhada de Lucky, percebe logo ao chegar que aquele jantar é uma espécie de armadilha e quer ir embora, aflita. Mas Lucky se vê seduzido pelo caríssimo vinho e por Ted (Chay Suede), o chef de cozinha contratado, que é o único que destoa daquele ambiente que parece ter apodrecido. O casal aniversariante não percebe de início onde foi se meter. Quanto mais bêbados e alterados, mais "lavação de roupa suja", acentuadas com a chegada da stripper cat (Bruna Linzmeyer) e de Claudinha. Só o marido de Nora (Caco Ciocler) parecia não se surpreender com nada daquele jantar. É o absurdo e a decadência das relações humanas imperando.
IMDB: 6,3/ 10 Filmow: 3,3/ 5
Minha nota: 3,4/ 5
Ficha técnica: Nome original: O Banquete. País: Brasil. Ano: 2018 Direção: Daniela Thomas. Roteiro: Daniela Thomas.
Elenco: Drica Moraes, Caco Ciocler, Mariana Lima, Rodrigo Bolzan, Chay Suede, Bruna Linzmeyer, Gustavo Machado, Fabiana Gugli, Georgette Faddel.



sexta-feira, 8 de março de 2019

MADE IN ITALY





Uma vez vi um filme em que a história se resumia em: "o importante não é para onde se vai, mas para onde se volta". 
"Made in Italy" é um filme que nos remete a recordações: amigos que perdemos, família, amores, desgastados porque estamos desgastados, períodos que parecem ser uma vida inteira, onde não vemos saída para nossas mazelas, apenas sobrevivemos, ...
... a busca de um sentido, ...será que é só isso?

"Cosa ci faccio qui?!" (O que estou fazendo aqui?)
Você já se perguntou isso? Teve a resposta?
Costumo me perguntar se somos nós que fazemos nossas escolhas ou se somos escolhidos.
Uma amiga me disse essa semana que tem preferência pelos filmes italianos, por serem românticos e passionais.
Riko vive em uma pequena cidade na Itália em uma casa construída pelo seu avô, ampliada pelo seu pai e que ele, com o seu insignificante emprego há 30 anos em uma fábrica de embutidos (mortadelas "made in Italy") mal tem condições de manter. A situação da Itália não vai nada bem e o fantasma do desemprego assoma a todos. Ricco aconselha seu filho a sair da cidade, procurar outros ares, oportunidades diferentes da dele. A vida com sua mulher também não vai nada bem, ele desconfia que ela o esteja traindo. E Ricco vai seguindo assim, bebendo e jogando com seus amigos, uma aventura aqui, outra ali, para ele é só sexo. "Empurrando a vida com a barriga", como se diz no popular. 
Às vezes ele se pergunta: "Cosa ci faccio qui?!"

Uma vez ele se mete em uma confusão e leva uma cacetada na cabeça e desmaia. Perguntam-lhe o que ele pensou antes de desmaiar, ele diz que pensou que queria não pensar em nada.
Made in Italy recebeu o Nastro d’Argento de melhor história, mas não é filme que vá agradar às feministas. Porque Riko é o verdadeiro macho italiano. Ele tem amante, mas seu brio é afetado só de pensar que a sua mulher possa ter. A mulher com quem ele mal fala, mal dá atenção. Claro, como um bebezão, ele se queixa que a culpa é dela. A mulher é cabeleireira e o salão vai bem, mesmo que ele perca o emprego, o problema não chega a ser o dinheiro, mas sua autoestima de macho. E o filme todo é contado sob o ponto de vista de Riko. Não que a história em algum ponto o defenda, mas o carisma do ator (Stefano Accorsi) faz com que o vejamos com mais indulgência. Afinal, ele é o produto do meio cultural. E aqui fico me perguntando se os filmes italianos estão mais propensos a propagarem esse tipo de cultura. Se esse modelo de homem não é "made in Italy".
Sobre o diretor: Luciano Ligabue é um cantor e compositor italiano, além de escritor e diretor filmográfico. Ligabue nasceu na província de Reggio Emilia. Antes de tornar-se um cantor bem-sucedido, Luciano sustentou vários empregos, trabalhando com agricultura e em empresas.
Bem, mas é um filme que nos envolve: com suas belas músicas, mostra também vários lugares lindos da Itália. A queixa é sobre o que estão fazendo com a terra tão amada. É também uma bela história também sobre amizades e uma reflexão sobre afinal o que importa. Meio piegas? Sim, talvez. Como a paixão italiana.
"Cosa ci faccio qui?!"

"É necessário se ter uma aldeia,
nem que seja apenas
pelo prazer de abandoná-la.
Uma aldeia significa
não estar sozinho,
saber que nas pessoas,
nas plantas,
na terra,
há alguma coisa de nós,
que, mesmo quando
não se está presente,
continua a nossa espera." 
(Cesare Pavese).

O filme foi exibido durante o Festival de Cinema Italiano 2018. O festival começou em Lisboa, em 2008, e já tem 10 anos de sucesso passando por dezenas de cidades lusófonas e em três continentes diferentes. No Brasil, em 2017, os filmes foram exibidos em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e em 2018 Vitória, Goiânia, Belém e Florianópolis passaram a integrar o circuito.
IMDB: 5,9/ 10
Filmow: 3,3/ 5
Minha nota: 3,2/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Made in Italy.
País: Itália.
Direção: Luciano Ligabue.
Roteiro: Luciano Ligabue.
Elenco: Stefano Accorsi, Kasia Smutniak, Fausto Maria Sciarappa, Walter Leonardi.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

SOBRE O FILME GREEN BOOK

Cena do filme Green Book, vencedor do Oscar 2019 Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, com Vigo Mortensen, indicado Melhor Ator e Mahershala Ali, vencedor Melhor Ator Coadjuvante.

Kareem Abdul-Jabbar:

nova-iorquino, lenda do basquete mundial



.

Kareem Abdul-Jabbar: Por que as controvérsias

 de "Green Book – o guia" não importam.



À medida que os escândalos da temporada de premiações se acumulam, analisando suas inexatidões históricas ou a indicação (ou ações estúpidas passadas) de seu escritor e diretor, falta dar mais valor à um filme digno do Oscar, escreve o grande colunista da NBA e do Hollywood Reporter.



Filmes históricos nunca são sobre história. E eles nem são destinados a ser.


Filmes históricos atuais como O Primeiro Homem, A Favorita, Suprema, Vice, Bohemian Rhapsody, Infiltrado na Klan e Duas Rainhas pretendem nos contar sobre histórias e importantes pessoas e eventos, para apresentar os fatos que explicam porquê o assunto é tão relevante. No entanto, uma pesquisa no Google de cada um desses títulos produzirá uma longa lista de imprecisões factuais. E tudo bem - porque esses filmes não são sobre fatos, eles são sobre algo muito mais elusivo e importante: a verdade. Especificamente, eles são sobre como os eventos do passado iluminam as escolhas que enfrentamos no presente. É por isso que a confusão em torno da precisão histórica e perspectiva de Green Book – O Guia, um pequeno filme com um orçamento modesto ($23 milhões) e com uma história modesta que recebeu três Globos de Ouro e outros prêmios, é tão equivocada.

Parte da controvérsia gira em torno do retrato do Dr. Donald Shirley, um pianista negro de música clássica e jazz com vários doutorados e falante de oito línguas, e sua relação com Tony Vallelonga, seu motorista italiano-americano, sem instrução, durante uma turnê de oito semanas ao interior do sul dos EUA em 1962. Membros da família reclamaram que Shirley e Vallelonga não eram realmente amigos (embora no documentário de 2010, Lost Bohemia, Shirley diga diretamente que eles eram). Eles especulam que uma cena em que Tony para em uma unidade do Kentucky Fried Chicken (KFC) e convence o Dr. Shirley em tentar algo, nunca poderia ter acontecido, e sustentaram que Shirley não estava realmente afastado (o artigo usa alienado) de seu irmão. Embora essas discrepâncias possam irritar os membros da família, elas realmente não importam, porque os detalhes da trama são sobre chegar a uma verdade maior do que quaisquer que sejam os fatos mundanos.

O personagem de Shirley está distante (o artigo novamente usa alienado) de seu senso de auto-identidade como músico que quer tocar música clássica, mas é forçado a tocar música popular e como um homem negro que é educado demais para ser abraçado por alguns negros, mas ainda tratado por brancos menos que um humano. Ele também está afastado (alienado) de sua própria sexualidade. Ele tem muito a esconder do mundo exterior e criou uma personalidade aceitável para esse mundo. Mostrá-lo cortado e distante de sua família, quaisquer que sejam os fatos, é uma maneira eficaz de enfatizar a solidão e o desespero que pessoas como ele enfrentam.

A outra grande controvérsia é se o filme é negro o suficiente. Quase toda vez que um filme é lançado e que apresenta racismo, o projeto enfrenta o teste decisivo de “integridade à negritude”. Esse é um teste justo porque os filmes têm uma longa história de ser condescendente, reducionista e insultante quando representam pessoas negras ou a cultura negra, mesmo quando eles são bem intencionados. Com o Green Book – O Guia, os críticos culturais se perguntam por qual motivo ‘O livro verde do motorista negro’ - que listava lugares em todo o país onde pessoas negras poderiam comprar, comer e se hospedar com segurança - não foi apresentado com mais destaque como um ícone histórico. Resposta: O filme indica que não há lugar “seguro” para os negros, porque o país inteiro - da cozinha de Tony no Bronx a uma sala de concertos na Geórgia - está infectado pelo racismo, seja evidente, passivo ou institucional.

Alguns críticos se perguntam por qual motivo a história é contada do ponto de vista de Tony e não do Dr. Shirley. Isso não faz de Shirley apenas um artifício estereotipado, como o "negro mágico", que existe na história apenas para guiar o herói branco, Tony, através de seu arco de personagem? Resposta: Como em todos os filmes de amigos, seja Rain Man, Máquina Mortífera ou 48 Horas, ambos os homens são transformados por suas interações com o outro. Como Tony revela a Shirley, ele foi criado no mesmo bairro que seus pais e provavelmente morrerá naquele bairro. Embora certamente não na mesma medida que Shirley, Tony é aprisionado geograficamente, por falta de educação e falta de opções. A exposição a Shirley muda sua percepção. Shirley, que se forçou a ser tão cauteloso que está aprisionado em seu luxuoso apartamento, se permite sentir amizade e se engajar no mundo que manteve à distância.

O filme é muito mais efetivo do ponto de vista de Tony, porque o público que pode ser mais alterado ao assisti-lo é o público branco. Quando os negros assistem a um filme sobre o racismo histórico como O Nascimento de uma Nação, de Nate Parker, ou 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen, sabemos exatamente que tipo de crueldade horrível vamos testemunhar. Nossa percepção do racismo não será mudada porque nós a vivenciamos diariamente. Também sabemos que depois de ver o filme, alguns brancos serão autocongratulatórios e desdenhosos ao dizer: “Bem, pelo menos não é mais assim”. Mas outros serão levados a ver como esses eventos na história moldaram nossos desafios atuais. Os negros que assistem a Green Book – O Guia reconhecerão a dolorosa jornada do Dr. Shirley e não serão mais inspirados por suas realizações e não menos do que se a história tivesse sido do seu ponto de vista.

Finalmente, há a questão em se a história deveria ter sido contada por três homens brancos: o diretor e co-roteirista Peter Farrelly, Nick Vallelonga (filho de Tony) e o co-produtor Brian Currie. Artisticamente, isso não deve fazer diferença. Um bom artista deve ser capaz de recriar personagens diferentes de si. Embora esteja ciente de que os negros da indústria cinematográfica precisam de maior representação - e defendo-os com veemência -, também estou ciente de que esse foi um projeto de paixão que talvez não tenha sido realizado, se não fosse o compromisso desses homens.

Complicando a situação estão alguns atos estúpidos de dois dos cineastas. Farrelly admite que em 1998 mostrou seu pênis como uma brincadeira para a estrela de Quem Vai Ficar Com Mary, Cameron Diaz, e para o produtor executivo Tom Rothman. Vallelonga confirma que em 2015 ele tuitou o apoio à falsa alegação de Trump de que milhares de muçulmanos americanos foram vistos celebrando as tragédias do 11 de setembro. Ambos os homens se desculparam e recriminam seu comportamento passado, o que eu considero sincero. Nenhum ato afeta o mérito do filme. Na verdade, a controvérsia abraça o argumento do filme de que podemos aprender com o passado para nos colocar em um caminho mais iluminado para o futuro.

Em 1897, um jovem Stephen Crane, já famoso por seu romance sobre a Guerra Civil, O Emblema Vermelho da Coragem, estava viajando da Flórida para Cuba quando seu navio atingiu um banco de areia e afundou. Ele sobreviveu por causa de um bote salva-vidas com outros três homens, embora um deles tenha se afogado posteriormente. O relato factual de sua provação foi amplamente lido. Não satisfeito, ele recontou os acontecimentos em um conto, “O Barco Aberto”, que se tornou uma das histórias mais respeitadas da literatura norte-americana. A razão pela qual ele escreveu o conto foi que seu relato jornalístico limitou-o aos fatos, enquanto o relato ficcional permitiu que ele se aprofundasse nas verdades mais profundas. A última linha da história revela a diferença: “Quando chegou a noite, as ondas brancas andavam de um lado para o outro ao luar, e o vento trouxe o som da voz do grande mar para os homens em terra, e eles sentiram que podiam então serem intérpretes. ”

 

A menos que estejam fazendo um documentário, os cineastas são intérpretes da história, não seus cronistas. Green Book – O Guia interpreta o mar de eventos históricos para revelar uma verdade relevante para os dias de hoje: resista àqueles que lhe dizem para conhecer o seu lugar. Isso é verdade, seja sobre raça, identidade de gênero, religião, nacionalidade, tipo de corpo ou qualquer outra coisa que pessoas odiosas e irracionais usem para envergonhar ou atrapalhar os outros em sua busca pela felicidade.


Fonte: The Hollywood Reporter, 14/01/2019.


Tradução: Tom CP



Link:
https://www.hollywoodreporter.com/amp/news/kareem-abdul-jabbar-truth-green-book-controversy-1175540?__twitter_impression&fbclid=IwAR14-RBsiWABB0yt-qgGVKXqCShibvIeHSW9u2Tmp08Z8dXZ_AdYBMoyT1c

FANNY ARDANT E TRUFFAUT