Cinéfilos Eternos

terça-feira, 24 de julho de 2018

JEAN DE FLORETTE e A VINGANÇA DE MANON




Um tema comum na vida atual, um dissimulado que se faz passar por amigo e que amarga qualquer vitória do outro, até que aquela inveja toda vai minando, vai envolvendo o invejado e conspira para tudo dar errado. Isso quando ele próprio, o invejoso, não resolve dar uma mãozinha ao fracasso do outro. Pessoas que querem tirar o brilho dos outros para poderem aparecer elas mesmas. E quanto mais você é bom com essas pessoas, mais elas te odeiam intimamente. Porque mais medíocre elas se sentem. São os famosos "espertinhos".
Jean de Florette (Gérard Depardieu) herdou a casa da mãe após a morte dela e resolve largar seu emprego burocrático na cidade grande e morar no campo com sua família, sua esposa e sua filha pequena. Ele tem vários sonhos de prosperar naquela localidade. Tem várias ideias que quer colocar em prática. Comer o que plantar, criar coelhos, são apenas algumas metas do fabuloso Jean, que, mesmo corcunda, não tem medo do trabalho e é sempre doce com sua linda família. Aimee Cadoret, sua esposa, o respeita e o apoia. Interpretada por Élisabeth Guignol, na época do filme casada com Gérard e de sobrenome ainda Depardieu, e com quem teve dois filhos: o ator Guillaume e Julie. A pequena Manon também ajuda como pode o adorado pai.
Ugolin, interpretado por um Daniel Auteuil impagável, é o vizinho invejoso. Feio e sozinho no mundo, tem apenas o seu padrinho César (Yves Montand), eles são os últimos descendentes da imponente família Soubeyran. Ele tem apenas uma paixão: criar cravos, ter um campo de cravos. Mas para isso ele precisa de muita água. Incentivado pelo padrinho, ele quer comprar o terreno de Jean, onde tem uma nascente. Mas o corcunda nem pensa em sair de lá, otimista, já se imagina rico, vivendo no meio de suas abóboras e coelhos. Para tentar dissuadi-lo da ideia e ainda conseguir pagar um preço inferior, Ugolin resolve bloquear a passagem da água da nascente que Jean desconhece. Sempre apoiado e incentivado pelo padrinho, que amarga, além de tudo, um fracasso sentimental.
A partir daí, o pobre Jean fica praticamente a mercê das chuvas, mas ele não desiste, trabalha de sol a sol, dá pena ver aquele homem tão trabalhador. E o Ugolin e seu Papi só rindo das desventuras dele. Jean é ingênuo e vê em Ugolin um amigo. Já a pequena Manon olha para Ugolin sempre com olhos desconfiados.
O filme de Claude Berri é uma adaptação da obra de Marcel Pagnol. Quando Marcel tinha 13 anos de idade, um camponês da sua Provence natal lhe contou a história de Manon. Manon teve a sua saga levada para o cinema pelo próprio Pagnol em 1952. Dez anos depois, insatisfeito com o resultado, Pagnol teve vontade de contar, por escrito, a história de Manon e de seu pai. O desejo deu origem a dois dos romances mais populares da França na segunda metade do século 20 – Jean de Florette e Manon des Sources, díptico reunido sob o título de L’Eau des Collines (A Água das Colinas). A Versátil lançou o box com o filme Jean de Florette e sua continuação A Vingança de Manon. um drama inesquecível com grandes interpretações dos astros Gérard Depardieu, Yves Montand e Daniel Auteuil. Com uma história envolvente, ótimos diálogos e linda fotografia, Berri realizou um filme memorável que traduz toda a riqueza do universo literário inconfundível de Marcel Pagnol.
Em A Vingança de Manon, ela já é uma moça com cerca de uns 18 anos. Bonita e tímida, ela está disposta a se vingar de Le Papet e Ugolin. Esse último apaixona-se irremediavelmente por ela, sem saber dos seus planos de vingança. Interpretada pela atriz Emmanuelle Béart, filha do poeta Guy de Béart, em sua estreia no cinema. Aqui também teremos na vida real um futuro casal: Emmanuelle foi casada com Daniel Auteuil de 1993 a 1995, com quem teve uma filha, Nelly Auteuil. Atuou com ele em outros filmes, como Une Femme Française. Por A Vingança de Manon, Emmanuelle Béart ganhou o César de Melhor Atriz Coadjuvante.
A continuação de Jean de Florette, focada agora em Manon, uma camponesa de modos quase selvagens, embora culta vai mostrar um Ugolin ainda asqueroso, mesmo que digno de pena. O personagem tem suas fraquezas às vezes e algumas (poucas) crises de consciência. Que são rapidamente dissipadas pelo tio, que quer que ele tenha sucesso e se case, para dar continuidade ao clã dos Souberayn. Há que se destacar que César e Ugolin não são os únicos vilões da história. O obstinado Jean de Florette, criado na cidade, inteligente e mesmo simpático a todos, nunca passou de um forasteiro na localidade e assim eles silenciaram, mesmo sabendo ou desconfiando dos planos dos Souberayn. Outra coisa é que a ignorância local e da época fez com que eles acreditassem que ter um corcunda perto dava azar.
O filme Jean de Florette foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme de língua não inglesa; no BAFTA, teve 10 indicações, vencendo os de melhor filme, melhor ator, Daniel Auteuil, melhor roteiro adaptado e melhor fotografia.
Uma adaptação cinematográfica digna de se ver e inesquecível, um deslumbre de cores e natureza com um roteiro que envolve o amoralismo, a hipocrisia e a torpeza ao lado do entusiasmo e bondade de Jean de Florette. A trilha sonora também é outra coisa a ser elogiada, com La Forza del Destino, de Giuseppe Verdi. E, claro, as excelentes interpretações. Uma grata surpresa para quem ainda não viu.
FILME 1: JEAN DE FLORETTE
IMDB: 8,1/ 10
Filmow: 4,4/ 5
Minha nota: 4,5/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Jean de Florette.
País: França, Austrália, Itália, Suiça.
Ano: 1986
Direção: Claude Berri.
Roteiro: Gérard Brach, adaptação da obra de Marcel Pagnol.
Elenco: Gérard Depardieu, Yves Montand, Daniel Auteuil, Élisabeth (Depardieu) Guignol, André Dupont, Margarita Lozano.


FILME 2: A VINGANÇA DE MANON
IMDB: 8/ 10
Filmow: 4,4/ 5
Minha nota: 4,2/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Manon des Sources
Outros nomes: Manon of The Spring.
País: França, Itália, Suiça.
Ano: 1986
Direção: Claude Berri.
Roteiro: Claude Berri, Gérard Brach, adaptação da obra de Marcel Pagnol.
Elenco: Yves Montand, Daniel Auteuil, Emmanuelle Béart, Élisabeth (Depardieu) Guignol, Hippolyte Girardot, André Dupont, Margarita Lozano.

ANIVERSARIANTES

A homenageada de hoje é a carismática e talentosa atriz Elisabeth Moss, vencedora do Emmy, Globo de Ouro, Critic's Choice, como Melhor Atriz na série The Handmaid's Tale, além de acumular vários outros prêmios e nomeações.
Elisabeth fez questão de decorar todas as falas da personagem Offred na série, além do tempo que levava para fal
ar cada frase, para poder se dedicar às suas expressões faciais. Na foto, a famosa Marcha das Mulheres da série.
Happy birthday, Elisabeth
!♥️

segunda-feira, 23 de julho de 2018

ANIVERSARIANTES


CUSTÓDIA




Justamente na sexta, antes de eu assistir a esse filme, eu estava em um salão fazendo unhas e estava correndo de mãos em mãos um vídeo que um pai gravou de uma mãe falando baixinho para o filho: "você não precisa ir com ele", depois ele mostra o vídeo pra ela, que, nervosa, o agride. Alienação parental? Para quem não sabe o que significa: a alienação parental acontece quando o pai ou a mãe de uma criança faz com que esta repudie, rejeite ou sinta ódio do outro cônjuge. Este termo foi utilizado pela primeira vez por Richard Gardner, em 1985, designando o conceito da Síndrome de Alienação Parental. Para todas ali no salão, era isso que o vídeo mostrava, que a mãe estava jogando o filho contra o pai. Eu acho que era a única a contestar que era um julgamento precipitado, que talvez a mãe tivesse suas razões e só estivesse tentando proteger o filho. E que eu não tinha achado nada bonito ele expor a mãe do filho dele daquela maneira em redes sociais.
O filme Custódia começa com uma mãe pedindo a guarda exclusiva do filho Julien, 11 anos, após sua separação de um marido que ela acusa de violento. Sua outra filha já vai fazer 18 anos e já tem o poder de decidir que não quer ver o pai. Sabemos que muitas mulheres usam os filhos para se vingarem do marido, o que considero abominável. A criança fica em um conflito, tanto o pai ou a mãe deveriam sempre chegar a um acordo que fosse o melhor para os filhos. Há testemunhos de amigos e colegas de trabalho que afirmam que Antoine Besson é um homem calmo, tranquilo. A juíza encarregada do caso decide pela guarda compartilhada, pois considera o pai desrespeitado.
O ator, roteirista e cineasta francês de 39 anos, Xavier Legrand já tem em seu currículo um César de Melhor Curta Metragem por Antes de Perder Tudo (Avant que de Tout Perdre), pelo qual também foi indicado ao Oscar. Custódia é o seu primeiro longa-metragem e já recebeu o Leão de Prata 2017 como Melhor Diretor.
Denis Menochet, quem poderia esquecer o seu personagem em Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino? O ator faz uma ótima interpretação aqui como o pai de Julien, um menino que fica entre o "fogo cruzado" na disputa entre o pai e a mãe. Thomas Gioria é uma das revelações do drama francês. O jovem ator entrega uma atuação simplesmente extraordinária em seu primeiro trabalho no cinema ao interpretar Julien.
O filme entra em um clima de tensão, muito bem trabalhado. A cena do aniversário de Joséphine Besson, a filha do casal cantando em sua festa, enquanto seu olhar está atento, preocupado, querendo saber o que está acontecendo, é uma das melhores. Impossível respirar normal nas últimas cenas do filme.
É o bom cinema francês, combinando uma direção competente com atuações convincentes que te levarão a se sentir no centro da história, vivenciando tudo aquilo, em vez de espectador. Super indico!
IMDB: 7,7/ 10
Filmow: 4,3/ 5
Minha nota: 4/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Jusqu'à la Garde 
Outros títulos: Custody
País: França.
Ano: 2017
Direção: Xavier Legrand.
Roteiro: Xavier Legrand.
Elenco: Denis Menochet, Léa Drucker, Thomas Gioria, Mathilde Auneveux.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

SOUNDTRACK





Soundtrack (idem, 2017)
Na época de seu lançamento, eu li uma crítica ao filme que me interessou ainda mais em assisti-lo. Eis um trecho dela:
"Quando a política nos devolve à condição de vira-lata do mundo, não deixa de ser um alento notar que a tecnologia leva o cinema brasileiro a criar, com requinte, novas paisagens" (Naief Haddad)

Além desse mergulho no novo e diferente, que é feito com maestria já que o longa foi todo rodado no Rio De Janeiro em um estúdio lotado de papéis picados (Ao estilo do que fizeram com o longa Olga, 2004), as atuações de Ralph Ineson e em especial a de Selton Mello são excepcionais. A história também, com seus questionamentos filosóficos, existencialistas e as diferenças entre ciência e arte (que não se opõem de jeito algum), fazem de Soundtrack um tocante drama para se analisar e discutir.
A única ressalva é a falta de uma presença mais marcante da trilha sonora, já que o longa possui esse título. Mas talvez tenham feito de forma proposital, permitindo que o espectador exerça seu lado criativo e imagine as músicas nas cenas em que elas deveriam protagonizar.
Por mais aventuras assim na arte brasileira.
Sinopse: 
Na trama, Cris (Selton Mello) é um artista multimídia que entra em crise de identidade quando passa uma temporada em uma isolada estação de pesquisa internacional na Islândia. Ele vai para lá com o objetivo de criar uma mostra audiovisual, mesclando fotografias de paisagens desoladas e música. Porém, acaba indo contra seus próprios conceitos e valores ao conviver com outros pesquisadores do local.


Comentários: Tom Carneiro
IMDB: 7,1/ 10
Filmow: 3,5/ 5
Nota (Tom): 4/ 5


Ficha técnica: 
Direção e Roteiro – 300ml
Produção – Julio Uchôa, Isabelle Tanugi, Carlos Paiva, Selton Mello e Seu Jorge e 300ml
Coprodução – Orion, Globo Filmes, OM.art, Clan, FM Produções, Naymar/Cia Rio
Produção Associada – Mondo Cane, Cafuné, Suno Entertainment, MGP
Direção de Fotografia – Felipe Reinheimer
Direção de Arte – Tulé Peake, ABC
Fotos Cris – Oskar Metsavaht
Montagem – Felipe Lacerda
Elenco – Michael Cox & Thom Hammond
Som – Yan Saldanha
Figurino – Bia Salgado
Maquiagem – Juliana Mendes
Efeitos Visuais – Clã

ELENCO – PERSONAGENS
Selton Mello – Cris
Ralph Ineson – Mark
Seu Jorge – Cao
Lukas Loughran – Rafnar
Thomas Chaanhing – Huang
Gustavo Falcão – Amigo do Cris
J.G.Franklin – Nórdico

A OUTRA TERRA



Não sei nem por onde começo, há tantas coisas a se dizer sobre esse filme...
Só a parte ficcional já é super interessante e envolve também a metafísica, que considero apaixonante. Um novo planeta é descoberto, ele estava escondido atrás do sol e finalmente pode ser visto. Acontece que ele é exatamente igual ao Planeta Terra, seria um segundo Planeta Terra, e aqui começamos a chamá-lo de Terra 2. Percebem a subjetividade? Para nós ele é o segundo planeta, mas se ele é visto aqui, também somos vistos de lá e certamente "eles" considerarão que são o planeta 1. E quem serão "eles"? Várias teorias começam a surgir, se ele tem as mesmas condições, então também há vida nele. Surge até uma teoria assustadora. Se ele é um duplo do nosso planeta, será que também tudo que há nele não é a duplicata daqui. Até mesmo as pessoas? E uma questão é colocada: você se reconheceria se confrontado com seu duplo? Uau, achei isso o máximo! Essa parte do filme me lembrou um outro, o Coherence.
Mas o filme não fica por aí. No mesmo dia que o tal planeta ficou visível, um trágico acidente entrelaça a vida de duas pessoas. Ela é Rhoda Williams, uma jovem brilhante recentemente aceita no programa de astrofísica do MIT e que pretende explorar o cosmos. Ele é John Burroughs, um compositor no auge de sua carreira e que encontra-se também na vida pessoal em uma fase muito boa, casado, sua mulher está prestes a ter o segundo filho. Rhoda perde o controle de seu carro, que colide com o de John. A partir daí, a vida dos dois vai mudar, irremediavelmente. Todos os sonhos escorrerão pelos ralos.
O que eu posso dizer é que você vai ficar com vontade de conhecer o tal planeta, mas o foco do filme é o drama que envolve a vida de Rhoda e John. Ela precisa fazer qualquer coisa por ele para se redimir, nem que seja um pouco. Ele não a conhece, mas a odeia, tentou descobrir na época quem ela era, tinha vontade de matá-la, mas como ela era menor, a lei a protegeu. Duas vidas marcadas por um sofrimento sem fim.
Que fotografia linda, que músicas encantadoras, o filme tem aquele clima melancólico que eu adoro. Conseguimos quase que apalpar a dor dos dois personagens.
Não conhecia essa atriz, muito bonita e talentosa. Ou melhor, depois lembrei dela, da séria The OA, aliás, que fim levou essa série? Ela também assina o roteiro e a produção. Brit Marling conheceu Mike Cahill, de quem também foi namorada e posteriormente fez com ele o documentário Boxers and Ballerinas, que foi quando ganhou reconhecimento pelo seu trabalho. Ela chegou a participar de audições nas quais foram oferecidos papéis em filmes de terror, mas rejeitou todos. Numa entrevista ao The Daily Beast, ela declarou que "queria ser capaz de escalar a si própria para papéis que não exigissem que ela fizesse as partes típicas oferecidas a jovens atrizes, como a namorada superficial ou uma vítima de crime". Mais tarde, se tornou uma estrela no Festival Sundance de Cinema, com os filmes Sound of My Voice (2011), Another Earth (2011) e The East (2013), tanto protagonizando quanto co-escrevendo em todos eles.
Já William Mapother é um antigo professor, graduado pela Universidade de Notre Dame. Ele lecionou em uma escola no Leste de Los Angeles por três anos antes de tornar-se ator. Ele é primo de Tom Cruise e foi assistente de produção em muitos de seus filmes, olhem que interessante!
Another Earth é um filme que vai te deixar reflexivo, só pela possibilidade de não estarmos sós no universo. Acreditamos estar observando mas e se na verdade estamos sendo observados? Todos nós cometemos erros, quem não erra, uns mais que os outros, mas se existisse uma Terra 2 realmente, isso significaria dizer que também existiria uma segunda chance, uma segunda oportunidade? Buscamos o perdão, mas se fossemos colocados frente a frente com nós mesmos,seríamos capazes de nos perdoar?
Aos 21 anos o diretor Mike Cahill teve um estranho sonho e quando acordou sentiu a necessidade de escrever a seguinte frase: “Os olhos dos mortos retornam nos recém-nascidos”. Catorze anos depois tornou-se interessado no tema da biometria através da íris. Junto com a lembrança da misteriosa frase do passado, Cahill escreveu o argumento do roteiro do filme I Origins (O Universo no Olhar). A produção independente estreou no Festival Sundance de Cinema de 2014 e ganhou o Prêmio Alfred P. Sloan Prize do festival, que reconhece os filmes que retratam ciência e tecnologia. A vitória foi a segunda de Cahill; seu filme Another Earth também ganhou o prêmio em 2011.
A Outra Terra pode ser considerado por muitos mais um filme sobre o tema do perdão e de segundas chances. Metaforicamente, as realidades paralelas existem, são espelhos de nós mesmos. Mas a direção sai do convencional, inserindo elementos que despertam a estranheza e nos seduzem. Como na lenda da sereia, o planeta 2 se aproximando cada vez mais nos deixa curiosos e perplexos, nos proporcionando uma experiência sutil e transformadora. E mostrando que Brit Marling é uma realizadora criativa e que pode nos surpreender com trabalhos futuros.

IMDB: 7/ 10
Filmow: 3,7/ 5
Minha nota: 3,9/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Another Earth
País: EUA
Ano: 2011
Direção: Mike Cahill
Roteiro: Brit Marling, Mike Cahill
Elenco: Brit Marling, William Mapother.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

RICKY





Katie é a mãe solteira de Lisa e trabalha numa fábrica, onde conhece Paco, que passa a morar com elas no apartamento de baixa renda.
Katie engravida de Paco e nasce Ricky.
O bebê transforma toda a rotina da família.
A pequena Lisa, de 6 anos, está amuada, porque não é mais o centro das atenções.
Ricky chora dia e noite, afetando o relacionamento do casal.

Até aí, nada demais, não é? Não poderia haver história mais comum.
Mas de comum não há nada em Ricky, o bebê e mais novo membro da família.
É aí que esse diretor, que está se tornando um dos meus prediletos, nos surpreende.

A loucura do filme cresce pouco a pouco e, ao mesmo tempo, qual é a diferença entre um filho normal e um filho diferente? O amor de mãe será menor ou maior?
Ou talvez uma mãe se sinta especial por ter um filho especial?

O foco todo do filme, na verdade, está em Lisa, que se sente em segundo plano por um irmão que chama cada vez mais atenção.
Vemos nas cenas finais, ao som da bela canção The Greatest, de Cat Power, o sorriso voltar a surgir no rosto dela.
Você precisa ver esse filme com a mente aberta e dar asas à sua imaginação.
IMDB: 5,8/ 10
Minha nota: 3/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Ricky.
País: França.
Ano: 2009
Direção: François Ozon
Roteiro: François Ozon
Elenco: Alexandra Lamy, Sergi López, Mélusine Mayance