Cinéfilos Eternos

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

IT - CAPÍTULO 2




Em 2017 o livro “It - A coisa” (1986, editora: Viking Press), do mestre do horror Stephen King, ganhou sua primeira e única adaptação para o cinema. Isso porque na década de 90 a história foi adaptada para as telinhas com uma minissérie, compactada em um único filme mais tarde.
A versão atual foi dividida em duas partes, a segunda parte acaba de chegar ao cinema pelas mãos do mesmo diretor (Andy Muschietti) e com todo o elenco de 2017 de volta, mais o reforço de um time de peso que encarna as crianças do primeiro filme, só que já crescidas.
Sequências podem ser complicadas. Especialmente quando dividem um mesmo livro em duas partes. Ainda sim, era o mais sensato a ser feito, considerando não só a riqueza da fonte original, mas também a extensão da mesma. Além disso, nem mesmo a minissérie conseguiu abranger com rigidez as minúcias do livro de King, então não tinha como não dividir a história em dois capítulos. Considerando todas as dificuldades, essa nova versão dupla é até mais fiel ao livro e mais caprichada que a versão feita para TV.
E o maior problema da minissérie, foi o desfecho, justamente a parte abordada em “It - capítulo 2”. É um alívio ver que eles são mais fiéis e consequentemente conseguem explicar melhor o grande vilão, além de ter o avanço tecnológico a favor para se distanciar dos efeitos limitados da versão da década de 90. Os efeitos são caprichados, embora o cgi peque em alguns momentos, mas nada que atrapalhe a diversão. Pelo contrário, os efeitos ajudam a tornar o filme ainda mais sangrento e nojento como um bom filme de terror tem que ser. A trama também não economiza em bons sustos, o que deixa a plateia ainda mais animada.
O elenco é um dos pontos altos da sequência, se não o maior. Os atores de peso, como Bill Skarsgård, James McAvoy, Jessica Chastain, entre outros.. esbanjam talento, além de que os novos integrantes do elenco são idênticos às crianças do longa anterior.
Só que infelizmente não se faz bons filmes apenas com atores talentosos. E aí está um problemão dessa segunda metade da adaptação. Enquanto o Capítulo 1 consegue mergulhar profundo na ótima história de King, expondo o drama de cada personagem e como eles lidavam com o grande vilão, a sequência prefere tirar o foco disso e mira em efeitos visuais, sustos, sangue, gosmas .. para impactar. Só que nem com isso tem sucesso, já que é menos assustadora que sua predecessora. O resultado é uma história fraca, rasa e com bons sustos.
Não chega a ser ruim, mas fica muito aquém ao filme anterior e ao que poderia ser. Diverte e emociona, mas não será nada memorável e inesquecível.

IMDb: 7,7 / 10
Filmow: 3,9 / 5
Metracritic: 59 / 100
Rotten tomatoes: 72% / 100%
Minha nota: 3 / 5

Ficha Técnica:
Nome original: It: Chapter 2
País: EUA
Ano: 2019
Direção: Andy Muschietti
Roteiro: Gary Dauberman e Stephen King
Elenco: Bill Skarsgård, James McAvoy, Jessica Chastain, entre outros..

(Comentários: Tom Carneiro)

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

DOR E GLÓRIA





Os comentários são que o vigésimo primeiro longa do grande, maravilhoso, cineasta espanhol, Pedro Almodóvar, é um filme autobiográfico, o que ele nega.
Não é a minha autobiografia, mas sim, é o filme que me representa mais intimamente.” Almodóvar continua: "Estou sempre me projetando nos meus filmes. Mas o que é certo é que, embora todos os meus filmes me representem, este me representa muito mais do que qualquer outro." "Fui um pouco mais longe", o cineasta finaliza. "Mais do que nunca, minha alma está no filme."

"Tudo começou quando meus problemas nas costas me deixaram confinado em casa. Um dia me vi como um personagem", ele conta.

O filme começa com a imagem do cineasta Salvador Mallo no fundo de uma piscina. De olhos bem abertos, os olhos que refletem a sua dor quase constante e sua tentativa em procurar algum alívio. Nas costas, uma grande cicatriz de uma cirurgia, na alma uma grande cicatriz do que a dor o impede de fazer.

Em mais uma parceria com Antonio Banderas, Almodóvar declara que ele era o mais legítimo para fazer o papel. "Porque viveu ao meu lado muitas das coisas que estão no filme. Saíamos juntos todas as noites nos anos 80." Acertou na escolha, Banderas está demais!
Mas não é uma autobiografia, diz ele, muita coisa é ficção.
Almodóvar vai além da vida dele: e se tivesse acontecido assim?, talvez ele tenha se perguntado. "Através do texto você não só abre as portas da sua intimidade como desenvolve possibilidades que não existiram e isso me emociona,” ele garante.
A princípio a gente nem reconhece Almodóvar como personagem e nem como diretor. As cores fortes estão lá, tanto nos cenários, na decoração do apartamento que inclui a pop art, e nos figurinos. Mas não é um filme vibrante, como estamos acostumados a ver. Não é um filme exagerado, como ele costuma fazer. É um drama?, me perguntaram. Sim e não, eu respondo. Porque aí já reconhecemos o nosso cineasta, que foge do melodrama e prefere dar um tom mais poético à história.
À Penélope Cruz, uma de suas musas, ele confiou o papel da jovem mãe de Salvador Mallo. A cena em que somos apresentados a ela, pobre, lavando roupa no rio, mas em vez de focar nos problemas, ele nos mostra o rosto dela se iluminando ao cantar com as amigas e o rosto do filho se encantando, também ele herdando o prazer que a música traz. A humilde moradia onde o menino Salvador morava era enfeitada com flores, regada a sol e amor.
Como Pedro, Salvador começou a dar aulas para os moços da vizinhança, a ensiná-los a escrever e a somar. "Tinham 17, 18 anos", conta Almodóvar. Como Pedro, Salvador escrevia cartas a pedido dos vizinhos que não sabiam escrever. Foi aí que surgiu o interesse em escrever e a criar histórias.
Algumas histórias do filme são reais então, mas outras não. Almodóvar diz que a cena da conversa entre ele e a mãe já idosa nunca ocorreu, que ele não tinha na verdade essa relação com ela. Na cena improvisada, que não estava no roteiro, no entanto, ele admite que toca em algo que não tinha tocado antes. "Essa sequência resume de um modo profundo e doloroso algo que não tem a ver tanto com minha mãe, mas com minha infância e adolescência." "Este filme não tem tanto a ver com minha relação com ela, mas com minha sexualidade e com o fato de ter sido um menino diferente", conta o diretor em entrevista para o El País. Mas a história da mortalha é verdadeira, só que aconteceu com a irmã dele, não com ele, a mãe deu instruções à filha de como gostaria de ser enterrada e assim foi feito.
O fato é que seus filmes, inspirados na sua mãe ou não, sempre são protagonizados por mulheres fortes. Sobre retratar sua mãe em um filme, o diretor indica que a imagem mais fiel é a da personagem interpretada por Chus Lampreave em A Flor do Meu Segredo, que é ela em cada frase.
Não, afirma Almodóvar, ele não consumiu heroína como o diretor retratado. Cocaína sim, heroína não. Que nem o personagem, os analgésicos não faziam efeito nele, daí a ideia de fazê-lo recorrer à heroína para suportar a dor.
Outras semelhanças com o filme são que Almodóvar nunca estudou cinema profissionalmente pois sua família não possuía condições financeiras e, como Salvador, também ele cantava e já fez parte de uma banda (Salvador, de um coral).
Mas Almodóvar esclarece que não se apaixonou por um pedreiro,aos nove anos, o que poderia ter acontecido.
Dolor y Gloria é um filme onde os afetos vão sendo construídos, um filme de amor e de dor e de reconciliações. Não mostra a ascensão do diretor, a história já se passa depois dos momentos de glória e numa fase improdutiva, que dói.
A dor é mostrada em cada detalhe: nos mocassins que ele passa a calçar, por não suportar se abaixar para amarrar os cadarços dos tênis. Nos inúmeros quadros que cobrem todas as paredes de seu apartamento, a lhe fazerem companhia. Na lembrança do amor maduro que ele não foi capaz de salvar do vício da heroína. "O amor não é suficiente. O amor talvez mova montanhas... mas não basta para salvar a pessoa que você ama." Nas lembranças de uma infância, que chegam como destinadas a cobrar um desfecho.
"Os filmes da minha infância sempre cheiravam a urina e a jasmim. E à brisa de verão."
E assim é Dolor y Gloria, como a urgência de uma necessidade fisiológica e ao mesmo tempo tem perfume e frescor.
Parabéns mais uma vez, meu diretor amado!


IMDB: 7,8/ 10
Filmow: 4,2/ 5
Minha nota: 4,3/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Dolor y Gloria.
País: Espanha
Ano: 2019
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Elenco: Antonio Banderas, Penélope Cruz, Asier Etxeandia, Cecilia Roth, Leonardo Sbaraglia, Nora Navas, Julieta Serrano. Texto: Cecilia Peixoto.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

PARASITE




Que filme é esse? Ainda estou impactada. Mistura de drama familiar mais sátira social mais drama psicológico mais comédia mais romance mais triller. São 132 minutos e mesmo depois que acaba você fica com um sorriso no rosto junto com a respiração suspensa. E ainda com a reflexão: afinal, quem eram os parasitas da história?
De um lado a família Kim, pai, mãe, filho e filha, todos desempregados, moram em um porão sujo e apertado. Vivem de pequenos bicos e até um sinal de wi-fi é difícil para eles.

De outro lado a família Park, pai, mãe, filho e filha. Mas as semelhanças acabam aí. Eles vivem em uma casa luxuosa e não têm preocupações financeiras, quanto mais de sobrevivência.
Como seriam essas famílias, cada uma na situação da outra?
Quando aparece uma oportunidade do céu para o filho adolescente da família Kim dar aula para a filha adolescente da família Park, Ki-woo fica fascinado com a mansão e com tudo que eles têm e logo, logo, surge um plano para que todos da família pobre possam ser contratados pela família rica. Essa parte é contada com muito humor, não tem como não se divertir.
Mas as coisas vão se complicar quando uma ex-empregada pede para entrar e pegar algo que esqueceu dentro da casa.
Parasite foi o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2019, o primeiro filme sul-coreano a receber esse prêmio. Que conhece os filmes do diretor e roteirista Joon-Ho Bong já teve a oportunidade de ver a versatilidade e o talento dele. Mas na minha opinião, Parasite superou a todos. Genial!


IMDB: 8,6/ 10
Filmow: 4,6/ 5
Minha nota: 4,5/ 5

Ficha técnica:
Nome original: 기생충, Gisaengchung
Outros títulos: Parasita, Paereosaiteu, 패러사이트
País: Coréia do Sul.
Ano: 2019
Direção: Bong Joon-ho
Roteiro: Bong Joon-ho
Elenco:
Jang Hye-Jin Choong-sook
Jo Yeo Jung Yeon-kyo Park
Lee Seon-gyoon Mr. Park
Song Kang-ho Kim Ki-taek
Choi Woo Shik Kim Ki-woo
Park Seo Joon Min-hyuk
Park So Dam Kim Ki-jung

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

NUNCA DEIXE DE LEMBRAR





"Somente na Arte há uma liberdade de não-ilusão. Somente um artista pode, depois de uma catástrofe, devolver ao ser humano a sensação de sua liberdade. Se não forem livres, totalmente livres, ninguém será. Ao se libertarem, vocês libertam o mundo."

O texto faz parte de uma das cenas mais fortes do filme. "Uma das" porque o filme é todo muito intenso, muitas vezes doloroso. O que não tira em nada sua beleza. As cenas de amor e nudez são quase que poéticas.

Indicado a duas categorias no Oscar: melhor filme estrangeiro e melhor fotografia; no Globo de Ouro, foi nomeado a melhor filme de língua não inglesa; no Festival de Veneza, venceu 2 prêmios, incluindo o de melhor filme na competição principal, e ainda foi indicado ao Leão de Ouro de Melhor Filme.

"Examinar a história é a melhor maneira de falar sobre o presente",
disse o diretor e roteirista Florian von Donnersmarck.

"Werk Ohne Autor" marca a volta dele ao seu país. Von Donnersmarck, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2006 pelo excelente "A Vida dos Outros", também é o mesmo diretor, por incrível que pareça, do blockbuster O Turista. Possui uma linhagem aristocrática: filho mais novo de Leo-Ferdinand, Conde Henckel von Donnersmarck, um ex-presidente da divisão alemã da Ordem de Malta, sua mãe, Anna Maria von Berg, é uma descendente direta do General von Blücher, Príncipe de Wahlstatt, que, juntamente com o Duque de Wellington, derrotou Napoleão em Waterloo. Ele detém a cidadania alemã e austríaca. Seu tio, Gregor Henckel-Donnersmarck, é o abade emérito em Heiligenkreuz Abbey, um mosteiro cisterciense nos bosques de Viena, onde Florian passou um mês escrevendo o primeiro rascunho de A Vida dos Outros.
Estejam preparados, eu não estava, não sabia que o filme era tão longo, passa de três horas de duração. Comecei a ver às 17h30 e só terminei às 21h30, porque, como o filme não acabava nunca, tive que parar várias vezes para fazer um monte de coisas. Mas não que seja cansativo. O filme cria inclusive um certo suspense que nos faz ficar ali, devorando cada detalhe e esperando ansiosamente a cena seguinte.

É um filme sobre o nazismo e a 2ª Guerra? Sim, mas bem mais intimista. Na verdade, é um filme sobre a arte. Lembrou-me Les Uns et Les Autres, a arte sobrevivendo ao tempo, aos acontecimentos, às guerras. Só que no filme do Lelouch a arte é mais um elemento de integração. Aqui de libertação.

O personagem de Kurt Barnert é vagamente baseado no artista alemão Gerhard Richter. Ele foge da Alemanha Oriental, mas os traumas da sua infância sob o regime dos nazistas e da República Democrata Alemã (RDA) seguem com ele. Além disso, Barnert sofre o peso do totalitarismo, que quer ditar os parâmetros para a arte. Só mais tarde ele consegue se libertar disso.

“Acredito que assim que o governo tem uma ideia do que a arte deve ser, a arte está perdida”,
declarou o diretor.

A mensagem principal do filme é que a arte ultrapassa o artista, ela se torna mais relevante que ele. Não há um autor somente, ela é um conjunto de várias experiências que a inspiraram e também pertence ao mundo.
Destaque para o personagem Carl Seeband, interpretado por Sebastian Koch, o Senhor Professor, que vem a ter papel importante em toda a vida de Kurt (Tom Schilling).
Kurt se apaixona por Elisabeth, Ellie (Paula Beer), que o faz lembrar de sua doce tia de mesmo nome e que foi sua inspiração para seus primeiros desenhos. A linda Saskia Rosendahl é mais conhecida por seu papel no filme Lore. Ela dizia sempre para o sobrinho: " - Nunca desvie o olhar."
Destaque também para o papel de professor de arte de Oliver Masucci, que tornou-se conhecido por interpretar Adolf Hitler em "Er Ist Wieder " e Ulrich Nielsen em Dark.
Impactante e ao mesmo tempo poético, "Nunca Deixe de Lembrar" é maravilhoso.

IMDB: 7,7/ 10
Filmow: 4/ 5
Minha nota: 4,5/ 5


Ficha técnica:
Nome original: Werk Ohne Autor. Outros títulos Work Without Author, Never Look Away.
País: Alemanha/ Itália.
Ano: 2018

Direção: Florian Henckel von Donnersmarck
Roteiro:
Florian Henckel von Donnersmarck
Elenco: Tom Schilling, Paula Beer, Sebastian Koch, Oliver Masucci, Saskia Rosendahl

quinta-feira, 28 de março de 2019

ASSUNTO DE FAMÍLIA





"Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira" . Liev Tolstoi, Anna Karenina.
Mas a família retratada no mais novo filme do cineasta japonês Hirokazu Koreeda foge à regra. Porque, ao seu modo, era uma família feliz. E era diferente de qualquer outra. Na verdade, foge a muitas regras...
A princípio, não entendemos muito a ligação deles: uma senhora idosa, a quem todos chamavam de "vovó", um casal, uma jovem e um menino. Eram bem pobres, moravam todos em um cômodo só, onde cozinhavam, comiam, dormiam. Além daquele cômodo, só um banheiro. A privacidade só se exercia no banheiro, mas não parecia que ninguém sentia falta disso. Riam, contavam histórias, dividiam as refeições, ... Vovó podia estar costurando enquanto a jovem se encostava nela para se aquecer com o calor do seu corpo. Um dia encontraram uma menininha que estava sozinha, passando frio, e levaram pra lá. Ela parecia um passarinho assustado, tinha medo de levantar os olhos, de falar. Já era tarde e ela acabou ficando naquele dia. No outro também. Aos poucos foi adquirindo confiança e deixando escapar que era maltratada pelos pais. Pensaram em levá-la de volta. Mas ficaram com pena. E também já tinham se afeiçoado a ela. O menino ficou um pouco enciumado, mas aquele que queria ser chamado de pai por ele, mas que ele ainda não conseguia, lhe disse: "- é sua irmã.".
Sim, porque naquela família, os laços não eram impostos pelo nascimento, mas pelo acolhimento.
Um dia, uma foto da menininha, Yuri, apareceu no telejornal, estavam dando ela como sequestrada. Não os pais, eles nem procuraram por ela. Nobuyo, que cuida dela como uma mãe, lhe pergunta se ela quer voltar pra casa. Mas percebe que ela tem medo.
Os códigos morais da Família Shibata eram bem diferentes. Osamu ensinava às crianças a roubar. É claro que ficamos chocados com isso. Eles roubavam em lojas. Segundo Osamu, não roubavam nada que pertencia a ninguém, pois ainda estavam à venda. Nobuyo tambem não achava que tinham sequestrado a menina, que agora tinha o cabelo curto e roupa nova e até um nome novo: Rin. Como, se não pediram dinheiro? Já o código familiar deles era muito simples: eles se tratavam bem, se protegiam, se importavam uns com os outros. Em nenhum momento, apesar das dificuldades financeiras, pensaram em Yuri como mais uma boca para alimentar. Para eles era mais uma pessoa para amar.
Um dos momentos mais lindos que achei foi quando perguntaram pra Osamu por que ele ensinava às crianças a roubar. E ele responde: " - porque eu não sei fazer mais nada, era só isso que eu tinha para ensinar... " Como qualquer pai, ele queria ser admirado por alguma coisa que soubesse fazer bem.
Mas ele não era qualquer pai e nem ela era qualquer mãe. E o filme nos leva a diversos questionamentos sobre o que é certo e o que é errado. Mais uma obra sensível de Koreeda sobre assuntos de família.
O filme concorreu ao Oscar 2019 como Melhor Filme Estrangeiro, mas quem venceu foi Roma, que também é o retrato de uma família e, curiosamente, os dois têm cenas emblemáticas em praias.




IMDB: 8,1/ 10
Filmow: 4,3/ 5
Minha nota: 4,2 / 5


Ficha Técnica:
Nome original: Manbiki Kazoku.
Outros nomes: Shoplifters, 万引き家族
País: Japão.
Ano: 2018
Direção: Hirokazu Koreeda.
Roteiro: Hirokazu Koreeda.
Elenco: Lily Franky, Jyo Kairi, Miyu Sasaki, Sakura Andou, Kirin Kiki. Mayu Matsuoka.

terça-feira, 26 de março de 2019

QUATRO MINUTOS




QUATRO MINUTOS
Chris Kraus é um escritor e cineasta alemão, nascido em 1963. Explico aqui porque existe uma escritora e cineasta de mesmo nome, só que americana e que, inclusive, um livro seu, I Love Dick, deu origem à série de mesmo nome protagonizada por Kevin Bacon.
Eu nunca tinha visto nada desse diretor, mas esse filme me impressionou bastante. Vamos conhecer Jenny, uma jovem assassina, presa em uma penitenciária feminina. Além de ter cometido um crime bárbaro, ela não parece ter nenhum remorso e é super hostil, podendo ser bem violenta mesmo. Quando chega na penitenciária uma professora de piano de 80 anos, que tem um projeto de dar aulas para as detentas, "Traude", o oficial Mutze, que também é um grande apreciador de música, apresenta Jenny para ela. Mas a princípio Traude não a vê com bons olhos, já que ela é agressiva, mal-educada, indisciplinada, as mãos, o principal elemento para as aulas , são mal-cuidadas e feridas devido às brigas e ela diz pra Jenny que para dar aulas para ela, precisará aceitar suas regras. Que não está preocupada em torná-la uma boa pessoa, mas sim uma boa pianista.
Mas Traude irá se surpreender com o talento de Jenny e a parceria entre elas provocará conflitos e muitas revelações. Além do seu dom, a música é a única forma com a qual Jenny consegue se expressar e isso acontece de forma intensa, da mesma maneira que são intensos todos os seus pensamentos, toda sua dor, sua raiva, suas feridas, o caos que é sua vida, enfim. Traude precisa dela também para sobreviver às suas lembranças, para encontrar um motivo para ter valido a pena ter continuado viva. Pela arte. Para que a arte se imponha às dores e injustiças do mundo. Com um final impactante e inesperado. Quatro minutos de pura libertação. E aqui me lembrei de Mandela, que dizia que seu corpo podia estar preso, mas que era o capitão de sua alma. Mas Jenny não era. Até àquele momento.
IMDB: 7,4/ 10
Filmow: 4,1/ 5
Minha nota: 3,9/ 5

Ficha técnica:
País: Alemanha.
Nome original: Vier Minuten
Ano: 2006 Direção: Chris Kraus
Roteiro: Chris Kraus.
Elenco: Hannah Herzsprung, Monica Bleibtreu, Sven Pippig, Stefan Kurt, Jasmin Tabatabai.


quarta-feira, 20 de março de 2019

MUSAS DO CINEMA FRANCÊS DE A a Z


Adèle Exarchopoulos

Atriz francesa de ascendência grega, nasceu em Paris. Com apenas 18 anos, protagonizou um dos filmes mais controversos da década. Alguns filmes em que atuou: Azul é A Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche), Amor e Ódio (Rose Bosch), Chez Gino (Samuel Benchetrit), Faces de Uma Mulher (Arnaud Pallières), Os Anarquistas (Elie Wajeman).

Nasceu: 22/11/1993



                                 Adèle Haenel

A atriz francesa foi indicada duas vezes ao prêmio César de Melhor Atriz Promissora ; em 2008 por sua atuação em Lírios D'Água( 2007) e em 2012 por Os Amores da Casa de Tolerância (2011). 
Em 2014, Haenel recebeu o prêmio César de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em Suzanne . 
Em 2015, ela ganhou o César Award de Melhor Atriz por atuação no filme Amor à Primeira Briga.

Nasceu: 01/01/1989


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                     Anna Karina

Descrição




Anna Karina ou Hanna Karin Blarke Bayer é uma atriz dinamarquesa. Começou a carreira como modelo, até que conheceu Jean-Luc Godard (com quem se casaria mais tarde), passando a atuar em filmes, até se tornar uma das atrizes-símbolo da Nouvelle vague. Em 1967, Serge Gainsbourg a homenageou com seu único filme musical, “Anna”.


Alguns filmes em que atuou: O Demônio das Onze Horas (Jean-Luc Godard), Viver a Vida (Jean-Luc Godard), Uma Mulher é Uma Mulher (Jean-Luc Godard), O Estrangeiro (Luchino Visconti), Band à Parte (Jean-Luc Godard).

Nasceu: 22/09/1940




                     Anne Wiazemsky



A atriz francesa Anne Wiazemsky, nascida na Alemanha,  ficou conhecida por ter estrelado filmes da Nouvelle Vague e por ter sido casada por 12 anos com o cineasta Jean-Luc Godard. Além de atriz, foi escritora. 

Alguns filmes onde atuou: A Grande Testemunha (Robert Bresson), Teorema (Pier Paolo Pasolini), Weekend à Francesa (Jean-Luc Godard), A Chinesa (Jean-Luc Godard), L'Enfant Secret (Philippe Garrel).

Nasceu: 14/05/1947 

Faleceu:05/10/2017




                     Audrey Tautou



Uma das mais emblemáticas atrizes do cinema francês nas últimas décadas, Audrey Justine Tautou nasceu em Puy-de-Dôme, localidade de Auvergne e foi criada em Montluçon.

Alguns filmes onde atuou: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet), O Albergue Espanhol (Cédric Klapisch), Eterno Amor (Jean-Pierre Jeunet), Coisas Belas e Sujas (Stephen Frears), Coco Antes de Chanel ( Anne Fontaine).

Nasceu: 09/08/1976




                    Brigitte Bardot

Brigitte Anne-Marie Bardot é uma ex-atriz e atual ativista francesa. Conhecida por suas iniciais, BB, é considerada um dos maiores símbolos sexuais dos anos 50 e 60. Tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública.

Alguns filmes onde atuou: E Deus Criou a Mulher (Roger Vadin), O Despreso (Jean-Luc Godard), Viva Maria! (Louis Malle), A Verdade (Henry-georges Clouzot), Masculino-Feminino (Jean-Luc Godard).

Nasceu: 28/09/1934

                             
         Catherine Deneuve

Catherine Deneuve, nome artístico de Catherine Fabienne Dorléac, é uma atriz francesa, considerada um modelo de elegância e beleza gálica e uma das mais respeitadas atrizes do cinema francês e mundial.

Alguns filmes onde atuou: A Bela da Tarde (Luis Buñuel), Os Guarda-Chuvas do Amor (Jacques Demy), Repulsa ao Sexo (Roman Polanski), Duas Garotas Românticas (Jacques Demy), O Último Metrô (François Truffaut).

Nasceu: 22/10/1943.



              Catherine Frot

Catherine Frot é uma atriz francesa. Dez vezes indicada ao Prêmio César, ela ganhou os prêmios de Melhor Atriz para Marguerite (Xavier Giannoli) e melhor atriz coadjuvante por Un Air de Famille (Cédrick Klapisch).

Outros filmes onde atuou: O Reencontro (Martin Provost), Os Sabores do Palácio (Christian Vincent), Odette Toulemonde (Éric-Emmanuel Schmitt).

Nasceu: 01/05/1956.


                    Cécile de France

A atriz belga foi descoberta pelo agente Dominique Besnehard, quando foi, aos dezessete anos para Paris estudar Artes e Teatro.

Foi ndicada quatro vezes ao Prêmio César e venceu duas vezes: em 2003, quando recebeu o prêmio de revelação feminina por Albergue Espanhol e em 2006, o prêmio de melhor atriz por Bonecas Russas, ambos dirigidos por Cédrick Klapisch.

Outros filmes onde atuou: Além da Vida (Clint Eastwood), Um Lugar na Platéia (Danièle Thompson), O Garoto da Bicicleta (Irmãos Dardenne).


Nasceu: 17/07/1975.



Charlotte Gainsbourg

Charlotte Lucy Gainsbourg é uma atriz e cantora franco-inglesa. É filha do ator, compositor e cantor francês Serge Gainsbourg e da atriz Jane Birkin. Cresceu numa família ligada ao teatro e à música.
Alguns filmes onde atuou: Ninfomaníaca (Lars von Trier), Promessa ao Amanhecer (Éric Barbier), l'Effrontée (Claude Miller), Samba (Olivier Nakache, Éric Toledano), Sonhando Acordado (Michel Gondry), Charlotte For Ever (Serge Gainsbourg), 3 Corações (Benoît Jacquot).
Nasceu: 21/07/1971.


                         
               Claude Jade


A atriz francesa tornou-se conhecida principalmente devido à sua participação no ciclo de filmes de François Truffaut sobre Antoine Doinel: Beijos RoubadosDomicílio Conjugal e Amor em Fuga. Claude Jade estrelaria em um dos papéis principais, Christine Darbon. Christine agradou ao personagem, ao diretor e ao público, e a bela francesinha ia ganhando reconhecimento internacional. A atriz participou também no filme do inglês Alfred Hitchcock 'Topázio' (1969, interpretando o personagem de Michèle Picard, filha de um agente secreto e esposa de um periodista) e, nesse mesmo ano, contracenou com o cantor Jacques Brel em 'Mon Oncle Benjamin', de Edouard Molinaro. 

Nasceu: 08/10/1948

Faleceu: 01/12/2006.




             
Corinne Marchand


Corinne Marchand é uma atriz francesa, que muito conhecida por interpretar Cléo em Cléo de 5 à 7 (Agnès Vardá), que lhe rendeu o prêmio Suzanne Bianchetti.

Outros filmes onde atuou: Lola, A Flor Proibida (Jacques Demy), Borsalino (Jacques Deray), O Perfume de Ivonne (Patrice Leconte), O Passageiro da Chuva (René Clément).

Nasceu: 04/12/1937.
              Emmanuelle Béart

Emmanuelle Béart é uma atriz francesa. É filha do poeta Guy Béart e de Geneviève Galéa. 

Alguns filmes onde atuou: A Vingança de Manon (Claude Berri), A Bela Intrigante (Jacques Rivette), 8 Mulheres (François Ozon), Os Destinos Sentimentais (Olivier Assayas), Ciúme - O Inferno do Amor Possessivo (Claude Chabrol).

Nasceu: 14/08/1963.

           
Emmanuelle Bercot





Emmanuelle Bercot é uma atriz francesa, diretora de cinema e roteirista. Seu filme Clément foi exibido na seção Un Certain Regard no Festival de Cannes de 2001. Seu filme On My Way (Ela Vai) de 2013 estreou em competição no 63º Festival Internacional de Cinema de Berlim.Alguns filmes onde atuou: Mon Roi ( Maiween), De Cabeça Erguida (Emmanuelle Bercot), Polisse (Maiween), Quando tudo Começa ( Bertrand Tavernier).

Por Mon Roi (Meu Rei), ela recebeu o prêmio de Melhor Interpretação Feminina, em Cannes.

Nasceu: 06/12/1967.



             Emmanuelle Devos
Emmanuelle Devos é uma atriz francesa, vencedora do prêmio César em 2002, por sua performance em Sobre Meus Lábios ( Jacques Audiard).

Alguns filmes onde atuou: Violette (Martin Provost), Reis e Rainhas (Arnald Desplechin), Apenas um Suspiro (Jérôme Bonnel).

Nasceu: 10/05/1964.



                 Emmanuelle Riva


Emmanuelle Riva, nome artístico de Paulette Germaine Riva, foi uma atriz francesa, também conhecida como um dos símbolos do amor da Nouvelle vague. É conhecida por suas atuações nos filmes Hiroshima Meu Amor (Alain Resnais), Léon Morin, O Padre (Jean-Pierre Melville), Thérèse Desqueyroux (Georges Franjou) e Amor (Michael Haneke).Nasceu: 24/02/1927
Faleceu: 27/01/2017.


            Emmanuelle Seigner

Emmanuelle Seigner Polanski é uma atriz de origem francesa. É casada desde 1989, com o diretor polonês Roman Polanski, com quem tem dois filhos. Iniciou a carreira de modelo aos quatorze anos de idade. 

Descrição

Emmanuelle Seigner Polanski é uma actriz de origem francesa. É casada desde 1989, com o diretor polonês Roman Polanski, com quem tem dois filhos. Iniciou a carreira de modelo aos quatorze anos de idade. 


Alguns filmes onde atuou: Lua de Fel (Roman Polanski), O Mal Obscuro (Mario Monicelli), Detetive (Jean-Luc Godard), Uma Primavera Com Minha Mãe (Stéphane Brizé), A Pele de Vênus (Roman Polanski).

Nasceu: 22/06/1966.



            Eva Green




A atriz e modelo francesa  começou sua carreira no teatro por volta dos 14 anos, antes de fazer sua estreia no cinema em Os Sonhadores (2003), uma adaptação polêmica que é dirigida por Bernardo Bertolucci É uma das mais lindas e talentosas mulheres da atualidade e um dos rostos mais disputados do mundo para campanhas publicitárias. Ficou conhecida também por interpretar a personagem Vanessa Ives na série Penny Dreadful.

Alguns outros filmes onde atuou: 007 - Cassino Royale (Martin Campbell), O Lar das Crianças Peculiares (Tim Burton), Baseado em Fatos Reais (Roman Polanski), Arsène Lupin - O Ladrão Mais Charmoso do Mundo (Jean-Paul Salomé).

Nasceu: 06/07/1980.



              Fanny Ardant


Fanny Marguerite Judite Ardant é uma atriz do cinema e do teatro francês.
Em princípio dos anos 1980, conhece o diretor François Truffaut com quem inicia uma relação sentimental, que duraria até a morte do cineasta, em 1984. Tem uma filha com Truffaut chamada Josephine e mais duas de outros relacionamentos.

Em 1981, alcança fama internacional com A mulher ao lado, dirigida por Truffaut e atuando ao lado de Gérard Depardieu. Por este filme, recebeu sua primeira indicação ao César, o prêmio mais importante do cinema francês.

DescriçãoFanny Marguerite Judite Ardant é uma atriz do cinema e do teatro francês.Em princípio dos anos 1980, conhece o diretor François Truffaut com quem inicia uma relação sentimental, que duraria até a morte do cineasta, em 1984. Tem uma filha com ele, chamada Josephine e mais duas de outros relacionamentos. Em 1981, alcança fama internacional com A mulher ao lado, dirigida por Truffaut e atuando ao lado de Gérard Depardieu. Por este filme, recebeu sua primeira indicação ao César, o prêmio mais importante do cinema francês.



Outros filmes onde atuou: 8 Mulheres (François Ozon), Callas Forever (Franco Zeffirelli), Os Belos Dias (Marion Vernon), De Repente, Num Domingo (François Truffaut), O Divã de Estaline (Fanny Ardant).

Nasceu: 22/03/1949.



              Françoise Dorléac


Françoise Paulette Louise Dorléac foi uma atriz francesa.  Apesar de curta carreira, trabalhou com cineastas como François Truffaut, Roman Polanski, René Clair, Jacques Demy, Ken Russell e Philippe de Broca. Faleceu vítima de acidente de automóvel próximo a Nice, com apenas 25 anos de idade.

Irmã de Catherine Deneuve.

Alguns filmes onde atuou: Duas Garotas Românticas (Jacques Demy), Um Só Pecado (François Truffaut), O Homem do Rio (Philippe de Broca), Armadilha do Destino (roman Polanski), A Ronda do Amor (roger Vadin).

Nasceu: 21/03/1942

Faleceu: 26/06/1967.





                Irène Jacob



Irène Marie Jacob é uma atriz franco-suíça.

Considerada uma das mais destacadas atrizes francesas de sua geração, Irène conquistou reconhecimento internacional por seus trabalhos com o diretor polonês Krzysztof Kieslowski, de quem protagonizou A Dupla Vida de Véronique and Trois couleurs: rouge. Ela passou a representar a imagem da sofisticação europeia, por seu "estilo de atuação que é ao mesmo temo clássico, pensativo e melancólico".Alguns outros filmes onde atuou: Othello (Oliver Parker), Adeus, Meninos (Louis Malle), The Prophecy (Eldar Ryazanov).

Nasceu: 15/07/1966.





            Isabelle Adjani


Isabelle Yasmine Adjani é uma atriz francesa; foi indicada duas vezes ao Óscar e premiada cinco vezes com o César, o mais importante troféu do cinema francês.Foi casada com o diretor Bruno Nuytten e com o ator Daniel Day-Lewis e tem um filho com cada um.
Alguns filmes onde atuou: Camille Claudel (Bruno Nuytten), A Rainha Margot (Patrice Chéreau), Possessão
 (
Andrzej Żuławsk), Diabólica ( Jeremiah S. Chechik), Nosferatu - O Vampiro da Noite (Werner Herzog), A História de Adèle H. (François Truffaut).
Nasceu: 27/06/1955.







              Isabelle Carré



Isabelle Carré é uma atriz francesa. Ela já apareceu em mais de 70 filmes desde 1989. Ela ganhou um César Award de Melhor Atriz por seu papel em Se souvenir des belles choses (Isabelle Breitman), e foi indicada mais seis vezes.

Alguns filmes onde atuou: La Femme Défendue (Philippe Harel), Anna M. (Michel Spinosa), O Refúgio (Françoise Ozon), Les Sentiments (Noémie Lvovskv), Medos Privados Em Lugares Públicos (Alain Resnais).Nasceu: 28/05/1971.


              Isabelle Huppert


Isabelle Ann Huppert é uma atriz francesa, aclamada como uma das melhores da história do cinema francês e europeu. Vencedora de prêmios como CésarBAFTA e em Cannes, além de receber indicações a inúmeros prêmios críticos e de academias, tal como a vitória do Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama em 2017, pelo papel de Michèle LeBlanc no filme Elle (Paul Verhoeven), que também lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz.Alguns outros filmes onde atuou: A Professora de Piano (Michael Hameke), Minha Mãe (Christophe Honoré), 8 Mulheres (François Ozon), Madame Bovary (Claude Chabrol), Loulou (Maurice Pialat).Nasceu: 16/03/1953.




Jean Seberg


Jean Seberg, foi uma atriz estado-unidense. Ela chegou a Paris, vinda dos Estados Unidos em 1957 e participou de uma seleção para escolher a atriz que faria o papel principal de "Joana D'Arc", de Otto Preminger. Foi a escolhida entre mais de oito mil candidatas e a partir daí sua carreira deslanchou.Casou-se quatro vezes e confessou nunca ter sido feliz com nenhum dos seus maridos. 


atriz vinha passando por uma forte depressão quando foi encontrada morta dentro de seu carro às margens do rio Sena em Paris. O motivo da morte foi uma superdose de barbitúricos.

Alguns outros filmes onde atuou: Acossado (Jean-Luc Godard), La Ligne de Démarcation (Claude Chabrol), Bom dia, Tristeza (Otto Preminger).     

Nasceu: 13/11/1938

Faleceu: 30/08/1979.



             
Jeanne Moreau



Jeanne Moreau foi uma atriz e cantora francesa. Filha de um barman francês e de uma bailarina britânica, teve formação de uma atriz clássica no conservatório, pela passagem pela Comédie-Française e pelo Teatro Nacional Popular.

Alguns filmes onde atuou: Jules e Jim - Uma Mulher Para Dois (Françoise Truffaut), Ascensor Para O Cadafalso (Louis Malle), Os Amantes (Louis Malle), A Noite (Michelangelo Antonioni), A Noiva Estava de Preto (François Truffaut), Badaladas à Meia-Noite (Orson Welles).

Nasceu: 23/01/1928

Faleceu: 31/07/2017.




        Julie Delpy




Julie Delpy é uma atriz, roteirista e diretora de cinema, bem como uma cantora e compositora, de nacionalidade franco-americana. Filha do ator Albert Delpy e da atriz Marie Pillet.Foi duas vezes nomeada para o Oscar de melhor roteiro adaptado, pelos roteiros dos filmes Antes do pôr-do-sol e Antes da meia-noite, tendo também recebido, pelo último, uma nomeação para o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical. Ela também recebeu três nomeações ao César, o prêmio máximo do cinema da França: a primeira em 1987, como melhor atriz revelação, por Sangue ruim (Leos Carax), depois em 1988, na mesma categoria, por Béatrice (Bertrand Tavernier), e, por fim, em 2008, na categoria de melhor roteiro original, por 2 dias em Paris. Pela atuação em Antes do pôr-do-sol, ela foi recompensada com o Empire Award de melhor atriz.

Nasceu: 21/12/1969.





         Juliette Binoche



Juliette Binoche é uma atriz e dançarina francesa. Vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e de outros prêmios de prestígio no cinema. A mãe de Juliette é de descendência polaca, e os seus avós maternos de origem polaca e católica estiveram presos em Auschwitz. A atriz declarou corajosamente ter sofrido três agressões sexuais ao longo de sua vida, aos 7, 18 e 21 anos. 

Alguns filmes onde atuou: Chocolate (Lasse Hallstrom), O Paciente Inglês (Anthonhy Minguella), Perdas e Danos (Louis Malle), A Liberdade é Azul (Krzysztof Kieślowski), A Insustentável Leveza do Ser (Philip Kaufman), Sangue Ruim (Leos Carax), Acima das Nuvens (Olivier Assayas).

Nasceu: 09/03/1964.




            Juliette Gréco


Marie-Juliette Gréco é uma cantora e atriz francesa. considerada a musa do existencialismo nos anos 50. 
Militante da Resistência Francesa, sua mãe sobreviveu ao Campo de Concentração de Ravensbruck, onde reencontrou uma das filhas, Charlotte, que foi presa pela Gestapo, em 1943, junto com Juliette, sendo que Juliette foi libertada antes da irmã.
Alguns filmes onde atuou: Orfeu (Jean Cocteau), Estranhas Coisas de Paris (Jean Renoir), Quando Leres Esta Carta (Jean-Pierre Melville).
Nasceu: 07/02/1927.


          Léa Seydoux





Léa Seydoux é uma atriz francesa. Com performances premiadas no cinema e televisão.

Em 2013 foi premiada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes pelo filme La vie d'Adèle (Azul é a Cor Mais Quente) repartida com a atriz Adèle Exarchopoulos e o realizador Abdellatif Kechiche. Foi a primeira vez na história do festival que atores ganharam o prêmio de melhor filme junto com o diretor.

Alguns outros filmes onde atuou: A Bela Junie (Christophe Honoré), É Apenas o Fim do Mundo (Xavier Dolan), Belle Épine (Rebecca Zlotowski), Saint Laurent (Bertrand Bonello), Le Roman de Ma Femme (Jamshed Usmonod).

Nasceu: 01/07/1985.




         Lou de Laâge



Lou de Laâge é uma atriz francesa, nascida em Bordeaux. Filha de pai jornalista e mãe pintora, passou sua infância entre Bordeaux e Montendre. Recebeu o Prêmio Romy Schneider (prêmio oferecido anualmente aos jovens expoentes – feminino e masculino – do cinema francês)  por Les Innocentes (Agnus Dei, de Anne Fontaine). Ela também foi indicada duas vezes ao Prêmio César.

Alguns outros filmes onde atuou: Respire (Mélanie Laurent), A Espera (Piero Messina), La Nouvelle Blanche Neige (Laurent Bénégui), Aconteceu em Saint-Tropez (Danièle Thompson).

Nasceu: 27/04/1990.




               
Ludivine Sagnier

Ludivine Sagnier é uma atriz e modelo francesa, que aparece em filmes desde 1989. Ela foi indicada para dois prêmios César de Melhor Atriz Coadjuvante em Swimming Pool (François Ozon). Ela tem uma filha, Bonnie, com o ator Nicolas Duvauchelle e duas filhas, Ly Lan  e Tàm, com seu atual parceiro, o cineasta Kim Chapiron .Alguns outros filmes onde atuou: 8 Mulheres (François Ozon), A Pequena Lili (Claude Miller), Gotas d'Água em Pedras Escaldantes (Franços Ozon), Amor e Turbulência (Alexandre Castagnetti).
Nasceu: 03/07/1979.







      Marie-Georges Pascal


Marie-Georges Pascal, nome artístico de Marie-Georges Faisy, foi uma atriz francesa. Trabalhou em cinema, televisão e teatro. Ela declarou que teve uma infância que mais tarde descreverá como "muito dura" e "muito triste" Seus pais, que sonhavam vê-la se tornar uma intérprete de concerto, a forçaram desde cedo a passar longas horas trabalhando no piano todos os dias . Aos dezesseis anos, ela resolveu se distanciar da família e sua estatura alta , aliada aos belos olhos azuis e cabelo castanho avermelhado lhe proporcionaram a encontrar rapidamente um trabalho de modelo. Mas depois, por razões de sobrevivência, ela acaba aceitando papéis em filmes eróticos.
Alguns filmes onde atuou: As Uvas da Morte (Jean Rollin), Les Petites Filles Modèles (Jean-Claude Roy), Je Suis Frigide...Pourquois? (Max Pécas).
Nasceu: 02/10/1946
Faleceu: 09/11/1985.



              Marion Cotillard

Marion Cotillard é uma atriz francesa  e segundo o site PureMedias. a mais bancável do século XXI. Os filmes estrelados pela atriz arrecadaram mais de $3 bilhões nas bilheterias mundiais e venderam mais de 37 milhões de ingressos na França, de 2001 a 2014. 
Ela tem papel ativo em causas ecológicas, sendo também porta-voz do Greenpeace desde 2002.
É garota-propaganda da bolsa Lady Dior desde 2008 e já apareceu em mais de 300 capas de revistas, entre elas estão VogueMarie ClaireElleVarietyHarper's BazaarVanity Fair, Madame Figaro, Glamour, Grazia, WThe Hollywood Reporter e Wall Street Journal Magazine. A atriz também foi escolhida para ser a capa da primeira edição da Dior Magazine, em Setembro de 2012.
Por sua interpretação de Édith Piaf em "Piaf - Um Hino ao Amor" (2007) de Olivier Dahan, a atriz conquistou vários prêmios de cinema como o César, o BAFTAGlobo de Ouro e o Oscar de Melhor Atriz. No Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde o filme premiado estreou, Marion obteve 15 minutos de ovação de pé dos presentes.
Alguns outros filmes onde atuou: Meia-Noite em Paris (Woody Allen), Ferrugem e Osso (Jacques Audiard), Até a Eternidade (Guillaume Canet), É Apenas o Fim do Mundo (Xavier Dolan), Dois Dias, Uma Noite (Irmãos Dardenne), Um Instante de Amor (Nicole Garcia).
Nasceu: 30/09/1975.

Mélanie Laurent

Mélanie Anné Laurent é uma atriz, cantora, diretora e escritora francesa. Conhecida pelo grande público por ter atuado no filme Bastardos Inglórios, do diretor Quentin Tarantino, no papel de Shosanna Dreyfus.
Alguns outros filmes onde atuou: Não se Preocupe, Estou Bem (Philippe Lioret), pelo qual recebeu o César de Melhor Atriz Revelação, O Concerto (Radu Mihãileanu, Toda Forma de Amor (Mike Mills), Trem Noturno Para Lisboa (Bille August).
Filmes dirigidos por ela: Respire, Imersão, Os Adotados, Galveston, De Moins en Moins.
Nasceu: 21/02/ 1983.



Mireille Darc


Mireille Darc foi uma atriz e modelo francesa. Atuou em diversas produções cinematográficas, com destaque para a sua interpretação em 1967 em Weekend à Francesa, filme de Jean-Luc Godard.
Foi uma das atrizes mais populares do cinema francês dos anos 1960 e 1970.
Alguns outros filmes onde atuou: Louro Alto do Sapato Preto (Yves Robert), Um Homem e Duas Mulheres (Roger Kahane), Borsalino (Jacques Deray), Les Bons Vivants (Georges Lautner).
                                  Nasceu: 15/05/1938
                                  Faleceu: 28/08/2017.



   Sandrine Bonnaire


Sandrine Bonnaire é uma atriz e diretora francesa. Escritora também. É casada com Guillaume Laurant, e tem um filho com o ator norte-americano William Hurt.

Alguns filmes onde atuou: Mulheres Diabólicas (Claude Chabrol), Um Homem Meio Esquisito (Patrice Leconte), Os Renegados (Agnès Vardas), Aos Nossos Amores (Maurice Pialat).

Dirigiu: O Nome Dela é Sabine. 

                               Nasceu: 31/05/1967.



                             

     Sandrine Kiberlain


Sandrine Kiberlain é uma atriz e cantora francesa. Foi casada por dez anos com o ator Vincent Lindon, com quem tem uma filha, Suzanne.
Alguns filmes onde atuou: A Viagem do Meu Pai (Philippe Le Guay), Violette (Martin Provost), Les Patriotes (Eric Rochant), A Outra Mulher (Daniel Auteuil), Quando se Tem 17 anos (André Techiné), Mademoiselle Chambon (Stéphane Brizé).

       Nasceu: 25/02/ 1968.
           Sophie Marceau


Sophie Danièle Sylvie Maupu é uma atriz, roteirista e cineasta francesa. Ainda adolescente Marceau alcançou popularidade com seus filmes iniciais La Boum e La Boum 2 (Claude Pinoteau), recebendo um prêmio César de Melhor Atriz Revelação. Foi casada com o diretor Andrzej Zulawski, com o produtor de cinema Jim Lemley e com o ator Christopher Lambert.
Alguns outros filmes onde atuou: Sexo, Amor e Terapia (Tonie Marshall), Um Reencontro (Lisa Azuelos), O                       Fantasma do Louvre (Jean-Paul Salomé).
                               Nasceu: 17/11/1966.
                     Stéphane Audran


Stéphane Audran, nome artístico de Colette Suzanne Jeannine Dacheville, foi uma atriz francesa. Conhecida por suas atuações em filmes como A Festa de Babette (Gabriel Axel), Agonia e Glória (Samuel Fuller), foi premiada no BAFTA.  Foi casada com o diretor Claude Chabrol , com quem tem um filho, Thomas Chabrol e com o ator Jean-Louis Trintignant.
Alguns outros filmes onde atuou: O Açougueiro (Claude Chabrol), O Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel), A Mulher Infiel (Claude Chabrol), A Lei de                         Quem    Tem o Poder (Bertrand Tavernier).
                                  Nasceu: 08/11/1932
                                  Faleceu: 27/03/2018.



                           HOMENAGEM ESPECIAL:
                                     
Agnès Varda
            "Eu não sou uma lenda, eu ainda estou viva."


Cineasta e fotógrafa belga, radicada na França. É também professora na European Graduate School. Suas fotografias, filmes e instalações abordam questões referentes à realidade no documentário, ao feminismo e ao comentário social. Foi casada de 1962 a 1990 com o diretor Jacques Demy. 
                                Nasceu: 30/05/1928.
Marie-Juliette Gréco, conhecida por Juliette Gréco é uma cantora e atriz francesa. Foi casada com Michel Picolli por 10 anos. EraEraAlguns filmes onde atuou: Nasceu: 07/