Cinéfilos Eternos

quinta-feira, 28 de junho de 2018

ANIVERSARIANTES

O papel que ela interpreta em Misery, película baseada no livro de Stephen King, como Annie Wilkes, é considerado como uma das melhores interpretações femininas da história do cinema e deu a ela o Oscar de 1990.

SIMPLESMENTE MARTHA



Bella Martha, nome original do filme da diretora Sandra Nettelbeck, é uma produção alemã, lançada em 2001, que conta a história de Martha Klein, a obstinada e perfeccionista chef de cozinha de um refinado restaurante de Hamburgo.
Prepare seus sentidos. A fotografia inspirada de Michael Berthl nos coloca no clima de uma cozinha de primeira linha, com os ingredientes sendo cortados e preparados com enorme capricho. Dá quase para sentir o cheirinho das deliciosas iguarias preparadas por Martha e por seus auxiliares.
"Não se pode pensar direito, amar direito, dormir direito, se não se jantar direito", observou uma vez a escritora Virginia Woolf.
Ao longo do filme, a relação entre saborear a vida e os alimentos vai se tornando cada vez mais clara. Martha se agarra no concreto das receitas, no sensorial dos gostos e cheiros, da limpeza e ordem externa. Quem sabe se para não olhar para sua vida pessoal, que é sem graça e solitária. Séria e compenetrada, ela cobra de sua equipe a mesma dedicação e, consciente do seu trabalho, não admite nenhuma crítica por parte dos clientes. O que causa alguns problemas para a dona do restaurante, que faz um acordo com ela: se ela quiser manter o emprego, tem que concordar em fazer terapia.
Mas Martha não se desliga de suas receitas e combinações nem durante suas sessões com o terapeuta:
"As trufas são perfeitas com qualquer prato com pombo, pois o delicado sabor da ave…"
Ele lhe pergunta o que a levou lá, ela responde que foi sua patroa que mandou. "E por quê ela te mandou fazer terapia?", pergunta ele. "Não faço a menor ideia", responde ela. A nossa Chef acaba ensinando receitas para ele. Ao provar um doce que ele fez, ela diz que está diferente e lhe explica que ela fica atenta ao ingrediente que ele não usou. O que seria uma boa dica para esse terapeuta, não é? Que tal ele prestar mais atenção ao que ela não fala?
Quando um acidente leva sua irmã, Martha se vê com a difícil tarefa de cuidar de sua sobrinha de oito anos. Não vai ser nada fácil, porque além dela ser totalmente envolvida com o trabalho, ela não sabe lidar com Lina. A única coisa que ela sabe fazer é cozinhar e a sobrinha se recusa a comer.
A entrada de Mario (Sergio Castellito) na história e na cozinha de Martha, já que a dona do restaurante está preocupada com o andamento das coisas vai trazer desconfiança por parte de Martha e descontração para a equipe. O Sou Chef é um extrovertido cozinheiro italiano, que coloca músicas e faz todo mundo dançar.
O filme consegue dosar drama e comédia na medida certa e é obrigatório para os amantes de "food movies". Está bem que é meio clichê, mas isso não tira o seu "sabor". Conquistou 14 prêmios e outras cinco nomeações e teve um remake americano, o filme Sem Reservas, com Catherina Zeta-Jones e Aaron Eckart.
IMDB: 7,3/ 10
Minha nota: 3,5/ 5.

Ficha técnica:
Nome original: Bella Martha.
Outros nomes: Mostly Martha.
País: Alemanha/ Itália.
Ano: 2001
Direção: Sandra Nettelbeck
Roteiro: Sandra Nettelbeck, Bettina Helmi, Michael Berti,
Elenco: Martina Gedeck, Sergio Castellito, Maxine Foerste, Ulrich Thomsen, August Zirner, Diego Ribon. Participação de Sandra Nettelbeck.

Cena do filme Sem Reservas,
com Catherina Zeta-Jones e Aaron Eckart.

A GAROTA NO TREM



Três mulheres: uma, a Anna, é casada com Tom e tem uma filha. Megan também é casada, ela e Luke moram numa linda casa próxima a de Anna. Luke quer muito ter filhos mas Megan não quer. Megan trabalha na casa de Anna e cuida do seu bebê. A terceira chama-se Rachel e não tem nada: nem casa, nem marido e nem filhos. Também perdeu seu emprego. Mora na casa de uma amiga, que pensa que ela ainda trabalha, porque sai todos os dias cedo e volta horas depois.
A amiga não sabe, mas Rachel passa seus dias viajando em um trem, todos os dias passa pelos mesmos lugares. Passa pela casa de Megan e de Anna. Rachel fantasia que é Megan, que mora naquela linda casa, que é feliz com o marido, que daqui a pouco terão um filho, um lindo filho. Seu pensamento percorre o jardim da casa de Megan, sua varanda, os aposentos de sua casa, dorme abraçada com seu marido...
Seus devaneios são interrompidos quando o trem passa pela casa de Anna. Ela não quer olhar, mas não resiste. É mais forte que ela.
Na verdade Rachel é a ex-mulher de Tom. Aquela casa já foi dela. 
Rachel escolheu cada móvel daquela casa. Da janela do trem ela os observa, felizes, com a filha nos braços. Pensa que aquela vida deveria ser a dela.
Rachel Watson sofre de depressão e alcoolismo. E não lida nada bem com o seu divórcio. Ronda a casa do ex, liga insistentemente pra casa dele e para o celular dele. Uma vez, enquanto Anna dormia, Rachel entrou na casa e pegou o bebê. Ela disse que só queria segurar. Mas Anna sente-se ameaçada.
Um dia Rachel acorda em casa toda suja de lama e de sangue e toda machucada, mas não se lembra de nada. Ela já teve várias vezes essas ausências quando bebia demais. Mas agora está chocada com seu estado. 
Ao mesmo tempo uma mulher desaparece perto de onde ela foi vista bêbada. 
E ela se vê totalmente envolvida na situação.
A história dessas três mulheres vai com certeza se entrelaçar.

O filme nos faz refletir o quanto é tolice desejarmos ter a vida dos outros. Por trás das aparências, nunca sabemos realmente o que se passa nas vidas e nas mentes deles. Além do mais, mesmo se alguém é muito feliz hoje não sabemos sua vida de amanhã. Por isso é sempre melhor ficarmos com nossa própria vida e tentar vivê-la da melhor forma.
O começo do filme é meio confuso, mas depois vai tomando forma.
É uma pena que não foi dirigido por um diretor mais experiente, seria um filme e tanto. Mas mesmo assim, vale à pena.

O roteiro é adaptado do livro de mesmo nome, da escritora Paula Hawkins, que foi um fenômeno editorial. Eu não li o livro, o que ajuda a gostar mais do filme.



IMDB: 6,5/ 10
Minha nota: 3,3/ 5

Ficha técnica:
Nome original: The Girl on The Train
País: EUA
Ano: 2016
Direção: Tate Taylor
Roteiro: Erin Cressida, baseado na novela de Paula Hawkins.
Elenco: Emily Blunt, Haley Bennett, Rebecca Ferguson, Justin Theroux, Luke Evans, Edgar Ramirez.

A GAROTA DO LIVRO





Alice sempre quis ser escritora, mas o seu instinto criativo parece estar bloqueado por um segredo do passado. Nem tão segredo assim, bem que ela tentou contar, mas seus pais não acreditaram nela. Ela sempre se sentiu ignorada e invisível. Mesmo sendo filha de um poderoso agente literário, tudo o que ela conseguiu nos seus 29 anos de vida foi procurar novos talentos para uma editora.
Quando ela é convocada para trabalhar no relançamento do livro de Milan Deneker, grande amigo de seu pai, ela é envolvida no turbilhão de lembranças que lhe provoca a história, porque simplesmente, embora todos os mais próximos finjam ignorar, ela é a garota do livro.
Alice precisará enfrentar seus demônios para finalmente poder se reencontrar.

Emily VanCamp ficou conhecida por seu trabalho em duas séries conhecidas: Everwood e Revenge. 
Michael Nyqvist, lembram dele? Era o jornalista Mikael Blomkvist na versão original e sueca "Os homens que não amavam as mulheres", aliás, de toda a trilogia Millennium, de Stieg Larsson.

Quanto à Marya Cohn, é sua estréia como roteirista/ diretora.
É óbvio desde o princípio que Alice é a garota do livro, não vejo o porquê da crítica pois não creio que a diretora quis criar nenhum suspense com isso. 
É mais uma reconstrução dos fatos e para mostrar a densidade psicológica da protagonista. Mas a narrativa é feita de uma forma bem interessante e as interpretações são muito boas. Recomendo sim.


IMDB: 6,2/ 10
Minha nota: 3/ 5

Ficha técnica: 
Nome original: The Girl in the Book
País: EUA
Ano: 2015
Direção: Marya Cohn
Roteiro: Marya Cohn
Elenco: Emily VanCamp, Michael Nyqvist, Ana Mulvoy, David Call.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

ANIVERSARIANTES

Em 2015, uma importante revista americana, a Variety, divulgou uma lista com os 20 astros que se destacaram por suas atuações em novas séries deste ano e um famoso brasileiro foi citado na publicação. Segundo os críticos, a interpretação de Wagner Moura como o narcotraficante Pablo Escopar em “Narcos”, da plataforma Netflix, foi uma das melhores de 2015

ANIVERSARIANTES

Isabelle Yasmine Adjani é uma atriz francesa; foi indicada duas vezes ao Oscar e premiada cinco vezes com o César, o mais importante troféu do cinema francês.