O filme provocou polêmica entre os anos de 1965-66, talvez devido ao experimentalismo que não foi compreendido na época, ocasionando um grande fracasso de bilheteria, mesmo com o elenco fabuloso. Um casal sofre um acidente e Mylène (Deneuve) fica muda. Não ficou bem explicado no filme o porquê, se era só por causa do trauma do acidente. Porque ela continua apaixonada e doce com o marido (Piccoli, que no filme é Piccoli mesmo). Eles se instalam em um forte, na Ilha de Noirmoutier. Ela também não quis mais sair de casa, de forma que as compras ficam por conta de Piccoli. Ele também não é de falar muito, o que desperta a curiosidade dos moradores locais. Entre seu trabalho como escritor, Piccoli faz longas caminhadas, sozinho, já que a esposa se nega a sair e ele é considerado esquisito.
Fatos perturbadores começam a acontecer. Piccoli descobre que mora um engenheiro no farol, que inventou uma estranha máquina, que permite que ele manipule os moradores como marionetes. Tem início um jogo entre os dois, onde real e imaginário se confundem.
Não é uma obra que agradará a todos, não há coesão, mas achei bem original, principalmente para a época. Pode ser visto como um filme de ficção, apenas como algo para divertir ou como uma série de metáforas, eu entendi assim. E volto sempre à minha pergunta: somos nós que escolhemos nossos destinos ou é o destino que nos escolhe? E mesmo quando escolhemos, haverá algum controle sobre o que optamos viver? Ou existe algum papel para nós, que é modificado, incluídos novos elementos, talvez para nos testar, pelo Roteirista e Diretor de nossas vidas?
IMDB: 6,7/ 10
Minha nota: 3,7/ 5
Minha nota: 3,7/ 5
Ficha técnica:
Nome original: Les Créatures
País: França
Ano: 1966
Direção: Agnès Varda.
Elenco: Michel Piccoli, Catherine Deneuve, Eva Dahlbeck, Lucien Bodard.
Nome original: Les Créatures
País: França
Ano: 1966
Direção: Agnès Varda.
Elenco: Michel Piccoli, Catherine Deneuve, Eva Dahlbeck, Lucien Bodard.
