Cinéfilos Eternos

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

UMA FAMÍLIA




Sebastiano Riso, roteirista e nascido na Catania, Itália, estreou na direção com o filme Mais Sombrio Que a Meia-Noite (2014), cinebiografia da famosa Drag Queen Fuxia, que viveu períodos complicados nas ruas de Catânia, Sicília, nos anos 80. David tinha 13 anos e estranhava seu corpo, só tinha uma certeza: queria ser cantor. Delicado e triste, mostra do como a família pode destruir ao invés de amparar pelo fato de não saber lidar com o diferente.
O filme Una Famiglia foi indicado ao Leão de Ouro e Sebastiano Riso a melhor diretor (Leão de Prata), entre outras indicações.

Em sua passagem pelo Rio de Janeiro para apresentar seu outro filme, Una Famiglia, no Festival do Rio 2017, Riso diz que usa o seu cinema para denunciar, o que traz ao espectador desconforto e até revolta. Riso foi espancado dentro de seu próprio apartamento em um ataque de características homofóbicas. Mas ele acredita também que teve a ver com o incômodo que os seus filmes causam no setor conservador da sociedade italiana.
Para interpretar o casal de Una Famiglia, ele escolheu, mais uma vez, Micaela Ramazzotti, atriz italiana, casada com Paolo Virzi, e Patrick Bruel (Sexo, Amor & Terapia, Paris-Manhattan), ator francês. O filme foi apresentado no Festival de Veneza e Riso era o diretor mais jovem em competição.
Vincenzo e Maria formam um casal incomum, cuja história choca bastante. Ele é uma espécie de cafetão, mas pior que fazer Maria se prostituir, o que não acontece, ela só tem relações com ele, ele a engravida várias vezes para depois vender o bebê no mercado negro de adoção.

A reação na Itália ao filme foi muito forte e controversa. Alguns grandes críticos italianos até apoiaram, mas muitos outros não. Primeiramente disseram que a história não era verdadeira. Mas quando descobriram que Riso tirei as informações de arquivos policiais eles disseram “Tudo bem. É real, mas a gente não gostou".
Riso, em entrevista, diz que após anos de ditadura berlusconista as pessoas se recusam a assistir a filmes que não sejam comédias. Que elas se tornaram estúpidas de alguma forma e apenas querem rir. O cinema italiano foi deixando de ser mais artístico e se tornando apenas entretenimento. Em Veneza, seu filme Una Famiglia era o único filme italiano com temática social.
Achei o tema bem interessante, apesar de revoltante, mas penso que o roteiro apresentou alguns furos, por exemplo: o que o casal fazia com o dinheiro, já que viviam tão simples? A gente fica com pena e ao mesmo tempo com raiva de Maria, que fome de amor é essa tão grande que a faz se submeter ao inaceitável?
Mais triste de tudo é saber que essas coisas acontecem de verdade.

IMDB: 5,4/ 10
Filmow: 3,5/ 5
Minha nota: 3/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Una Famiglia.
País: Itália/ França.
Ano: 2017
Direção: Sebastiano Riso.
Roteiro: Sebastiano Riso, Stefano Grasso, Andrea Cedrola.
Elenco: Micaela Ramazzotti, Patrick Bruel.


(Por: Cecilia Peixoto)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

FLORES






Baptiste Petit-Gats, acostumado a editar, principalmente documentários, diz que o trabalho de edição acabou ensinando-o a escrever para filme, pois não envolve somente o roteiro, mas também o trabalho com os atores, o ritmo das sequências, os intervalos, os silêncios, ... Interessante, nunca tinha pensado nisso. Também fotógrafo, ele filmou, escreveu, dirigiu e editou seu próprio curta-metragem, participando do My French Film Festival de 2019.
Des Fleurs é a comovente história de uma mãe viúva e seu filho adolescente em um chuvoso Dia de Finados.
Berenice está obcecada em encontrar as flores certas, no caso gerânios vermelhos, para colocar no túmulo do marido e para isso arrasta o seu filho adolescente Sacha nessa procura. Mas Sacha tem outros planos.
O diretor comenta que o desafio do filme é o espectador tentar entender, ou pelo menos se aproximar, da personagem Berenice.
A escolha da atriz Catherine Salée para o papel se deveu ao fato de Baptiste ter certeza que ela teria a doçura certa para acrescentar à personagem áspera, trazendo profundidade.
Berenice talvez se apegue ao ritual de oferecer a flor certa ao marido morto numa prova de fidelidade aos sentimentos por ele, mais ainda ela precisa disso para ser fiel ao seu passado, é difícil para ela seguir em frente, recomeçar. Seu filho faz parte disso tudo e ela o quer junto dela. É difícil para Berenice entender que isso é uma escolha dela, mas não dele. Talvez ele prefira oferecer flores para alguém que ainda está vivo.
*Disponível no My French Film Festival 2019.
Filmow: 3,1/ 5
Ficha técnica:
Nome original: Des Fleurs.
País: França.
Ano: 2018
Direção: Baptiste Petit-Gats.
Roteiro: Baptiste Petit-Gats.
Elenco: Catherine Salée, Victor Rivière.

(Por: Cecilia Peixoto)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A COLEÇÃO




Mais um curta (13 min). Achei genial!
É um filme sobre um comerciante inescrupuloso que “compra” peças artísticas de colecionadores judeus forçados a deixar Paris em meio à ocupação da França pela Alemanha nazista. Informado por um zelador, ele ouve sobre a extraordinária coleção do Sr. Klein.
O diretor e roteirista diz que a ideia veio de um dos contos favoritos dele, de autoria de Stefan Zweig, mas ele mudou o período histórico e outras coisas. Os personagens que ele criou, Mister Klein e sua filha Elise, dão o tom intrigante nessa história de subjugação e opressão. Stefan Zweig foi um escritor, romancista, poeta, dramaturgo, jornalista e biógrafo austríaco de origem judaica. A partir da década de 1920 e até sua morte foi um dos escritores mais famosos e vendidos do mundo.
Emmanuel Blanchard, nascido em Paris, estudou e depois ensinou história antes de se tornar um documentarista responsável por filmes como “Bombing War”, “Le Diable de la République” e “Après la Guerre”. Ele atualmente dirige “Notre-Dame de Paris”, um documentário animado de 90 minutos, filme de ficção parcial sobre a construção da mundialmente famosa catedral parisiense. Competindo no MyFFF, “The Collection” é seu primeiro curta de ficção.
Mr. Klein é interpretado por Jean-Claude Carrière, um premiado roteirista, escritor, diretor e ator francês. Ele foi um colaborador frequente do diretor Luis Buñuel. Para Blanchard, essa escolha foi decisiva, pois Carrière trouxe para o personagem seu brilho, seu humor requintado, seu amor pela arte, a extraordinária textura de sua voz.
La Collection fica entre um drama e um conto fantástico, com sua fotografia de claro-escuro e a textura do som.
Nossa, eu nem ligava muito para "curtas", mas agora estou vendo quantas coisas, principalmente cultura, posso tirar de tão poucos minutos.


*Disponível até o dia 18 de fevereiro no My French Film Festival 2019.

IMDB: 7,2/ 10
Filmow: 3,9/ 5

Ficha técnica:
Nome original: La Collection.
País: França.
Ano: 2018
Direção: Emmanuel Blanchard
Roteiro: Emmanuel Blanchard, Thomas Kruithof.
Elenco: Jean-Claude Carrière, Pauline Etienne, Michel Bompoil.


(Por: Cecilia Peixoto)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

GUY




O que dizer desse filme? Simplesmente delicioso.
Guy Jamet é uma espécie de Roberto Carlos, já velho, mas ainda encanta com seu carisma e suas românticas músicas.

Após a morte da mãe, Gauthier, um jovem jornalista, fica sabendo que é filho de Guy Jamet. Por uma carta. Mas ela também lhe pede que não revele nada. Ele resolve então fazer um documentário sobre o artista francês que, sem saber de nada, aceita.
Em uma ótima atuação, Alex Lutz, que tem apenas quarenta anos, faz o papel de Guy Jamet, bem mais velho. Cabelos brancos e rugas profundas e até manchinhas senis nas mãos e rosto, é difícil reconhecer o humorista de Estrasburgo.
Acostumado à televisão e ao teatro, Alex Lutz também atuou em cerca de vinte filmes, incluindo um ao lado de Jean Dujardin em Agente 117: Rio não responde mais, dirigido por Michel Hazanavicius.
A ideia do roteiro foi também de Lutz e desenvolvida por Anais Deban. Alex Lutz dirige o filme e ainda se revela um bom cantor. As músicas, feitas para o filme, são tão boas que viraram um CD de 43 minutos, todas cantadas por Alex.
Guy encerrou a Semana de Critica do Festival de Cannes 2018.
Gauthier acaba acompanhando Guy em tudo, em sua turnê, nos seus shows, frequenta sua casa, é até convidado um dia a cavalgar lado a lado com o pai que não sabe que ele é filho. Laços são criados, mas Gauthier precisa respeitar o pedido da mãe. Sempre atrás das câmeras. Além dessa linda história, o filme mostra a vida real de um personagem que normalmente está sob os holofotes, que tenta reviver seus momentos de glamour e ao mesmo tempo deseja ter uma vida comum.
"- De todas que já cantou, qual é a sua música preferida? "
"- Dadidou".

Deixo aqui o lindo vídeo:
O filme é dedicado "aos nossos pais".

*Disponível no My French Film Festival 2019.
IMDB: 6,7/ 10
Filmow: 2,9/ 5
Minha nota: 3,8/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Guy.
País: França.
Ano: 2018
Direção: Alex Lutz.
Roteiro: Anais Deban, Alex Lutz.
Elenco: Alex Lutz, Tom Dingler.
Por: Cecilia Peixoto.

Alex Lutz






domingo, 3 de fevereiro de 2019

MEU ANJO





Primeiro longa-metragem da francesa Vanessa Filho, Gueule d'Ange passou por diversos festivais e recebeu indicações ao Prêmio Um Certo Olhar.
As resenhas começam assim: "o filme acompanha a história de Marlène, que tem uma filha de oito anos a quem não dispensa muito atenção, mais interessada em bebedeiras, festas e homens". Eu começaria assim: "o filme acompanha a história de Elli, uma menina de oito anos que tem uma mãe que não lhe dispensa muita atenção, mais interessada em bebedeiras, festas e homens".
Porque mesmo a mãe, a Marlène, sendo interpretada por Marion Cotillard, o filme é mais sobre a menina, o "meu anjo" do que sobre a mãe.

Elli, que não sabe quem é o pai e quando perguntada sobre isso responde com a maior naturalidade "não sei, estava escuro", é levada a festas de adultos, onde é neglicenciada por uma mãe geralmente bêbada. Em uma delas, a mãe a coloca em um taxi e não volta pra casa por vários dias.
Marlène é carinhosa com a filha, é "meu anjo" pra cá, "meu anjo" pra lá, mas se revela totalmente despreparada para cuidar dela. Geralmente alcoolizada, perguntas tipo "já comeu" seguidas de "faça alguma coisa" ou "compre alguma coisa, você já é grande" são comuns. A história me lembrou do filme Projeto Flórida, sendo que nesse último a mãe se prostituía para o sustento dela e da filha e em Meu Anjo não é explicado de onde vem o dinheiro para o sustento de Marlène e Elli. Os papeis são tão invertidos que durante esse desaparecimento, nas poucas vezes que Marlène liga, ela diz " estou bem" em vez de perguntar se Elli está bem.
Um outro que vi recentemente e achei bem parecida a relação mãe-filha foi Amanhã e Todos os Outros Dias. Os dois estão disponíveis até o dia 18 de fevereiro no My French Film Festival 2019.
Que Marlène é uma péssima mãe fica claro, mas será que ela é uma mãe má? Ela é relapsa, mas é doce, só chama a filha de "meu anjo", a filha a acha linda e fica orgulhosa quando ela também a produz e a leva às festas. Quer dizer, rola uma admiração da filha pela mãe, ao ponto dela querer imitá-la quando dança e até começar a beber. E esse deslumbramento pode ser muito perigoso. Fica claro também que Marlène precisa de um tratamento. O fato é que existem por aí muitas Marlènes e Ellis. Falamos sobre filmes: "final previsível". Mas muitas vezes fechamos os olhos para a realidade.
A jovem atriz Ayline Aksoy-Etaix, em seu primeiro papel, não faz feio e consegue nos emocionar através de seus olhares, de seu silêncio. A adoração pela mãe transforma-se aos poucos em raiva pelo abandono.

IMDB: 6/ 10
Filmow: 3,4/ 5
Minha nota: 3,4/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Gueule d'Ange
Outros nomes: Angel Face.
País: França.
Ano: 2018
Direção: Vanessa Filho.
Roteiro: Vanessa Filho, Diastème.
Elenco: Marion Cotillard, Ayline Aksoy-Etaix, Alban Lenoir

(Por: Cecilia Peixoto)

sábado, 2 de fevereiro de 2019

AMANHÃ E TODOS OS OUTROS DIAS



Amanhã e todos os outros dias, Mathilde (Luce Rodriguez) precisa lidar com a sua mãe. O problema? É que Mathilde tem apenas nove anos e sua mãe é totalmente fora dos padrões. Mathilde precisou amadurecer mais cedo que o normal. Não sabemos exatamente o que tem a mãe dela, é muito amorosa, delicada, mas tem uns esquecimentos. Às vezes sai e não volta, deixando a filha aflita, olhando para o relógio, contando os minutos. Seu pai (Mathieu Amalric) que não mora com elas, procura participar, pergunta se ela está em casa, sente que Mathilde esconde a verdade para proteger a mãe. "Se ela não chegar ate às 21h30, me avise", diz ele. É o horário combinado com a mãe. Às vezes Mathilde força os olhos sobre os ponteiros do relógio para forçá-los a chegar rápido na hora limite e com ela sua mãe chegar também. De vez em quando sua mãe sai e não lembra pra onde tem que voltar. Não são só esquecimentos, ela tem um comportamento estranho também, totalmente inadequado. Vive em uma espécie de fantasia, no "mundo da lua". Quando está bem, pede desculpas à filha. Mathide nunca sabe como vai encontrar a mãe. Como será amanhã e como serão todos os outros dias. Por enquanto, ela segue protegendo-a, numa inversão de papéis, porque ela teme que tirem sua mãe dela ou que a tirem da mãe. E elas têm uma relação muito estreita.
Noémie Lvovsky estudou e se formou em Literatura, e logo em seguida juntou-se ao grupo Les Fémis, em 1988. Lá começou a trabalhar em roteiros de curtas com Emmanuelle Devos e Valeria Bruni Tedeschi, atrizes e cineastas com quem Lvovsky iria firmar parceria em muitos trabalhos no futuro. Juntas, passaram por conceituados festivais de curtas-metragens na Europa antes de começarem a fazer longas. Em 1990, Noémie se formou em especialização em roteiro, área em que se manteve trabalhando no começo da carreira, escrevendo e dirigindo seus projetos.
De fato, foi apenas nos anos 2000 que começou a se aventurar como atriz, estreando nas telonas com Ma Femme Est Une Actrice (2001). Imediatamente foi reconhecida como intérprete e passou a ser recorrentemente indicada ao César, o mais importante prêmio de cinema da França. Enquanto isso, seu filme La Vie ne me Fait pas Peur (1999), premiado no Festival de Cannes, ganhou prestígio e se tornou obrigatório nos currículos das escolas francesas de artes audiovisuais. Hoje Lvovsky já tem passagem e troféus de inúmeros festivais pelo mundo e é especialmente lembrada por Camille Outra Vez (2012), que dirigiu, escreveu e estrelou.
Também nesse, Noémie Lvovsky é diretora, roteirista e atriz. Ela é a mãe de Mathilde. Ela conta que Demain et Tous les Autres Jours é um pouco de sua própria história. Nos créditos finais ela dedica o filme a Geneviève Lvovsky. Pelo pouco que pude descobrir, sua mãe era bem frágil e teve que ser internada em um hospital psiquiátrico quando Noémie tinha apenas nove anos. A diretora prefere dizer que é um filme pessoal e não autobiográfico. Ela se reconhece em Mathilde, mas diz que deixou de contar muitas cenas de sua infância. Como Mathilde, Noémie diz que sentia-se muito preocupada e o mundo lhe parecia muito perigoso.
O filme, contado do ponto de vista da criança, é uma história de amor entre mãe e filha. O primeiro amor da filha é o amor da mãe. Muitas vezes é também o primeiro ódio, mostrando laços que podem ser problemáticos entre mulheres que se conectam de uma forma tão primordial.
"Je ne suis pas une bonne mère" (eu não sou uma boa mãe), diz ela para a psicóloga da escola da filha, quando ela vai encontrá-la, mas não se lembra pra quê.
Um dia sua mãe lhe dá uma coruja de presente. Para proteger essa mãe instável, Mathilde prepara suas refeições, mente para seu pai e precisa usar da imaginação e da fábula para poder lidar com ela. Faz tudo para essa mãe que ama e também é amada infinitamente por ela. Vai bem na escola, mas não é de fazer amigos. A vida que leva a impede de ser como as outras crianças. No seu universo infantil e na sua solidão de não poder desabafar com ninguém, Mathilde passa a conversar com a coruja.
"Sua mãe é um pouco louca", diz a coruja. 
É um drama extremamente comovente e poético. É com imensa doçura que a mãe de Mathilde lhe promete "Amanhã vou começar com o pé direito". Tanta ternura nos leva a perguntar se o filme não é uma declaração de amor de Noémie para a mãe.

Demain et Tous les Autres Jours abriu o Festival de Locarno e foi criticado pela fantasia, mas é justamente ela que permeia a empatia que temos, principalmente com a doença mental da mãe de Mathilde. O filme de Noémie Lvovsky retrata a solidão de seus personagens com gestos e ações que se revelam como tantas carícias gentis e doces. Como uma história para dormir, significa manter as sombras afastadas e dar as boas-vindas à noite vindoura enquanto espera com confiança pelo amanhã. E  pelo depois de amanhã, e por todos os dias seguintes, ...

IMDB: 5,9/ 10
Filmow: 3,8/ 5
Minha nota: 3,8/ 5

*Disponível no My French Film Festival até o dia 18 de fevereiro.

Ficha técnica:
Nome original: Demain et Tous les Autres Jours
Outros títulos: Tomorrow and Thereafter.
País: França.
Ano: 2017
Direção: Noémie Lvovsky
Roteiro: Noémie Lvovsky, Florence Seyvos.
Elenco: Luce Rodriguez, Noémie Lvovsky, Mathieu Amalric, Anais Demostieur.

(Por: Cecilia Peixoto)


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

HOTEL JUDITH





Nem sempre os curtas recebem destaque em alguns festivais. Eu mesma acabo não vendo. Assim como gosto de livros grossos, onde eu acabe me envolvendo com os personagens, também gosto de filmes que me façam sentir uma espécie de imersão. É claro que um curta não tem nem tempo de produzir isso. Mas pensem em quanto pode ser criativo e difícil contar uma história inteira em poucos minutos! Postei outro dia um que não tinha nem 7 minutos. O My French Film Festival 2019 selecionou diversos curtas e dessa vez estou aproveitando para ver todos e me surpreendendo. Principalmente quando já está quase na hora que eu preciso dormir e não dá tempo de ver um longa, nada melhor que um rapidinho, não é?

O Judith Hotel é super badalado, dificílimo conseguir uma vaga. Antes de se alojar, a pessoa precisa responder um questionário sobre suas preferências, tipo que horas deseja jantar, o que deseja jantar e outras perguntas que a princípio o espectador não entende. Por que será que é tão procurado aquele hotel? Os hóspedes são bizarros, aliás você vai ver que o filme é bem bizarro também. Rémi, o personagem principal, foi para lá porque não consegue dormir, coitado. Oito anos sem dormir. Mas o Judith Hotel garante que tem uma solução para o caso dele.

"Seus problemas acabaram!"

*Disponível no My French Film Festival até o dia 18 de fevereiro.


IMDB: 7/ 10
Filmow: 3,7/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Judith Hotel.
País: França.
Ano 2018
Direção: Charlotte Le Bon.
Roteiro: Charlotte Le Bon, Timothée Hochet .
Elenco: Sarah Calcine, Guillaume Kerbusch, Suzanne Rault-Balet.

(Por: Cecilia Peixoto)