Cinéfilos Eternos: Suzanne Clément
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O BOSQUE




O BOSQUE.
Que bom que os franceses agora resolveram fazer essas séries de uma temporada só. Só acho que poderiam variar um pouco o gênero. São boas, mas sempre sobre crimes a desvendar. A fórmula é colocar a desconfiança em um personagem, mas aí não é aquele o culpado e por aí vai. Mas nem por isso deixam de ser interessantes.

O BOSQUE esconde muitos segredos, crimes e, por trás de tudo dramas familiares. Ambientado em uma pequena cidade francesa, cercada por um bosque, que teria tudo para ser encantadora, se não houvesse um assassino solto por lá.
Com Suzanne Clément (Laurence Anyways) no elenco, uma policial competente, mas que não enxerga o que está embaixo do nariz, na sua casa. A chegada do novo capitão da polícia (Samuel Labarthe) é tumultuada com o desaparecimento de uma adolescente. Forçado a assumir o seu posto antes do tempo, ele não é visto com bons olhos pela policial Virginie Musso, mas vai mostrar sua competência em todo o decorrer dos episódios, que são seis.
O sumiço de Jennifer mexe com toda a cidade. A professora Eve (Alexia Barlier) procura o capitão porque ela recebeu um telefonema da adolescente antes dela desaparecer e Eve vai ser parte importante em toda a investigação. Nada demais, com uma música envolvente e o jeito francês de contar uma história. A série está sendo comparada com Dark e Stranger Things, mas não acho que tenha nada a ver, a ambientação pode ser, mas as outras são ficção, essa é policial. É uma boa distração.

IMDB: 7,3/ 10
Filmow: 3,6/ 5
Minha nota: 3,5/ 5

Ficha técnica:
Nome original: La Forêt.
Outros nomes: The Forest.
País: França
Ano: 2017
Direção: Julius Berg.
Roteiro: Delinda Jacobs.
Elenco: Samuel Labarthe, Suzanne Clément , Alexia Barlier.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

LAURENCE ANYWAYS



Novamente a temática do AMOR nos filmes do Dolan.
Em "Eu Matei Minha Mãe" e "Mommy" é o amor entre mãe e filho.
Mesmo o primeiro falando sobre o homossexualidade e o segundo sobre transtorno de personalidade, o foco é o amor. Sempre o amor, em todas as suas formas.


Em, Laurence Anyways, o personagem (Melvil Poupaud) é um transsexual, mas o tema é apenas o pano de fundo para uma história de amor quase que visceral entre ele e sua mulher Fred (Suzanne Clément).
Os personagens dos filmes que Dolan dirige são complexos, é sofrido amá-los. Mas é justamente aí é que está toda a beleza. Amar o simples é fácil. Ser calmo quando não existem problemas é fácil. Mas os amores dos filmes do Dolan beiram ao ódio. É como se ele buscasse a verdade sobre o amor incondicional. É como se ele próprio precisasse provar que esse tipo de amor existe. Ou que deseje atrair esse tipo de amor para ele. Se amamos os personagens dele, podemos amá-lo também.

A história: é aniversário de Laurence e Fred resolve presenteá-lo com uma viagem a NY, achando que o deixaria feliz com essa surpresa. Mas quem ficará surpreendida é ela. Laurence diz que não quer fazer viagem nenhuma, que ele está sufocado, que precisa falar, que não pode deixar passar mais nenhum dia sem lhe revelar que deseja se tornar mulher.
Fred fica chocadíssima mas o seu amor por ele é tanto que resolve ajudá-lo. Tudo, menos ficar longe dele.
Será possível viver um amor assim, ao mesmo tempo tão intenso quando complicado?

Profissionalmente, Laurence, que era um respeitado e admirado professor, tinha a ilusão que o fato de se vestir de mulher não mudaria a forma como era visto. Mas se enganou.
Também não será fácil com relação aos seus pais e amigos.
Pra piorar, Fred, por mais que deseje, não segura a onda e entra em depressão. A vida do casal toma rumos inesperados, mesmo com a dimensão do amor deles.

Fora o drama, o filme usa uns efeitos estéticos muito interessantes, como a cena em que o casal está jantando e os figurinos deles estão em total harmonia com as paredes que estão atrás de cada um. 
E a cena em que ela recebe o livro de poesias que ele escreveu e, à medida que lê, sentada no sofá de sua sala, é como se estivesse chovendo muito, uma tempestade de lágrimas, uma explosão de sentimentos, inundando todo o ambiente.


Os anjinhos barrocos mais uma vez aparecem aqui e ali, penso que são a assinatura do Xavier Dolan. E também as borboletas. Tem uma cena em que sai uma delas da boca do Laurence. As borboletas, que são símbolos de transformação e da liberdade. Linda a cena em que parecem voar um monte de peças de roupas, lembrando a cumplicidade que ele tinham

O filme deixa uma questão: o preço que pagamos para sermos autênticos, olharmos no espelho e nos reconhecermos, vale a pena? Com quem deve ser o nosso maior compromisso?


Sendo que mudanças pessoais podem influenciar mudanças sociais. Se ninguém tiver coragem, os paradigmas não serão alterados, nunca. Então, quando temos um compromisso de sermos verdadeiros com nós mesmos, assumimos ao mesmo tempo com a humanidade.



"- É uma revolta?
  - Não, é uma revolução."

Aos impacientes, aviso que o filme tem quase 3 horas de duração, 168 min, mas para os que decidirem embarcar nessa aventura com o sentimento, acredito que amarão.



IMDB: 7,6/ 10
Minha nota: 3,8/ 5



Ficha técnica: 
Nome original: Laurence Anyways
País: Canadá/ França
Ano: 2012
Direção: Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Melvil Poupaud, Suzanne Clément, Emmanuel Schwartz