Cinéfilos Eternos: James Woods
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

AS VIRGENS SUICIDAS



Primeiro filme como Diretora, Sofia Coppola já nos mostra o seu talento e nos prova que "filha de peixe, peixinho é".
Sofia também assina aqui o roteiro adaptado do livro de mesmo nome, de autoria de Jeffrey Eugenides.

Cinco irmãs, cinco lindas irmãs, cinco louras irmãs...

Dos 13 aos 17 anos, as irmãs Lisbon povoam as fantasias de rapazes da pacata cidade em que vivem, que se perguntam como o casal pode fazer tanta filha bonita assim.

Therese, Mary, Bonnie, Lux e Cecilia...

Cecilia é a mais jovem e também será a primeira a se suicidar.
Lux, interpretada por Kirsten Dunst, é a que mais se destaca no filme e transborda de sensualidade, os hormônios explodindo pelo seu corpo.
Também é a única que se atreve a desobedecer aos pais, Mr. e Mrs Lisbon, James Woods e Kathleen Turner.
Depois da morte de Cecilia, o casal decide afrouxar um pouco a severa vigilância e permitir às meninas irem ao baile do colégio acompanhadas com os seus pares..
Trip Fontaine (Josh Hartnett) é o sonho de todas as garotas do colégio, mas fica de quatro por Lux.
Após serem eleitos o casal do baile, eles se separam do grupo e Lux não volta para casa com as irmãs.
Estranhamente, Trip, que realmente estava vidrado em Lux, após consumar sua paixão, se desinteressa e enquanto ela dorme, ele vai para casa sozinho. Lux chega de manhã de taxi em casa,
Arrependidos da liberdade que concederam às filhas, os pais, principalmente a mãe, resolvem radicalizar. O pai me parece que só concordava e vivia no mundo à parte dele. Não bastasse o castigo de Lux, que teve que destruir todos os seus discos de rock, todas ficaram proibidas de sair e até mesmo de irem ao colégio.

Será que foi isso que motivou os suicídios das outras irmãs Lisbon?

E aqui não me acusem de spoiler, porque é o título do filme.
E garanto que mesmo sabendo o que vai acontecer, você vai ficar totalmente envolvido com o filme.
Você vai ficar se perguntando o tempo todo quais as motivações delas para tais atos. Mas não há praticamente nenhum diálogo entre as irmãs que nos forneçam pistas. 
Está bem que a educação delas era muito rigorosa, mas não nos esqueçamos que eram os anos 70 e a cidade era interiorana, então nada de tão diferente de tantas outras famílias. A mãe no final da tragédia se questiona e comenta que não faltou amor e era verdade.
Então, em vez de motivação talvez a causa tenha sido a falta de motivação para viver.
Tudo o que assimilamos da história é sob a perspectiva dos quatro rapazes, que narram os acontecimentos e também imaginam mil situações ao lado delas.
Não saberemos ao certo as causas dos acontecimentos fatais.
São fornecidas algumas pistas, os santinhos que aparecem aqui e ali, os olhares de tédio das irmãs, mas vai caber a você montar o quebra-cabeça.
Paralelamente à história, vemos algumas árvores em volta da casa serem derrubadas por estarem condenadas e contaminadas, Therese, Mary, Bonnie e Lux tentam proteger a árvore que a Cecilia marcou como dela gravando sua mão, numa tentativa de salvá-la. Cecilia se preocupava também com a extinção de algumas espécies animais mas parece que ninguém dava importância. Tudo era inútil. Estariam as irmãs também contaminadas com o vírus do suicídio?
O tema é bastante forte mas a abordagem da diretora é tão delicada, principalmente no tocante às fotografias e à maravilhosa trilha original com a banda francesa Air.



IMDB: 7,2/ 10
Minha nota: 4/ 5

Ficha técnica:
Nome original: The Virgin Suicides
País: EUA
Ano: 1999
Direção: Sofia Coppola
Roteiro: Jeffrey Eugenides (livro), Sofia Coppola
Elenco: Kirsten Dunst, A.J. Cook, Hanna Hall, Leslie Hayman, Chelse Swain, Kathleen Turner, James Woods, Josh Hartnett.