Cinéfilos Eternos: Clint Eastwood
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS




Baseados em livro homônimo (The Beguiled), de Thomas Cullinan, de 1966. Uma escola para meninas no sul dos Estados Unidos, em plena guerra civil americana. Um soldado inimigo, temporariamente incapacitado, é acolhido pelo grupo, formado por meninas adolescentes e algumas mulheres maduras.
Em mais uma parceria de Don Siegel com Clint Eastwood, a adaptação de 1971 é uma história perversa, encharcada de humor negro e de truculência psicológica, sobre os jogos de poder que um soldado nortista institui na escola de mulheres em que vai se abrigar, no Sul da Guerra Civil de 1861-1865. Esse filme com certeza é bem mais forte que a nova versão.
Já o filme da Coppola explora um lado ausente na narrativa do autor e também do filme de Don Siegel, de 1971. Isso porque a diretora, conhecida por seu ativismo em suas narrativas, optou por contar a história do ponto de vista das mulheres da casa e não do soldado ferido, interpretado por Colin Farrell.
A casa na qual se passa o filme de 2017 é a mesma usada por Beyoncé em vários de seus clipes. Quem sugeriu o espaço como cenário foi a produtora de set Anne Ross, que instigou Sofia a tocar o projeto de O Estranho que Nós Amamos.
Sofia Coppola é conhecida por sua paleta de cor doce e pela fotografia mais lavada. A figurinista Stacey Battat, também amiga de Sofia, criou as peças em tons pastel, com estampas florais e muita cintura marcada. Mas encontrou uma forma de marcar a personalidade de cada uma das sete mulheres do filme. Embora sejam todas afetadas pelo contexto, elas são muito diferentes e individuais. Para a trilha sonora, Sofia optou pela banda francesa Phoenix, cujo vocalista é seu marido. A produção toda é muito bem cuidada, os planos, tanto os abertos quanto os fechados, são belíssimos, tudo de muito bom gosto.
O soldado John McBurney interpretado pelo Clint é bem mais sedutor que o interpretado pelo Colin Farrel, embora esse ator seja muito interessante, "in my opinion".
O tempo todo na história, Martha, a administradora do internato, afirma que vai entregar o nortista como prisioneiro às forças sulistas. Mas ao estilo "Ata-me", do Almodóvar, nem ela nem suas protegidas querem se privar dessa inesperada presença masculina.
Ao mesmo tempo, essa disputa pela atenção vai despertar o que há de pior na personalidade do Cabo John. O círculo feminino parece vacilar, atemorizar-se e enfraquecer-se – mas, afinal, fecha-se, procurando alguma maneira de expelir de seu meio o corpo estranho.

IMDB - filme de 1971: 7,2/ 10
IMDB - filme de 2017: 6,4/ 10

Minhas notas: 3,8/ 5 para os dois

Ficha técnica:
Nome original: The Beguiled
País: EUA
Ano: 1971
Direção: Don Siegel
Elenco: Clint Eastwood, Geraldine Page


Ficha técnica:
Nome original: The Beguiled
País: EUA
Ano: 2017 
Direção: Sofia Coppola
Elenco: Colin Farrel, Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

TRILOGIA DO HOMEM SEM NOME



Quem não viu, sempre há tempo para conhecer o trabalho de um dos melhores cineastas que o mundo já conheceu: Sérgio Leone.
Em meados da década de 60 e 70, quando os faroestes andavam em baixa, os italianos lançaram um subgênero intitulado de Western Spaghetti. Fazendo grande sucesso na Itália e, posteriormente, no mundo todo. Aquela nova onda deu um gás no gênero e influenciou muita coisa que viria até muitos anos mais tarde, como Django Livre.
Mas, muito antes do Tarantino beber dessa fonte, Sergio Leone foi o grande nome desse movimento. Com influências de peso como John Ford e Kurosawa, ouso dizer que ele é um dos poucos cineastas que podemos chamar de perfeitos. Seus filmes eram estilizados, seus personagens, apesar de canastrões, eram peculiares e bem delineados, suas trilhas sonoras - compostas por ninguém menos que Ennio Morricone - eram um atrativo a parte. Resumindo, pode escolher um filme desse sujeito de olhos fechados e terá uma obra-prima nas mãos. E é sobre uma trilogia saída das mãos dele que resolvi escrever hoje.
Alguns chamam de trilogia dos dólares, outros de trilogia do homem sem nome. Independente de como a chamem, assistam essas aulas de cinema!


POR UM PUNHADO DE DÓLARES (Per un pugno di dollari, 1964)
O astro Clint Eastwood vive o tal homem sem nome pela primeira vez. Aqui o chamam de ''yankee''.
Ele é um sujeito que chega numa cidade violenta comandada por duas famílias rivais. Fazendo jogo duplo, aos poucos, ele vai eliminando ambos os lados os jogando uns contra os outros numa matança desenfreada.


POR UM PUNHADO DE DÓLARES A MAIS(Per qualche dollaro in più, 1965)
Clint Eastwood vive um caçador de recompensas que encontra um alvo que lhe renderá 10 mil dólares. O chamam de ''manco''.
O problema é que outro caçador, vivido por Lee Van Cleef, também está atrás do bandido. Outro filme recheado de cenas antológicas e muito tiroteio.


TRÊS HOMENS EM CONFLITO (Il buono, il brutto, il cattivo, 1966)
Entre os três. Este é o mais completo. Dou destaque ao título original: 'O Bom, O Mau e O Feio''. Simplesmente demais!!!
Cada frame desse filme parece ter sido extremamente estudado antes da filmagem. Clint Eastwood, aqui chamado do ''O Bom'' ou de ''loiro / loirinho'' pelo personagem ''O Feio'', é um caçador de recompensas que se envolve numa caça a uma grana enterrada. ''O Mau'' também é vivido por Lee Van Cleef e os três personagens dividem o protagonismo do filme, mesmo que o roteiro sempre puxe a sardinha para o lado do Clintão, hehehe.


Todos os filmes seguem uma espécie de padrão de qualidade à altura de um bom Western: sempre há um duelo no desfecho da história. E, ouso dizer, o duelo final no terceiro filme está entre as cenas mais fantásticas que já vi.


São todos filmes notas 10 / 10, não sei porque demorei mais de 25 anos pra conhecer essa trilogia. Simplesmente IMPERDÍVEL!!!
(Sinopse e comentários: Marcos Poli)

IMDB, Per un pugno di dollari      : 8,0/ 10
IMDB Per qualche dollaro in più   : 8,3/ 10
IMDB Il buono, il brutto, il cattivo: 8,9/ 10

Direção: Sergio Leone
País: Italia, Alemanha, Espanha.
Com Clint Eastwood, Lee Van Cleef, Gian Maria Volontè. Eli Wallach