Cinéfilos Eternos: Michael Noer
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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

PAPILLON





A saga de Henri Charrière, vulgo Papillon, homem de caráter duvidoso da Paris dos anos 30, sendo que só cometia pequenos delitos, mas que foi injustamente acusado de um crime de assassinato e condenado à prisão perpétua.
Encaminhado para a prisão na costa da Guiana Francesa, ele conhece Louis Dega, um famoso falsário e forma-se uma cumplicidade entre eles. Henri, que tem o apelido de Papillon devido à uma tatuagem de borboleta fica encarregado de proteger Degas em troca de dinheiro que esse tem como arrumar. Desde o primeiro dia Papillon decidiu que fugiria da fortaleza, missão super arriscada e punida com dois anos na solitária e com cinco, se houver reincidência. Apesar de vermos tanto sofrimento, o filme nos comove pela amizade genuína que se forma entre os dois.
O filme dirigido por Franklin J. Schaffner e com roteiro de Dalton Trumbo foi nomeado para o Oscar de Melhor trilha sonora, da autoria de Jerry Goldsmith, e para o Globo de Ouro de Melhor Ator Dramático, pela interpretação de Steve McQueen. Louis Dega é interpretado por Dustin Hoffman. No Brasil, lançado em 1974 foi um grande sucesso de bilheteria.
O dinamarquês Michael Noer teve a ousadia de dirigir o novo filme de Papillon, dessa vez interpretado por Charlie Hunnam e com Rami Malek no papel de Louis Dega. Sim, o Rami Malek da série Mr Robot e que faz o papel de Freddie Mercury no recente Bohemiam Rhapsody. Como sempre que há remakes de um filme considerado clássico, há apreensão quando à qualidade e normalmente também algumas críticas. Mas vou falar uma coisa, e podem me condenar, mas eu, hoje, gostei mais desse . Claro que o primeiro me impactou mais, eu não conhecia a história, a trilha sonora é maravilhosa e o final talvez tenha me emocionado mais. Até o revi, para tirar as minhas conclusões. Mas a química entre Charlie e o Malek me tirou algumas lágrimas, a amizade entre eles nessa segunda adaptação me convenceu muito mais. Ótimas atuações, figurinos fotografia, penso que o diretor conseguiu manter o ritmo angustiante o tempo todo e acredito que, mesmo para quem já viu o filme ou pelo menos conhece a história, essa versão consegue ainda causar bastante impacto.
Papillon é uma adaptação da obra dita autobiográfica de Henri Charrière. Do outono de 1967 até a primavera de 1968, em cerca de seis meses, ele terminou seu livro chamado "Os caminhos da decadência". Seis meses para centenas de páginas manuscritas em 13 cadernos escolares.
Ele escreveu por horas e horas, por dias e noites, escrevia onde estivesse, fosse no seu escritório, em seu apartamento ou no terraço de algum café.
O livro acabou caindo nas mãos de um famoso editor francês, o Sr Robert Laffont. Este é imediatamente embalado pelo manuscrito. Fechando a última página, ele disse à esposa:

"Se este livro não se tornar um best-seller, meu nome não é mais Robert Laffont. "
O livro foi renomeado Butterfly e lançado em 15 de maio de 1969. A obra alcançou o milhão de cópias vendidas em apenas três meses.
Se tudo foi verdade? Como sabermos? Talvez ele tenha atribuído a sim mesmo outras histórias que viu ou ouviu. Talvez ele tenha resumido na figura dele a vida sofrida de tantos outros. E quem pode dizer que ele também não sofreu, como se até fosse ele próprio? 
Henri já havia passado da idade de 60 anos, quando decidiu escrever. Posteriormente alguns autores apresentaram outras versões do que aconteceu na prisão, um deles tenta provar até mesmo a culpabilidade de Henri. Há acusações inclusive dele não ter sido o autor do livro, hahaha. E agora? Com qual versão você prefere ficar?


IMDB: 7/ 10
Filmow: 3,9/ 5
Minha nota: 4/5

Ficha técnica:
Nome original: Papillon.
País: EUA
Ano: 2018
Direção: Michael Noer
Roteiro: Aaron Guzilkowvski, baseado na obra de Henri Charrière.

Elenco: Charlie Hunnam, Rami Malek.

A letra de Henri Charrière


Henri Charrière