Cinéfilos Eternos: Liv Ullmann
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quinta-feira, 31 de maio de 2018

GRITOS E SUSSURROS



Quem sou eu para fazer uma resenha de um filme como esse? nossa!

Então vou resumir aqui um pouco do que eu entendi.
Fiquem à vontade para me corrigir.

Gritos e sussurros é um filme sobre a morte e sobre o tempo, não somente a morte física, mas sobre a morte de tudo o que fomos e vivemos um dia, porque o tempo inexoravelmente levou.
O filme começa focando em um relógio de parede, o tempo que não perdoa, que só anda para a frente.
Agnes (Harriet Anderson) é a irmã enferma que está morrendo. Ela acorda, levanta-se, escreve no seu diário: "Hoje é segunda-feira e eu acordei com dor." Em seguida, volta a deitar, mas não sem antes ir até um relógio e alterar a hora, como se pudesse adiantar (ou atrasar, não tenho certeza) a sua morte.
Todas as paredes da casa e também as cortinas são vermelhas, como a revelar todos os sentimentos latentes.

Sentimentos que não são falados em voz alta, apenas em sussurros, todos os gritos estão na alma.
O confinamento das quatro mulheres, as três irmãs e mais a criada, faz com que elas se confrontem com um passado que foi feliz, mas que elas preferem não lembrar mais, porque a lembrança do que foram só faz realçar mais o que são no presente, com suas vidas reprimidas e infelizes.
E com os seus segredos, que não conheceremos, porque são só sussurrados.
Agnes morre, mas o filme não acaba aí, ela mesmo morta quer as irmãs, que se horrorizam com aquilo tudo. Eu também!

Somente Anna, a criada, que perdeu uma filha e parece ter transferido toda sua devoção pra Agnes, não tem medo e a pega no colo, com os seios de fora, como se com esse ato pudesse aproximar Agnes dos seios da mãe e de toda a proteção que uma mãe representa. Essa cena foi apelidada de "A Pietá de Bergman".

Enfim, Agnes é enterrada e a família, toda de preto, se despede de Anna, dão um tempo para ela sair da casa e pedem para ela escolher algum objeto da irmã.
Ela diz que não quer nada, mas vemos no final do filme ela abrindo uma gaveta e retirando o diário de Agnes.
Abre na página em que que Agnes lembra de um dia feliz, dela com as irmãs e com Anna, todas de branco, lindas, como se o tempo e a morte não existissem.

Com um elenco de tirar o fôlego, esse filme não pode faltar no curriculo de nenhum cinéfilo.

IMDB: 8,1- 10
Minha nota: 4,7- 5

Ficha técnica:
Nome original: Viskningar Och Rop
Outros nomes: Cries & Whispers
País: Suécia
Ano: 1972
Direção: Ingmar Bergman.
Roteiro: Ingmar Bergman, Marik Vos-Lundh, Sven Nykvist
Elenco: Liv Ullmann, Harriet Andersson, Kari Sylwan, Ingrid Thulin, Erland Josephson.