Cinéfilos Eternos: Antoine-Olivier Pilon
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sábado, 30 de junho de 2018

MOMMY



Antoine-Olivier Pilon é Steve, um rapaz ao mesmo tempo carinhoso e explosivo, em decorrência do TDAH.
Devido ao seu temperamento peculiar, ele tem vários problemas pelos colégios onde passa até que uma expulsão faz com que sua mãe (Anne Dorval) tenha que levá-lo para casa e cuidar dele integralmente, o que é um problema para ela. Die, como toda mãe, tem que se dividir entre o filho e outras tarefas mas além disso, ela é uma mãe peculiar, porque ela é tão perdida quanto Steve.

No meio de toda essa confusão, de onde menos se podia esperar ajuda, ela chega através de uma vizinha, Kyla ( Suzanne Clement), uma mulher com claros problemas emocionais.
O filme, embora de uma maneira confusa, mas ao mesmo tempo poética, é uma declaração de amor entre mãe e filho e talvez seja a redenção de Dolan por "Eu matei minha mãe" em 2009.
Dolan inclui nele uma fictícia lei, que permitiria aos familiares abandonarem os filhos problemáticos, que ficariam aos cuidados do Governo.Essa lei seria uma tentação e um conflito para diversas mães, com certeza.

Técnicamente, o filme usa de um recurso muito interessante e original, o formato quadrado, como a mostrar todos os sentimentos aprisionados e de repente, como numa explosão de emoções, vem a liberdade, e a tela se expande. E esse momento é tão bonito, ainda mais ao som de Wonderwall, de Oasis, que faz com que a nossa percepção se abra também, de uma maneira intensa e calorosa. 

Mommy é daqueles filmes que ao mesmo tempo que incomoda te encanta.
Recomendadíssimo!

*Prêmio do Júri, César de Melhor Filme Estrangeiro, entre outros.

IMDB: 8,1/ 10
Minha nota: 4,3/ 5

Ficha técnica:
Nome original: Mommy
País: Canadá
País: 2014
Direção: Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Antoine-Olivier Pilon, Anne Dorval, Suzanne Clement.